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	<title>Arquivos Rigor científico - Diego Nogare</title>
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	<title>Arquivos Rigor científico - Diego Nogare</title>
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		<title>A crise de identidade na pesquisa científica</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/01/a-crise-de-identidade-na-pesquisa-cientifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 09:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Descoberta Científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No artigo Interpersonal Trust in the Era of Scientific Communication with Artificial Intelligence &#8211; An Essay, que publiquei com meu orientador original do doutorado, relatamos que a ciência enfrenta um dilema ético sem precedentes, onde a produção de conhecimento de alta qualidade exige tempo e recursos, mas esbarra na pressão por velocidade. Bom, porque comentei...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/01/a-crise-de-identidade-na-pesquisa-cientifica/">A crise de identidade na pesquisa científica</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No artigo <a href="https://journals.cypedia.net/rwas/article/view/29/53" target="_blank" rel="noopener"><strong>Interpersonal Trust in the Era of Scientific Communication with Artificial Intelligence &#8211; An Essay</strong></a>, que publiquei com meu orientador original do doutorado, relatamos que <span data-path-to-node="1,1"><span class="citation-71">a ciência enfrenta um dilema ético sem precedentes, onde a produção de conhecimento de alta qualidade exige tempo e recursos, mas esbarra na pressão por velocidade</span></span><span data-path-to-node="1,3">.</span></p>
<p>Bom, porque comentei do nosso ensaio? Principalmente porque este assunto<span data-path-to-node="1,5"><span class="citation-70"> ganhou novos contornos com o lançamento do </span><a href="http://prism.openai.com/" target="_blank" rel="noopener"><b data-path-to-node="1,5" data-index-in-node="54"><span class="citation-70">Prism</span></b></a><span class="citation-70">, o novo <a href="https://techcrunch.com/2026/01/27/openai-launches-prism-a-new-ai-workspace-for-scientists/" target="_blank" rel="noopener">espaço de trabalho da </a></span><b data-path-to-node="1,5" data-index-in-node="90"><span class="citation-70">OpenAI</span></b><span class="citation-70"> para cientistas, e o <a href="https://ai.gopubby.com/ai-peer-review-crisis-iclr-2026-344407b13818" target="_blank" rel="noopener">aumento exponencial de submissões em conferências</a> como a </span><b data-path-to-node="1,5" data-index-in-node="175"><span class="citation-70">ICLR 2026</span></b><span class="citation-70">, que atingiu volumes recordes de artigos</span></span><span data-path-to-node="1,7">.</span></p>
<p>O cenário atual preocupa a comunidade acadêmica devido ao uso desenfreado de IA para gerar conteúdo e realizar a revisão por pares, uma etapa fundamental que garante a qualidade e veracidade das descobertas antes de chegarem à sociedade. Embora ferramentas como o Prism prometam otimizar a escrita, o nosso ensaio já alertava para o risco de erosão da confiança pública e a criação de um ecossistema de &#8220;artigos slop&#8221;. PRecisamos, enquanto sociedade, ficar de olho nisso! Temos que, de alguma forma, assegurar <span data-path-to-node="1,17"><span class="citation-67">a manutenção da curadoria humana e da transparência no uso dessas tecnologias para evitar que o progresso científico seja sufocado por automações superficiais e enviesadas que só sabem encontrar a próxima palavra apropriada para o contexto que estão gerando</span></span><span data-path-to-node="1,19">.</span></p>
<h3>O valor invisível da pesquisa rigorosa</h3>
<p>Muitas pessoas utilizam tecnologias avançadas diariamente sem perceber que elas são frutos de décadas de rigor científico. O GPS do seu smartphone, por exemplo, só funciona devido a estudos complexos sobre a teoria da relatividade lá do Einstein. Da mesma forma, a tecnologia de telas OLED que você vai utilizar para ver a Copa do Mundo deste ano, resultaram de investimentos massivos em energia e intelecto humano. E veja, não estou fazendo juízo de valor se a pesquisa é originária da indústria ou de órgãos públicos, meu ponto é a pesquisa em si. Com isso, quando buscamos atalhos na produção científica, colocamos em xeque a qualidade desses produtos finais, que consequentemente, transformam a nossa vida em sociedade.</p>
<p>Não sei se é de conhecimento geral, mas a pesquisa científica não é apenas um exercício acadêmico. Ela consome recursos financeiros e mentais significativos. Por sua vez, o processo de revisão por pares atua como um filtro crítico contra o erro. São nestas duas etapas que a automação excessiva desse pode deixar passar falhas graves. Isso sem contar que a confiança interpessoal é um dos pilares do aprendizado. Se o público percebe que o conteúdo não nasce do conhecimento humano, surge um sentimento de decepção e traição. Ao invés de trazer o leitor para perto, vcoê o afasta.</p>
<h3>O boom das publicações e o &#8220;Slop&#8221; científico</h3>
<p>O volume de publicações científicas tem batido recordes anuais, mas a qualidade nem sempre acompanha a quantidade. Em um sub do Reddit, no <a href="https://www.reddit.com/r/MachineLearning/comments/1qno68x/advice_for_phd_students_in_this_al_slop_paper_era/" target="_blank" rel="noopener">r/MachineLearning</a>, estudantes de doutorado discutem a dificuldade de navegar na &#8220;era dos artigos slop&#8221;. Este termo descreve textos gerados por IA que parecem técnicos, muito bem elaborados, mas carecem de profundidade ou originalidade. Infelizmente, essa tendência sobrecarrega os revisores humanos, que muitas vezes recorrem à própria IA para dar conta da demanda. Olha o problema que temos, a IA gera o conteúdo, a IA revisa o conteúdo, a IA usa esse conteúdo para aprender e depois gerar mais conteúdo com base no que aprendeu. É por isso que o termo Slop remete à esse desperdício. E inclusive o termo Slop foi escolhida como a <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/slop-palavra-do-ano-do-dicionario-merriam-webster-critica-conteudo-de-ia/" target="_blank" rel="noopener">palavra do ano pelo dicionário Merriam-Webster</a>.</p>
<p>A transparência é a única saída para preservar a autoridade dos comunicadores de ciência. Por respeito e consciência limpa, os leitores devem ser informados quando a IA gera ou auxilia o conteúdo (<em>repare que nos meus textos, no final do post, eu compartilho o prompt que uso para fazer a imagem de capa quando uso IA Generativa para isso</em>). Além disso, grandes editoras como Elsevier e IEEE já estabeleceram que o autor humano é o único responsável final pelo conteúdo. Sem essa responsabilidade, o risco de perpetuar vieses e informações falsas aumenta drasticamente.</p>
<h3>Prism: A promessa da OpenAI para aumentar a produtividade</h3>
<p>Recentemente, a OpenAI lançou o Prism, uma plataforma desenhada especificamente para auxiliar pesquisadores na organização e redação de textos científicos. A ferramenta promete integrar busca bibliográfica e síntese de dados de forma fluida. Embora o potencial de otimização seja claro, a comunidade precisa se manter cética sobre como isso afetará a autenticidade das publicacões científicas futuras.</p>
<p>Mais uma vez volto ao ensaio, a IA deve agir como uma ferramenta de suporte, não como um substituto integral para o trabalho intelectual humano. A curadoria humana garante que a ética e a sensibilidade do pesquisador permaneçam no centro do trabalho. Afinal, a ciência é baseada na credibilidade dos resultados apresentados.</p>
<p>Veja, a importância de manter o rigor científico nas pesquisas é tanto econômica quanto social. Se a base do conhecimento for corrompida por processos de revisão superficiais, o desenvolvimento de novos remédios, materiais de uso primários e tecnologias será mais lento e perigoso. O Prism pode ser um ótimo aliado para eliminar tarefas burocráticas, mas apenas se for utilizado sob uma governança ética rigorosa. Lembre-se, as ferramentas de IA são ferramentas. Use-as como tal, não como substitutos.</p>
<h3>É complicado!</h3>
<p>A ciência brasileira e internacional precisa equilibrar a eficiência da IA com a profundidade da mente humana para garantir que a inovação continue servindo ao bem comum. O uso da tecnologia para mascarar a falta de esforço intelectual é um problema de negócio latente, pois decisões corporativas baseadas em pesquisas &#8220;automatizadas&#8221; e sem validação podem levar a investimentos desastrosos. Além, é claro, de encolhimento do mercado por desacreditarem nos resultados práticos aplicados.</p>
<p>Ainda não testei o Prism, afinal, ele foi lançado há poucos dias. Mas farei em breve para avaliar se ele realmente preserva o rigor esperado ou se apenas facilita o &#8220;slop&#8221;. Publicarei os resultados e minha impressão sobre a ferramenta aqui no blog!</p>
<p>Bons estudos!</p>
<blockquote><p>Imagem de capa gerada com o Nano Banana 3, com esse prompt: Ilustração digital de um cientista humano caricato, revisando uma pilha de manuscritos, contrastando com hologramas da OpenAI Prism gerando fluxos digitais de <strong>&#8220;AI slop&#8221;</strong>. A cena deve simbolizar a pressão por produtividade e a crise de integridade na ciência, destacando o papel vital da curadoria humana e da transparência.</p></blockquote>
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		<title>[Micro-blog] A frustração na publicação acadêmica e o valor do peer review</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 01:02:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Micro-blog]]></category>
		<category><![CDATA[Blind Review]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicar artigos científicos é um desafio inerente para o avanço do conhecimento. Este processo, muitas vezes longo e repleto de rejeições, visa garantir o impacto científico e a qualidade das descobertas. Compreender suas nuances é importante para pesquisadores de todas as áreas. O caminho para publicar em revistas conceituadas é rigoroso, envolvendo meses ou até...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Publicar artigos científicos é um desafio inerente para o avanço do conhecimento. Este processo, muitas vezes longo e repleto de rejeições, visa garantir o impacto científico e a qualidade das descobertas. Compreender suas nuances é importante para pesquisadores de todas as áreas.</p>
<p>O caminho para publicar em revistas conceituadas é rigoroso, envolvendo meses ou até anos de revisão. Cientistas investem tempo significativo na pesquisa, escrita e submissão, buscando contribuir para sua área de trabalho, assim como elevar sua visibilidade acadêmica. A validação por pares assegura que apenas trabalhos de alta qualidade sejam disseminados. Contudo, surge a tentação das revistas predatórias, que prometem publicação rápida mediante pagamento de taxas chamados APC (<em>Article Processing Charge</em>) que são as taxas para processar o artigo e manter no repositório desta revista para consulta. Estas, no entanto, raramente garantem revisão por pares adequada, comprometendo a credibilidade dos autores e a integridade da ciência. É tentador, principalmente no início da jornada científica, buscar um atalho como esse. Entender a diferença entre caminhos legítimos e atalhos perigosos, faz parte do aprendizado que temos durante o vida científica.</p>
<h3>Análise e contexto</h3>
<p>Não é fácil, definitivamente não é! A frustração com rejeições é, de fato, uma etapa inerente ao processo. Muitos pesquisadores veem o feedback dos revisores como um ataque pessoal, mas ele é fundamental para o aprimoramento do manuscrito.</p>
<p>Ao submeter um material e receber um feedback, use isso a seu favor. O feedback deve ser construtivo, com foco em melhorar o trabalho para um maior impacto científico na descoberta. Muitas vezes a proposta do trabalho é promissora, mas faltam elementos básicos que poderiam ser evitados. Os cursos de <strong>Metodologia da Pesquisa Científica</strong>, muitas vezes, ensinam estas etapas. É comum ensinarem a aprimorar a metodologia e a análise de dados, ensinam também a oferece novas perspectivas e sugestões construtivas, buscam explicar sobre o processo que garante o rigor científico e a relevância do estudo, e também, ajudam a fortalecer a argumentação e a clareza da comunicação.</p>
<p>Existem processos para evitar vícios em publicações durante a submissão dos artigos científicos. Por exemplo, para minimizar o viés e assegurar uma avaliação justa, a maioria das revistas utiliza o processo de Blind Review. Neste tipo de sistema, a identidade dos autores é ocultada dos revisores, e vice-versa, focando puramente no mérito científico do trabalho. Você não sabe quem avaliou seu trabalho, e quem avaliou não sabe quem escreveu. Contudo, o valor do processo de publicação vai além da simples disseminação de resultados; ele é um pilar de rigor e confiança científica. Garante que apenas informações validadas e robustas contribuam para o corpo de conhecimento daquele campo, protegendo tanto a sociedade quanto a integridade acadêmica. Consequentemente, a paciência e a resiliência são qualidades indispensáveis para qualquer pesquisador.</p>
<p>Durante o doutorado eu colecionei mais rejeições de publicações, do que materiais aceitos. Demorou para eu aceitar, porém, depois de aprender que é parte do processo, fico menos ansioso e frustrado quando tomo um <em><span style="text-decoration: underline;"><strong>Rejected</strong></span></em>!</p>
<p>Apesar dos desafios, a persistência no processo de publicação acadêmica recompensa com a validação e o verdadeiro impacto científico. Quem sabe um dia descubro e publico algo muito foda, né!</p>
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