Contribuí nesta reportagem com uma reflexão urgente sobre como estamos nos relacionando com a tecnologia. A inteligência artificial nasceu para expandir nosso intelecto, mas os dados mostram que estamos indo para o caminho oposto: terceirizando o próprio ato de pensar.
O índice de pessoas que entregam tarefas inteiras para a máquina sem nenhuma intervenção saltou de 27% para 39% em menos de um ano. Na prática, estamos nos transformando em meros “apertadores de botão”, automatizando ações enquanto o nosso senso crítico atrofia.
O mais preocupante é o impacto disso, especialmente no cérebro dos mais jovens. Assim como um músculo, nossa capacidade de raciocínio e tomada de decisão precisa de desafios para se desenvolver. Se a inteligência artificial nos entrega tudo mastigado e nós apenas aceitamos sem questionar, estamos abdicando da autoria intelectual. A saída não é proibir o uso dessas ferramentas, mas aprender a ser o “diretor” delas: validar informações, usar a IA como parceira de brainstorming e garantir que a criatividade humana continue no comando.
CNN Brasil

