Sempre que vejo o mercado endeusando as ferramentas de Inteligência Artificial Generativa, me pergunto: até que ponto estamos perdendo a nossa essência?
Vivemos um momento onde criar textos, imagens e vídeos é tão rápido e abundante que o conteúdo em si virou uma commodity. O que percebo, analisando essa transformação, é que o verdadeiro valor não está mais na capacidade de produzir em escala, mas naquilo que a máquina não consegue fazer: ter julgamento crítico, intenção genuína e autoria.
No ambiente corporativo, a pressa por produtividade tem transformado a IA de uma ferramenta de “colaboração” para uma de “delegação cega”. O profissional de hoje não deve se contentar em apenas jogar um comando e aceitar o resultado previsível e padronizado do algoritmo. Pelo contrário, nós precisamos usar a tecnologia para nos dar escala, mas manter firme o leme do significado e do contexto.
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