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	<title>Arquivos LLM - Diego Nogare</title>
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	<description>Consultor Executivo de IA &#38; ML</description>
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	<title>Arquivos LLM - Diego Nogare</title>
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		<title>Embeddings e Vector Database &#8211; Como os LLMs representam e encontram conhecimento</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/08/embeddings-e-vector-database-como-os-llms-representam-e-encontram-conhecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 12:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Embeddings]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Modelos de Embedding]]></category>
		<category><![CDATA[Similaridade Semântica]]></category>
		<category><![CDATA[Vector Database]]></category>
		<category><![CDATA[Vetorização de Texto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No post anterior desta série, expliquei que os modelos semânticos e ontologias definem o significado dos dados de um negócio. Eles, de fato, ajudam a responder a pergunta: O que significa receita líquida para a nossa empresa? Mas mesmo assim surge uma nova questão que é igualmente importante: Como um LLM armazena e encontra esse...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/embeddings-e-vector-database-como-os-llms-representam-e-encontram-conhecimento/">Embeddings e Vector Database &#8211; Como os LLMs representam e encontram conhecimento</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No post anterior desta série, expliquei que os <a href="https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/" target="_blank" rel="noopener">modelos semânticos e ontologias</a> definem o significado dos dados de um negócio. Eles, de fato, ajudam a responder a pergunta: <strong>O que significa <em>receita líquida</em> para a nossa empresa?</strong></p>
<p>Mas mesmo assim surge uma nova questão que é igualmente importante: <strong>Como um LLM armazena e encontra esse significado internamente?</strong></p>
<p>Como ele sabe que &#8220;cachorro&#8221; está mais próximo de &#8220;gato&#8221; do que de &#8220;maçã&#8221;? Como ele encontra, entre centenas ou milhares de documentos, exatamente o parágrafo apropriado para responder a uma pergunta específica que fazemos? A resposta está em dois outros conceitos que formam a base técnica de qualquer sistema de IA Generativa. Os <strong>Embeddings</strong> e os <strong>VEctor Databases</strong>. Juntos, eles são o mapa e o arquivo que permitem uma LLM navegar com precisão pela base de conhecimento de uma organização.</p>
<h2>O que são os <em>Embeddings</em>?</h2>
<p>De forma pragmática, os embeddings são representações numéricas vetoriais de palavras ou frases que capturam seus significados e relacionamentos, ajudando os modelos de machine learning a entender o texto com mais eficiência.</p>
<p>Pense num mapa, aqueles da disciplina de Geografia. Cada cidade tem coordenadas de latitude e longitude. Essas coordenadas dizem onde a cidade fica e, consequentemente, quais cidades estão próximas dela e próximas entre si. Os embeddings funcionam da mesma forma, só que para conceitos. Imagine cada valor deste vetor de conceitos como um ponto em um espaço de várias dimensões, onde a posição deste vetor contém informações sobre a palavra ou os dados representados.</p>
<p>A proximidade dos pontos indica similaridade semântica, ou seja, palavras com significados relacionados são posicionadas mais próximas umas das outras nesse espaço vetorial. Assim, &#8220;cachorro&#8221; e &#8220;gato&#8221; ficam próximos. &#8220;Automóvel&#8221; e &#8220;veículo&#8221; também. Mas &#8220;cachorro&#8221; e &#8220;automóvel&#8221; estão distantes.</p>
<p>Esse espaço não tem dezenas de dimensões&#8230; ele tem centenas ou até milhares delas. <a href="https://learn.microsoft.com/pt-br/azure/foundry/foundry-models/concepts/models-sold-directly-by-azure?pivots=azure-openai" target="_blank" rel="noopener">Os embeddings de modelos do Azure OpenAI, por exemplo, têm 1.536 dimensões</a>. Cada uma destas dimensões captura uma nuance diferente do significado.</p>
<p>Quem já fez aulas comigo nestes ultimos anos deve se lembrar do exemplo clássico que ilustra esta visao dos embeddings:</p>
<blockquote><p><strong>rei &#8211; homem + mulher = rainha</strong></p></blockquote>
<p>Isso não é coincidência ou senso comum. É evidência de que o modelo aprendeu relações semânticas reais, não apenas palavras isoladas.</p>
<h2>O que são os bilhões (ou até trilhões) de parâmetros?</h2>
<p>Quando você ouve que o <a href="https://openai.com/index/language-models-are-few-shot-learners/" target="_blank" rel="noopener">GPT-3 tem 175 bilhões de parâmetros</a>, ou que modelos mais recentes podem chegar a trilhões, é natural ficar na duvida do que é exatamente esse parâmetro que tanto falam.</p>
<p>Tentar explicar de forma não técnica é dificil, mas vamos lá. A resposta direta é que parâmetros são os números que o modelo aprende durante o treinamento e que determinam como ele se comporta. São valores que codificam tudo o que o modelo sabe sobre linguagem, contexto, significado, relações entre conceitos e o mundo em geral.</p>
<p>Os parâmetros de um LLM podem ser classificados em três categorias principais: <strong>embeddings</strong>, <strong>pesos</strong> e <strong>vieses</strong>. Cada uma delas é configurada automaticamente pelo algoritmo de treinamento, não por humanos&#8230;</p>
<h3>Embeddings também são parâmetros</h3>
<p>Os embeddings não são apenas uma técnica separada de vetorização. Eles são, em si, também um tipo de parâmetro do modelo.</p>
<p>Já comentei mais acima que um embedding é a representação matemática de uma palavra, ou de parte de uma palavra (chamada de token) no vocabulário de um LLM. Não vou ficar chovendo no molhado, mas é interessante saber que eles também são parametros para a contagem nos LLMs.</p>
<h3>Pesos e vieses</h3>
<p>Pesos são valores numéricos que representam a importância que o LLM atribui a uma entrada específica. Quanto maior o peso de uma entrada, mais relevante ela é para a saída do modelo. Dentro das <a href="https://diegonogare.net/2025/12/funcao-de-ativacao-o-cerebro-matematico-das-redes-neurais-artificiais/" target="_blank" rel="noopener">redes neurais artificiais</a>, os pesos são multiplicadores que determinam a intensidade do sinal de uma camada de neurônio para a próxima.</p>
<p>Vieses, por sua vez, são valores constantes adicionados ao sinal das camadas anteriores. Eles permitem que os neurônios sejam ativados sob condições em que os pesos sozinhos não seriam suficientes para produzir uma resposta.</p>
<p>Juntos, pesos e vieses definem como o modelo processa cada palavra em relação a todas as outras palavras de uma frase ou documento. Isso, é claro, considerando o contexto de um LLM. Mas os Pesos e Vieses estão atribuídos em qualquer outra aplicação que utilize uma rede neural.</p>
<p>A combinação de embedding, pesos e vieses nos LLMs é o que resulta em modelos com bilhões ou trilhões de parâmetros.</p>
<h3>A escala de bilhões a trilhões</h3>
<p>O número de parâmetros em um LLM cresce à medida que o modelo se torna mais capaz de capturar nuances da linguagem. O GPT-3, lançado em 2020, tinha centenas de bilhões de parâmetros. Modelos mais recentes podem ter trilhões de parâmetros!</p>
<p>Durante o processo de treinamento, as centenas de bilhões de parâmetros de um LLM de tamanho médio como o GPT-3 são atualizados dezenas de milhares de vezes. No total, isso soma na casa de quatrilhões de cálculos individuais. É por isso que treinar um LLM consome tanta energia e poder computacional. Estamos falando de milhares de computadores especializados, com GPU de ultima geração e  de alta velocidade funcionando sem parar por meses. Por isso, se você ouvir alguém te dizendo para fazer a sua própria LLM, tente entender melhor o que querem te dizer.</p>
<h3>Por que isso importa para Embeddings e Vector Database?</h3>
<p>Entender parâmetros é fundamental para entender embeddings. Quando você usa o modelo text-embedding-3-large da Azure OpenAI para vetorizar os documentos da sua organização, você está aproveitando toda a inteligência codificada nesses parâmetros. São bilhões de ajustes finos feitos durante o treinamento, para transformar suas palavras em coordenadas precisas no espaço vetorial.</p>
<p>Quanto mais parâmetros um modelo de embedding tem, mais rico e contextualizado é o espaço vetorial que ele cria. Isso significa que documentos semanticamente relacionados ficam mais próximos no espaço vetorial, e a busca por similaridade no banco de dados vetorial se torna mais precisa.</p>
<h2>Como embeddings são criados</h2>
<p>Embedding é um método para representar vetores de dados, e não etá limitado somente à texto, pode-se utilizar também para imagens e áudios. Diferentemente de outras técnicas de Machine Learning, os embeddings são aprendidos a partir dos dados por meio de algoritmos como redes neurais, em vez de exigir que especialistas humanos definam manualmente suas características.</p>
<p>O processo é direto. Modelos de embedding são redes neurais baseadas em <a href="https://diegonogare.net/2026/01/a-ia-nao-e-inteligente-e-eu-te-mostro/" target="_blank" rel="noopener">transformers</a> que transformam partes de documentos em uma representação numérica ou vetor. O conteúdo com significado ou semântica semelhante é mapeado para uma representação semelhante no espaço amostral.</p>
<p>No ecossistema Microsoft, os modelos disponíveis no Azure OpenAI incluem o text-embedding-3-small com 1.536 dimensões e o text-embedding-3-large com 3.072 dimensões. Para cenários multilíngues, o <a href="https://www.microsoft.com/en-us/research/publication/multilingual-e5-text-embeddings-a-technical-report/?msockid=28b28135abe768d509869601aaa86985" target="_blank" rel="noopener">modelo multilingual-e5-large</a>, desenvolvido pela própria Microsoft, <a href="https://github.com/microsoft/unilm/tree/master/e5" target="_blank" rel="noopener">suporta até 100 idiomas com 1.024 dimensões</a>.</p>
<p>Um ponto crítico que você deve considerar é que os embeddings criados pelo modelo de um provedor não podem ser compreendidos por outro. Por exemplo, um embedding de um modelo OpenAI não é compatível com um da Anthropic e vice-versa. Cada modelo tem seu próprio algoritmo de embedding.</p>
<h2>O que é um banco de dados vetorial?</h2>
<p>Um banco de dados vetorial é um repositório especializado que armazena, gerencia e busca embeddings vetoriais de alta dimensão para permitir a busca por semelhança semântica. Os vctor databases indexam e armazenam embeddings densos e esparsos para recuperação rápida, e geralmente servem como uma base de conhecimento externa que um LLM pode consultar para fundamentar suas respostas em dados confiáveis e mitigar o risco de alucinações.</p>
<p>Ele vai muito além de um simples índice. Os bancos de dados de vetores fornecem recursos adicionais como gerenciamento de dados, tolerância a falhas, autenticação e controle de acesso, bem como um mecanismo de consulta. São plataformas robustas que se adaptaram ao momento do mundo e permitem armazenamento vetorial em seus ambientes.</p>
<p>Um diferencial importante é a busca híbrida. A pesquisa híbrida combina os pontos fortes da busca em vetores e da pesquisa por palavras-chave. A vantagem da busca em vetores é encontrar informações conceitualmente semelhantes à consulta de pesquisa, mesmo que não haja correspondências de palavra-chave no índice. A vantagem da pesquisa por palavras-chave é a precisão, com a capacidade de aplicar classificação semântica opcional que melhora a qualidade dos resultados iniciais.</p>
<p>Entre os principais players do mercado estão Pinecone, Weaviate e FAISS&#8230; Bancos de dados tradicionais também evoluíram, como o próprio SQL Server 2025, PostgreSQL com a extensão PGVector e Cosmos DB. Todos estes SGDB já oferecem suporte nativo a vetores, permitindo que os projetos tenham capacidade vetorial sem migrar toda sua infraestrutura existente.</p>
<h2>Busca vetorial</h2>
<p>Agora que já sabemos o que são os vetores de embeddings e armazenamos eles em vector databases, a próxima pergunta lógica é: como encontrar o mais relevante entre milhares deles?</p>
<p>É ai que entra a busca vetorial Ela é uma técnica que encontra dados similares representando-os como vetores numéricos de alta dimensão. O conceito fundamental envolve transformar dados em um espaço vetorial em que a distância geométrica entre vetores indica sua semelhança semântica.</p>
<p>Existem três métricas principais para medir essa proximidade:</p>
<ul>
<li><strong>Similaridade de cosseno</strong>: mede o cosseno do ângulo entre dois vetores para determinar se eles apontam em uma direção semelhante, independentemente de sua magnitude. Uma pontuação de 1 indica vetores idênticos, enquanto –1 indica vetores opostos. É uma escolha comum para espaços de embedding normalizados, como os dos modelos OpenAI;</li>
<li><strong>Distância Euclidiana</strong>: a métrica mais comum, representa a distância em linha reta entre dois pontos vetoriais;</li>
<li><strong>Produto escalar</strong>: considera tanto o ângulo quanto a magnitude dos vetores. É equivalente à similaridade de cosseno para vetores normalizados, mas geralmente é mais eficiente em termos computacionais.</li>
</ul>
<h3>E os algoritmos de busca?</h3>
<p>Para encontrar os vetores mais próximos, o algoritmo padrão é o kNN (k-Nearest Neighbors). A busca pelos k vizinhos mais próximos é a operação central por trás da busca por similaridade vetorial. Dado um vetor de consulta, ela encontra os k vetores no banco de dados que são mais próximos, de acordo com uma métrica de distância escolhida. Igual é feito com o <a href="https://diegonogare.net/2024/03/machine-learning-meu-repositorio-no-github/" target="_blank" rel="noopener">algoritmo de machine learning</a>, só que para vetores.</p>
<p>O problema é que o kNN exato, em escala, é caro computacionalmente. O kNN exato compara um vetor de consulta com todos os vetores do conjunto de dados para garantir que ele retorne as correspondências mais próximas possíveis. Se você tem milhões de valores no seu vetor, toda consulta faz um scan e calcula a distância para todos estes milh&#8217;ões de valores. É preciso, mas caro em termos computacionais, e a latência cresce linearmente com o tamanho do índice.</p>
<p>Em produção, então, o padrão acabou sendo uma variação mais level, o ANN (Approximate Nearest Neighbor). A busca aproximada do vizinho mais próximo diminui um pouco da precisão para obter ganho de velocidade, restringindo a busca a um subconjunto promissor de vetores. Na prática, o <a href="https://diegonogare.net/2020/04/performance-de-machine-learning-matriz-de-confusao/" target="_blank" rel="noopener">recall</a> de ANN é suficientemente alto para que a maioria dos sistemas de busca vetorial de produção o utilize por padrão.</p>
<h2>Para resumir tudo em uma única sentença</h2>
<p>Os parâmetros são o conhecimento. Os embeddings são como esse conhecimento é expresso matematicamente. E o vector database é onde esse conhecimento fica armazenado, indexado e disponível para consulta dentro da sua organização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bons estudos!</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Imagem de capa gerada no M365</strong>: Capa premium para blog técnico Microsoft. Fundo azul petróleo escuro, iluminação cinematográfica, visual sofisticado e futurista. Grande espaço vetorial tridimensional no centro contendo milhares de pontos luminosos organizados em clusters semânticos. Conexões neurais em azul elétrico, laranja vibrante e rosa neon. Fluxos de dados entrando pela esquerda transformando documentos em embeddings; fluxo saindo pela direita representando busca semântica, RAG e agentes de IA. Núcleo central brilhante simbolizando inteligência semântica. Elementos visuais remetendo a embeddings, vector databases, similarity search, semantic retrieval, knowledge discovery e IA generativa. Painéis holográficos laterais com matrizes vetoriais, clusterização e busca KNN. Estilo Microsoft Design moderno, premium, executivo, extremamente limpo, alta densidade informacional, sem aparência de marketing genérico. Título grande: &#8220;EMBEDDINGS e VECTOR DATABASE&#8221;.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/embeddings-e-vector-database-como-os-llms-representam-e-encontram-conhecimento/">Embeddings e Vector Database &#8211; Como os LLMs representam e encontram conhecimento</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<title>Modelos semânticos, ontologia e LLMs &#8211; a fundação do contexto da GenAI</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Contexto]]></category>
		<category><![CDATA[GenAI]]></category>
		<category><![CDATA[IA Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Microsoft IQ]]></category>
		<category><![CDATA[Modelo Semântico; Ontologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagina o cenário onde implantamos um LLM na nossa empresa. As respostas são fluentes, o modelo impressiona nas demos. Mas, na prática, ele não sabe o que churn significa para o nosso negócio. Não entende que receita líquida e faturamento ajustado são termos distintos na nossa empresa. E quando perguntamos sobre o pipeline de vendas,...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/">Modelos semânticos, ontologia e LLMs &#8211; a fundação do contexto da GenAI</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagina o cenário onde implantamos um LLM na nossa empresa. As respostas são fluentes, o modelo impressiona nas demos. Mas, na prática, ele não sabe o que <em>churn</em> significa para o nosso negócio. Não entende que receita líquida e faturamento ajustado são termos distintos na nossa empresa.</p>
<p>E quando perguntamos sobre o pipeline de vendas, ele responde com base em probabilidades estatísticas (<a href="https://diegonogare.net/2026/01/a-ia-nao-e-inteligente-e-eu-te-mostro/" target="_blank" rel="noopener">lembra, o LLM é uma grande calculadora estatística</a>), não com base no que realmente acontece nos nossos sistemas.</p>
<p>Esse é o problema central dos LLMs em ambientes corporativos: eles são poderosos, mas cegos ao contexto do negócio.</p>
<p>A questão que precisamos responder, então, é direta: o que determina a qualidade do que um LLM entende sobre uma organização?</p>
<p>A resposta está em dois conceitos que a engenharia de dados conhece bem, e que agora a era dos agentes de IA está resgatando com urgência: modelos semânticos e ontologias.</p>
<h2><span data-teams="true">O que é um modelo semântico?</span></h2>
<p>Um modelo semântico é uma representação estruturada do significado dos dados de um negócio. Importante saber que ele não armazena os dados brutos, em vez disso, define o que esses dados significam. Ou seja, quais são as entidades do negócio, quais métricas importam, como elas se relacionam e quais regras as governam.</p>
<p>Pense nele como um dicionário vivo do negócio. Nesse dicionário, cliente ativo tem uma definição precisa. Margem operacional é calculada de uma única forma. Pedido em aberto não se confunde com pedido em processamento. Todos na organização, e todos os sistemas, falam a mesma coisa.</p>
<p>Quando um sistema de IA opera sobre um modelo semântico, ele não precisa adivinhar o que estes termos significam. Ele acessa essas definições confiáveis, específicas da organização, e raciocina a partir delas. Mas isso por si só não é suficiente, precisa dar um passo além. É ai que entra a ontologia.</p>
<h2>O que é ontologia?</h2>
<p>Uma ontologia, no contexto de IA, é uma estrutura que organiza conhecimento de forma hierárquica e semântica, definindo relações claras entre conceitos, entidades e suas propriedades. Ela funciona como um mapa conceitual que ajuda os sistemas a entender não apenas o que algo é, mas como se relaciona com outros elementos do conhecimento.</p>
<p>A diferença em relação a um simples glossário é fundamental. Um glossário diz o que algo é. Uma ontologia diz como tudo se conecta e por quê. No sentido de ciência da computação, uma ontologia é uma descrição da estrutura de dados: classes, propriedades e relações dentro de um domínio de conhecimento.</p>
<p>Com isso, se o modelo semântico define o <em><strong>o quê</strong></em> alguma coisa é (as entidades, métricas e regras), a ontologia define o <em><strong>como se relaciona e por quê. </strong></em>A lógica que conecta cliente a pedido, pedido a produto, e produto a categoria&#8230; A ontologia codifica o raciocínio sobre o domínio, não apenas o vocabulário.</p>
<p>Lembro na época do mestrado que fiz uma disciplina onde estudamos modelos semânticos e ontologia, utilizando este material de <a href="https://protege.stanford.edu/publications/ontology_development/ontology101.pdf" target="_blank" rel="noopener">Stanford</a>.</p>
<h2>A Web Semântica &#8211; A visão certa na hora errada</h2>
<p>Essa ideia não é nova&#8230; A ideia da Web Semântica surgiu em 2001, onde o artigo intitulado &#8220;The Semantic Web&#8221;, escrito por Tim Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila, foi publicado na revista impressa Scientific American.</p>
<p><a href="https://www.scientificamerican.com/issue/sa/2001/05-01/" target="_blank" rel="noopener"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft" src="https://i0.wp.com/static.scientificamerican.com/sciam/cache/file/04F7CC84-62DC-4DA1-B5C13DD1817F7C00_source.jpg?resize=200%2C265&#038;ssl=1" alt="Scientific American Magazine Vol 284 Issue 5" width="200" height="265" /></a></p>
<p>A visão era ambiciosa e daria às pessoas a capacidade de criar repositórios de dados na Web, construir vocabulários e escrever regras para operar com esses dados, usando tecnologias como RDF, SPARQL, OWL e SKOS.</p>
<p><em><strong>Se tiver curiosidade, leia o material de <a href="https://protege.stanford.edu/publications/ontology_development/ontology101.pdf" target="_blank" rel="noopener">Stanford</a> que compartilhei, ele ensina a usar o Protégé-2000 e criar ontologias no padrão OWL com exemplo de vinhos.</strong></em></p>
<p>Máquinas não iriam apenas exibir conteúdo, elas iriam compreendê-lo. Mas a Web Semântica não pegou como esperado. A ideia nunca decolou de verdade.</p>
<p>O calcanhar de Aquiles foi a manutenção&#8230; manter ontologias atualizadas era trabalhoso e caro (<del>bom, ainda é!</del>). A complexidade técnica era alta demais para adoção em massa.</p>
<p>Os padrões eram rígidos e o ecossistema de ferramentas, imaturo. A real é que a visão estava correta, mas o momento não era apropriado.</p>
<p>Hoje, os LLMs têm o poder computacional de processamento para dar vida à visão de Berners-Lee lá de 2001. Mas precisam de modelos semânticos e ontologias para raciocinar com precisão dentro de um contexto específico. A Web Semântica estava à frente do seu tempo. Os agentes de IA são a infraestrutura que ela sempre esperou.</p>
<h2>No fim, por que Modelos Semânticos e Ontologias melhoram os LLMs?</h2>
<p>Modelos de linguagem são ótimos em gerar texto fluente, mas frequentemente produzem  informações incorretas, inexistentes ou inconsistentes porque dependem apenas de padrões estatísticos aprendidos durante o treinamento, isso é conhecido como alucinação!</p>
<p>Ontologias corrigem isso fornecendo uma bússola conceitual que ancora as respostas do modelo em estruturas de conhecimento verificadas, reduzindo possíveis alucinações e trazendo coerência lógica nas respostas geradas.</p>
<blockquote><p>Dá para melhorar ainda mais o contexto e o grounding com RAG, mas isso fica para uma próxima publicação!</p></blockquote>
<p>Sem contexto semântico, o LLM responde com base em probabilidade, e ele escolhe a próxima palavra mais provável sem saber o que o termo significa dentro do seu negócio. Com modelos semânticos e ontologias, acontece algo diferente. O LLM passa a operar sobre o mesmo vocabulário compartilhado que os humanos da organização usam.  O nome técnico desta característica é grounding semântico.</p>
<p>O resultado prático é direto e apresenta menos ambiguidade, menos alucinações, respostas mais consistentes&#8230; e por fim, os negócios se beneficiam por projetos que realmente entendem o negócio que estão servindo.</p>
<h2>Para finalizar, como você pousa isso nos seus projetos?</h2>
<p>É exatamente aqui que o Microsoft IQ entra como solução concreta para esse desafio!</p>
<p>O Microsoft IQ é a camada de inteligência em nível empresarial da stack da Microsoft, que trás um entendimento compartilhado e atualizado continuamente da sua organização onde o Copilot e cada  outro agente herdam por padrão.</p>
<p>Ele se baseia nos comportamentos já presentes em todo o seu ambiente Microsoft: como as pessoas trabalham no Microsoft 365, como o negócio é modelado no Fabric e o conhecimento distribuído entre seus dados, aplicativos e até a web.</p>
<p>É importante destacar que o Microsoft IQ não é um modelo de IA nem um LLM. Isso é uma camada de solução que aplica modelos de IA a cenários reais de negócios ao combinar insights, fluxos de trabalho, governança e contexto empresarial confiável. Enquanto os LLMs geram inteligência, o Microsoft IQ se concentra em transformar essa inteligência em resultados mensuráveis para os negócios.</p>
<p>O Microsoft IQ é composto por quatro camadas integradas. Cada uma resolve uma dimensão diferente do problema de contexto:</p>
<h3>Work IQ — A inteligência de quem trabalha</h3>
<p>O Work IQ fornece uma compreensão dinâmica de como os funcionários trabalham, com contexto sobre pessoas, colaboração e fluxos de trabalho. Em outras palavras, ele entende como as pessoas trabalham no dia a dia, analisando suas reuniões, documentos, e-mails, decisões (claro, considerando e herdando a questões de segurança inserida por padrão nas ferramentas da Microsoft utilizada na gestão da empresa) e transforma esse fluxo em contexto estruturado para os agentes. Um agente de vendas que opera sobre o Work IQ sabe, por exemplo, que o cliente foi contatado na semana passada, que houve uma reunião de follow-up, e que a proposta ainda está aguardando resposta.</p>
<h3>Fabric IQ — A Base semântica do negócio</h3>
<p>O Fabric IQ é a camada que mais diretamente materializa o conceito de modelo semântico. O Fabric IQ fornece a base semântica compartilhada do seu negócio, alinhando dados, entidades e regras para que os agentes raciocinem de forma consistente e tomem decisões precisas e contextuais. Os agentes entendem as entidades empresariais, suas relações, propriedades, ações e regras.</p>
<p>O ponto de partida é prático e imediato. Por exemplo, o Power BI responde por mais de 90% dos modelos semânticos em produção da empresa. Os usuários podem inicializar uma ontologia diretamente desses modelos com apenas alguns cliques, acelerando o tempo para obtenção de valor ao reutilizar instantaneamente lógica e definições confiáveis.</p>
<p>Isso significa que, para a maioria das organizações, a base semântica já existe. Ela só precisa ser conectada aos agentes.</p>
<h3>Foundry IQ — O conhecimento institucional governado</h3>
<p>O Foundry IQ fornece conhecimento institucional coletado sobre o contexto de políticas, documentos corporativos e bases de dados de conhecimento reutilizáveis. Ele transforma documentos,  manuais, políticas internas, contratos, bases de conhecimento, tudo vira conhecimento governado e reutilizável.</p>
<p>Um agente de atendimento que opera sobre o Foundry IQ não &#8220;inventa&#8221; uma política de devolução. Ele consulta o documento autorizado e responde com precisão. O Foundry provê o grounding de forma nativa, indo além de um RAG programático.</p>
<h3>Web IQ — A inteligência em tempo real</h3>
<p>Por fim, o quarto pilar é o Web IQ. Ele garante que os agentes não fiquem limitados ao conhecimento interno da empresa. O Web IQ fornece contexto novo e real, consumindo de toda a internet, incluindo páginas da Web, notícias, imagens e vídeos.</p>
<p>Com latência baixa e com ótima eficiência de tokens, ele busca completar as respostas com o menor custo calculado.</p>
<p>Um agente de análise competitiva, por exemplo, combina o modelo semântico do negócio via Fabric IQ com notícias em tempo real via Web IQ e entrega insights que nenhuma das duas fontes, isoladamente, conseguiria oferecer.</p>
<h2>Pra finalizar</h2>
<p>Modelos semânticos e ontologias são, digamos, estruturas de dados compartilhados que permitem à LLMs e AI Agents a raciocinar com precisão dentro de um negócio. Sem essa estrutura, o agente mais sofisticado do mundo ainda responderá de forma genérica. Não porque ele é ruim, mas porque ele simplesmente não sabe o que seus dados significam.</p>
<p>O Microsoft IQ é a materialização concreta dessa visão no ecossistema corporativo moderno, reunindo os quatro IQ em uma camada de inteligência unificada, e nativa, para seu negócio.</p>
<p>Pra encerrar, posso dizer que empresas que investirem hoje em definir bem seus modelos semânticos terão agentes mais inteligentes, mais precisos e mais confiáveis amanhã. Um LLM sem contexto é apenas um gerador de texto muito bem treinado, e não um parceiro de negócio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Imagem de capa feito no M365 com o prompt: Crie uma imagem de capa para um blogpost técnico com visual moderno, técnico e sofisticado. Fundo azul petróleo com elementos em azul elétrico, laranja elétrico e rosa elétrico. Os elementos visuais devem remeter a grafos de conhecimento, redes semânticas, nós e conexões, fluxos de dados estruturados e ontologia visual (hierarquia de conceitos interligados). Inclua de forma discreta referências visuais às quatro camadas do Microsoft IQ: Work IQ, Fabric IQ, Foundry IQ e Web IQ. A composição deve transmitir estrutura, conhecimento profundo, precisão técnica e visão estratégica.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/">Modelos semânticos, ontologia e LLMs &#8211; a fundação do contexto da GenAI</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<title>Arquitetura de IA Agêntica &#8211; Guia de implementação e Frameworks</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/02/arquitetura-de-ia-agentica-guia-de-implementacao-e-frameworks/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 15:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Automação de Processos]]></category>
		<category><![CDATA[IA Agêntica]]></category>
		<category><![CDATA[inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Machine Learning]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Arquitetura de IA Agêntica representa um salto necessário para que empresas transformem modelos de linguagem estáticos em sistemas dinâmicos capazes de executar ações complexas com autonomia. Já cansei de falar disso, mas no cenário atual, onde a tecnologia avança rapidamente, entender essa tendência é ponto central porque ela diferencia o simples processamento de dados...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Arquitetura de IA Agêntica</strong> representa um salto necessário para que empresas transformem modelos de linguagem estáticos em sistemas dinâmicos capazes de executar ações complexas com autonomia. Já cansei de falar disso, mas no cenário atual, onde a tecnologia avança rapidamente, entender essa tendência é ponto central porque ela diferencia o simples processamento de dados da execução estratégica de tarefas operacionais ponta a ponta. Diferente dos sistemas tradicionais, a Arquitetura de IA Agêntica integra <strong>planejamento</strong>, <strong>memória</strong> e uso de <strong>ferramentas</strong> para resolver problemas de negócio sem intervenção humana constante. Neste texto quero lhe apresentar alternativas de frameworks, tanto da Microsoft quanto alternativas de código aberto, para guiar os times de desenvolvedores e gestores na implementação prática dessas IA Agênticas.</p>
<h3>A diferença entre Agentes de IA e IA Agêntica</h3>
<p>Muitas pessoas confundem o termo <strong>Agente de IA</strong> com o conceito mais amplo de <strong>IA Agêntica</strong>, mas conhecer essa distinção técnica é fundamental. Bom, um agente individual é, geralmente, uma implementação de um modelo de linguagem (LLM) configurado com instruções específicas para uma tarefa única (expliquei sobre isso <a href="https://diegonogare.net/2025/01/o-que-sao-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>, <a href="https://diegonogare.net/2025/01/estrategias-para-construir-agentes-e-sistemas-multiagentes/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> e <a href="https://diegonogare.net/2025/02/avaliacao-de-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>). Em contrapartida, a IA Agêntica refere-se ao design de sistemas onde múltiplos agentes trabalham em conjunto e colaboração, planejam e utilizam ferramentas externas de forma orquestrada.</p>
<p>Enquanto o primeiro funciona como um assistente de chat aprimorado, a arquitetura agêntica opera como uma equipe de especialistas digitais coordenados. Essa é a principal diferença. Esses sistemas elaborados possuem ciclos de raciocínio, onde avaliam o resultado de suas próprias ações antes de prosseguirem para o próximo passo. Consequentemente, a robustez dessa abordagem permite que as empresas automatizem processos que exigem julgamento e adaptação em tempo real. Não podemos ser ingênuos em pensar que é só dar controle total para um Agente ou conjunto deles que tudo estará seguro. Não, não está! É preciso monitorar e controlar as ações para que nada saia do controle. Inclusive, em situações mais delicadas como processos financeiros, é recomendado ter uma supervisão humana.</p>
<p>O mercado está migrando rapidamente para essa visão mais sistêmica, pois ela resolve as limitações de contextos curtos e respostas puramente textuais. Para implementar uma Arquitetura de IA Agêntica, deve-se ter um pensamento estruturado sobre como os componentes de software se comunicam entre si. Essa maturidade arquitetural é o que separa um protótipo experimental de uma solução de nível empresarial confiável. E aqui entra um outro risco. Muitas pessoas sem conhecimento de Tecnologia estão fazendo seus <a href="https://exame.com/bussola/vibe-coding-como-programar-sem-saber-codigo-e-os-riscos-que-isso-traz-para-empresas/" target="_blank" rel="noopener">produtos com Vibe Coding</a> e acabam abrindo brechas de segurança por desconhecimento da área.</p>
<h3>A arquitetura de referência da Microsoft, o Framework AutoGen</h3>
<p>Para materializar esses conceitos, a <a href="https://github.com/microsoft/autogen" target="_blank" rel="noopener">Microsoft Research introduziu o framework AutoGen lá em 2024</a>. Ele se tornou a principal referência acadêmica e prática para sistemas multiagentes. A arquitetura original do AutoGen propõe que os agentes sejam entidades capazes de conversar entre si para resolver desafios específicos. Segundo a documentação oficial da Microsoft, esse modelo permite que desenvolvedores criem fluxos de trabalho onde um agente &#8220;programador&#8221; escreve código e um agente &#8220;revisor&#8221; valida a execução.</p>
<p>A implementação dessa solução começa com a definição de funções claras para cada agente dentro do ecossistema corporativo. Você deve configurar um orquestrador que gerencie o histórico da conversa e a transferência de contexto entre as diferentes personas de IA. Além disso, a arquitetura da Microsoft enfatiza a importância de permitir a intervenção humana em pontos críticos, garantindo segurança e supervisão.</p>
<p>Inclusive, mais recentemente, a Microsoft criou o Agent Framework para ser o substituto natural do AutoGen. Eles <a href="https://learn.microsoft.com/pt-br/agent-framework/migration-guide/from-autogen/" target="_blank" rel="noopener">publicaram um guia completo de migração</a> para ajudar os desenvolvedores nesta jornada.</p>
<p>Implementar o AutoGen (ou o Agent Framework) envolve o uso de Python para definir as capacidades de cada componente, conectando-os a APIs de modelos como os mais modernos da OpenAI. As empresas utilizam essa estrutura para acelerar o desenvolvimento de software e a análise de dados complexos de forma automatizada. Como há uma padronização nesta tarefa, a sacada da Microsoft foi oferecer um caminho seguro para empresas que buscam alta performance com integração nativa no Azure.</p>
<h3>Alternativas e o ecossistema Open Source</h3>
<p>Embora a Microsoft esteja liderando essas discussões com soluções robustas e integradas nativamente ao Office, o universo de código aberto oferece alternativas poderosas para quem busca flexibilidade e controle total. Frameworks como <a href="https://www.crewai.com/" target="_blank" rel="noopener">CrewAI</a> e <a href="https://www.langchain.com/langgraph" target="_blank" rel="noopener">LangGraph</a> ganharam tração por simplificar a orquestração de agentes em ambientes de produção. O CrewAI, por exemplo, foca na criação de &#8220;equipes&#8221; onde cada agente possui um papel, um objetivo e uma história de fundo específica. O LangGraph, que faz parte do ecossistema LangChain, permite criar grafos de estado cíclicos, o que é essencial para processos que exigem repetição e refinamento.</p>
<p>Essas ferramentas permitem que os desenvolvedores evitem o lock-in de algum fornecedor, além de personalizar totalmente o comportamento dos sistemas.  Ao adotar essas bibliotecas, as equipes técnicas conseguem iterar rapidamente sem depender exclusivamente de infraestruturas proprietárias caras.</p>
<p>A comunidade Open Source também disponibiliza modelos de linguagem menores (Small Language Models &#8211; SLM) que podem ser executados localmente para tarefas agênticas específicas. Geralmente os SLM são focados em uma vertical ou nicho, se tornando super especializados naquela tarefa. Essa abordagem reduz custos de API e aumenta a privacidade dos dados sensíveis da organização durante o processamento.</p>
<h3>Implementação prática com os desafios de engenharia</h3>
<p>Para implementar uma <strong>Arquitetura de IA Agêntica</strong> com sucesso, a equipe de desenvolvimento deve focar na construção de ferramentas que os agentes possam consumir. Um agente só é útil se ele puder acessar bancos de dados, APIs de terceiros, sistemas de arquivos internos de forma segura, ou outra fonte de dados que possa fazer sentido para o trabalho. O desenvolvimento de &#8220;skills&#8221;, ou funções bem documentadas, é o que dá poder de execução aos modelos de inteligência artificial. Além disso, o monitoramento e o debugging de sistemas multiagentes apresentam uma complexidade muito superior aos chatbots tradicionais.</p>
<p>É necessário rastrear não apenas a resposta final, mas toda a sequência de interações e raciocínios que levaram a essa conclusão. Sem ferramentas de observabilidade adequadas, os sistemas agênticos podem entrar em loops infinitos de execução ou gerar custos inesperados de processamento. Isso é um risco, uma vez que o custo marginal de uso dos agentes está totalmente conectado à quantidade de tokens utilizados. Outro ponto crítico é o gerenciamento da memória de longo prazo, permitindo que os agentes &#8220;lembrem&#8221; de interações passadas para melhorar decisões futuras. A integração de bancos de dados vetoriais torna-se indispensável para fornecer esse contexto histórico de forma eficiente e rápida.</p>
<h3>O impacto no mercado e na sociedade</h3>
<p>Para os desenvolvedores que irão trabalhar em projetos de IA Agêntica, isso significa uma mudança de paradigma. Eles saem do papel de codificadores de lógica explícita para orquestradores de inteligência distribuída. O impacto no mercado de trabalho será profundo, pois tarefas de coordenação rotineira serão delegadas a esses ecossistemas de agentes autônomos. Muita coisa que é burocrática ou que &#8220;não é trabalho&#8221;, vai passar para esses agentes. Mas o processo intelectual, de pensar no projeto de ponta a ponta, ainda é uma tarefa exclusiva de humanos.</p>
<p>No setor financeiro, por exemplo, sistemas agênticos já realizam análises de risco, auditorias de conformidade e execuções de ordens simultaneamente. Na saúde, eles podem coordenar o histórico do paciente com as últimas pesquisas científicas para sugerir protocolos de tratamento personalizados. Essa capacidade de agir sobre a informação, e não apenas resumi-la, aumenta muito o valor do uso de IA. Mas veja, tanto no setor financeiro quanto na saúde, a supervisão humana para determinadas atividades ainda é fundamental para garantir segurança, auditoria e transparência para os usuários.</p>
<p>Entretanto, esse avanço traz responsabilidades éticas e de segurança cibernética para os times de tecnologia. É desafiador garantir que agentes autônomos não tomem decisões prejudiciais para o cliente ou para o negócio, como também não acessem informações privilegiadas ou sensíveis indevidamente. Este é o novo grande desafio da segunrança/governança de TI.</p>
<h3>Comparativo de esforço entre solução proprietária vs. Open Source</h3>
<p>A decisão entre utilizar produtos proprietários ou investir em frameworks Open Source passa por uma análise criteriosa de custo total (Total Cost of Ownership &#8211; TCO), retorno sobre o investimento (Return on Investment &#8211; ROI) e tempo para colocar o produto na rua (Time to Market).</p>
<p>As soluções da Microsoft, que são proprietárias, oferecem um tempo de lançamento mais curto devido à integração pronta com o Office e suporte técnico. O investimento inicial pode ser maior em termos de licenciamento, mas o custo operacional é reduzido pela facilidade de manutenção e escalabilidade automática. Por outro lado, o uso de ferramentas Open Source, como CrewAI ou LangGraph, demandam um time técnico mais sênior e especializado, além de um esforço maior para construir e manter a infraestrutura própria.</p>
<p>O TCO pode parecer menor inicialmente, mas os custos ocultos de integração, segurança e atualizações constantes devem ser considerados no longo prazo. Contudo, o ROI de soluções abertas pode ser superior para empresas que possuem casos de uso altamente específicos e necessitam de personalização extrema. É a aplicação na prática da <a href="https://doi.org/10.1590/0001-3765202520240924" target="_blank" rel="noopener">Estratégia de Make or Buy</a>.</p>
<p>Pra resumir&#8230; Se o objetivo é uma implementação rápida e segura em um ambiente corporativo já estabelecido, a Microsoft tem vantagem. Se a prioridade é o controle total da propriedade intelectual e a economia em escala de tokens, o caminho Open Source pode ser o mais indicado. O problema de negócio central hoje não é apenas adotar IA, mas escolher a arquitetura que equilibre agilidade operacional com sustentabilidade financeira para garantir que a inovação não se torne um passivo técnico. <a href="https://hsmmanagement.com.br/ia-generativa-comece-pelo-problema-nao-pela-solucao/" target="_blank" rel="noopener">Comece pelo problema, não pela solução</a>!</p>
<blockquote><p>Imagem de capa criado com o Google Nano Banana 3, com o prompt: Faça um diagrama representando a Arquitetura de IA Agêntica em um ambiente corporativo moderno em formato de Doogle. Utilize uma folha de caderno como background e os traços devem ser de caneta esferográfica azul. A composição deve mostrar um diagrama de fluxo sofisticado e minimalista, onde módulos geométricos representam agentes especializados (Planejador, Executor, Revisor). Linhas de dados finas conectam esses módulos a um núcleo central de memória, deve ter a ícones discretos de ferramentas externas (nuvem, bancos de dados, código) desenhados no estilo Doogle. Não devem haver textos além dos agentes especialisados de Planejador, Executor e Revisor. Garanta um estilo de Technical Art, mantendo o rigor científico e técnico do diagrama.</p></blockquote>
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		<title>Review do Livro “Generative AI with Python and PyTorch – 2nd edition”</title>
		<link>https://diegonogare.net/2025/07/review-do-livro-generative-ai-with-python-and-pytorch-2nd-edition/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 20:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Review de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Generative AI]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[python]]></category>
		<category><![CDATA[PyTorch]]></category>
		<category><![CDATA[Stable Diffusion]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fiz mais um review de livro da Editora Packt, desta vez foi do Generative AI with Python and PyTorch – 2nd edition, escrito por Joseph Babcock e Raghav Bali. É um livro que trás uma abordagem prática , principalmente, para aprender a usar LLM com Python. O livro cobre a construção de aplicações de IA...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz mais um review de livro da <em><strong>Editora Packt</strong></em>, desta vez foi do <a href="https://www.packtpub.com/en-br/product/generative-ai-with-python-and-pytorch-9781835884454" target="_blank" rel="noopener">Generative AI with Python and PyTorch – 2nd edition</a>, escrito por Joseph Babcock e Raghav Bali. É um livro que trás uma abordagem prática , principalmente, para aprender a usar LLM com Python. O livro cobre a construção de aplicações de IA Generativa, tanto para texto quanto para imagem, além de falar do futuro da IA Generativa.</p>
<p>Pode-se considerar um guia completo, bem como, apresenta desde os fundamentos teóricos até a implementação de projetos práticos e relevantes no cenário atual da IA. Diferente da <a href="https://www.packtpub.com/en-br/product/generative-ai-with-python-and-tensorflow-2-9781800208506" target="_blank" rel="noopener">primeira edição (de 2021) que usava TensorFlow</a>, esta nova versão foi totalmente atualizada para PyTorch, que é um dos frameworks mais populares em pesquisa e desenvolvimento de <em>deep learning</em>.</p>
<h2>Aprenda a usar LLM com Python</h2>
<p>O livro está dividido em 15 capítulos, e é possível identificar implicitamente (<em>diferente de algumas obras da O&#8217;Reilly que são explícitos</em>) os agrupamento sobre os tópicos dos capítulos. Coloquei a minha percepção de separação dos grupos e os capítulos dentro destas partes, mas lembre-se, isso é implícito e eu fiz a partir das vozes da minha cabeça.</p>
<h3>Parte 1 &#8211; Fundamentos</h3>
<p><strong>Capítulo 1: Introduction to Generative AI: Drawing data from models</strong></p>
<p>Este capítulo é a base de tudo. O mais interessante aqui é como os autores distinguem de forma clara os modelos generativos dos discriminativos, não apenas na teoria, mas mostrando o porquê de os modelos generativos serem tão poderosos para tarefas como aumento de dados e criação de conteúdo. Esta base estabelece o cenário para todo o resto do livro.</p>
<p><strong>Capítulo 2: Building blocks of deep neural network</strong></p>
<p>Para quem está assumindo que é um capítulo de NoCode/LowCode, contudo, pode mudar essa expectativa! Este capítulo faz o trabalho de um excelente nivelamento de conteúdo. Trás as Redes Neurais desde lá o princípio, explica a ideia do Perceptron e depois do Multi-Layer Perceptron. O ponto alto é que ele não se limita ao básico, mas avança rapidamente para arquiteturas mais robustas como Redes Neurais Convolucionais (CNNs) para visão computacional, e a arquitetura de Transformers, preparando o leitor com o ferramental teórico necessário para entender os modelos que são explicados nos capítulos seguintes.</p>
<h3>Parte 2 &#8211; Operações com texto</h3>
<p><strong>Capítulo 3: The rise of method for text generation</strong></p>
<p>Aqui a jornada prática na geração de texto começa. O interessante é ver a evolução, partindo das representações de palavras (com <em>BagOfWords</em> e <em>Word2Vec</em>) e chegando, principalmente, às redes LSTMs. O capítulo traz um projeto prático de um modelo de linguagem em nível de caractere, permitindo que o leitor sinta os desafios da geração de texto antes de saltar para os modelos mais complexos.</p>
<p><strong>Capítulo 4: NLP 2.0: Using transformers to generate text</strong></p>
<p>Este é um capítulo que desmistifica a tecnologia por trás dos LLMs. O foco, principalmente, é o mecanismo de atenção (<em>attention</em>) e como ele permitiu a criação da arquitetura Transformers. Explica sobre a arquitetura de <em>Encoding</em>, <em>Decoding</em> e <em>Encoding-Decoding</em>. Além disso apresenta aquela imagem conhecida da árvore de evolução dos modelos de NLP que tem no material de <strong>Yang et al. (2024).</strong></p>
<blockquote><p>Yang, J., Jin, H., Tang, R., Han, X., Feng, Q., Jiang, H., Zhong, S., Yin, B. and Hu, X., 2024. Harnessing the power of llms in practice: A survey on chatgpt and beyond. <i>ACM Transactions on Knowledge Discovery from Data</i>, <i>18</i>(6), pp.1-32.</p>
<p>Que pode ser acessado diretamente em <a href="https://dl.acm.org/doi/full/10.1145/3649506" target="_blank" rel="noopener">https://dl.acm.org/doi/full/10.1145/3649506</a></p></blockquote>
<figure style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://dl.acm.org/doi/full/10.1145/3649506"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/dl.acm.org/cms/10.1145/3649506/asset/fcfd7f89-b6a0-4b74-90e3-852aa320966c/assets/images/large/tkdd-2023-06-0236-f01.jpg?resize=640%2C500&#038;ssl=1" alt="Árvore de evolução de LLM" width="640" height="500" /></a><figcaption class="wp-caption-text">Árvore de evolução de LLM</figcaption></figure>
<p>Tem alguns Hands-On para implementação usando modelos como BERT e GPT.</p>
<h3>Parte 3 &#8211; Operações com LLMs</h3>
<p><strong>Capítulo 5: LLM Foundations</strong></p>
<p>Aqui o livro mergulha nos <em>Large Language Models</em>. O ponto de interesse é a abordagem prática de técnicas de treinamento avançadas, como o <span style="text-decoration: underline;"><em>Instruction Fine-Tuning</em></span> e o <em>Reinforcement Learning with Human Feedback</em> (RLHF), que são exatamente os métodos usados para refinar modelos como o ChatGPT, inclusive com hands-on pra estas duas técnicas. Há um projeto prático que mostra como aplicar o RLHF, o que é um diferencial enorme.</p>
<p><strong>Capítulo 6: Open-Source LLMs</strong></p>
<p>Este capítulo é relativamente atual (afinal, o livro é de Março/2025 e eu escrevo esse texto em Julho/2025) e relevante. Ele funciona como um guia prático pelo zoológico de LLMs open-source, como Llama, Mixtral e Falcon. O interessante é que ele não apenas lista os modelos, mas discute suas arquiteturas e pontos fortes, capacitando o leitor a escolher o modelo certo para seu projeto sem depender de APIs pagas.</p>
<h4>Parte 3.1 &#8211; Técnicas para LLMs</h4>
<p><strong>Capítulo 7: Prompt Engineering</strong></p>
<p>Mais do que apenas &#8220;como conversar com a IA&#8221;, este capítulo aborda a engenharia de prompts como uma disciplina técnica. O destaque vai para a exploração de técnicas avançadas como CoT (<i>Chain-of-Thought</i><em> &#8211; Cadeia de Pensamentos</em>) e ReAct <i>(Reasoning in Action &#8211; Raciocínio em Ação)</i>, mostrando como estruturar prompts para que os LLMs possam resolver problemas complexos passo a passo.</p>
<p><strong>Capítulo 8: LLM Toolbocx</strong></p>
<p>O ponto alto deste capítulo é a introdução à ferramentas que orbitam os LLMs, principalmente LangChain. Ele ensina DEvs a como construir aplicações complexas que integram LLMs com fontes de dados externas, criando sistemas mais especializados nos seus negócios com o uso de <em>Retrieval-Augmented Generation</em> (RAG).</p>
<p><strong>Capítulo 9: LLM Optimization techniques</strong></p>
<p>Treinar e rodar LLMs é caro (Muito caro! Já falei que treinar um LLM é muito caro?). Mas o grande valor deste capítulo é o foco em soluções práticas para este problema (Lembra, treinar um modelo de LLM é caro!). Ele explora técnicas de otimização de <em>fine-tuning</em>, como <em>Parameter Efficient Fine Tuning</em> (PEFT) e <em>Low-Rank Approximation</em> (LoRA), que permitem adaptar modelos enormes com muito menos recursos computacionais, tornando a tecnologia mais acessível para devs e pequenas empresas.</p>
<h3>Parte 4 &#8211; Aplicações emergentes em GenAI</h3>
<p><strong>Capítulo 10: Emerging applications in Generative AI</strong></p>
<p>Este capítulo começa a olhar para o futuro, contudo, trás uma discussão sobre para onde o esta disciplina está indo, explorando novos usos para os LLMs e os avanços que estão na fronteira da pesquisa. Ele serve como uma fonte de inspiração, mostrando o vasto potencial ainda inexplorado (segundo os autores) da IA Generativa.</p>
<h3>Parte 5 &#8211; Manipulação de Imagens</h3>
<p><strong>Capítulo 11: Neural Networks using VAEs</strong></p>
<p>Mudando o foco de texto para imagens, este capítulo apresenta os <em>Variational Autoencoders</em> (VAEs). O mais fascinante é entender como esses modelos aprendem a comprimir dados (como imagens) em uma representação latente e, em seguida, usam essa representação para gerar novos dados. É a base para muitas tarefas de geração e manipulação de imagens. Ah, não se assuste com a parte matemática, é importante para não achar que é tudo mágica!</p>
<h4>Parte 5.1 &#8211; Gans</h4>
<p><strong>Capítulo 12: Image generation with GANs</strong></p>
<p>As <em>Generative Adversarial Networks</em> (GANs) são uma das ideias mais elegantes em Machine Learning. Principalmente porque este capítulo explica a dinâmica de &#8220;competição&#8221; entre o gerador e o discriminador. Ele vai além da teoria, mostrando como implementar uma GAN na prática para gerar imagens realistas.</p>
<blockquote><p><a href="https://github.com/diegonogare/MachineLearning/blob/main/5.5-MNIST_GAN.ipynb" target="_blank" rel="noopener">Se quiser ver uma GAN, com dígitos numéricos, dá uma olhada aqui no meu Github</a>.</p></blockquote>
<p><strong>Capítulo 13: Style transfer with GANs</strong></p>
<p>Este capítulo é interessante, dá pra fazer várias coisas divertidas com transferência de estilos em visão computacional. Os autores mostram, principalmente, uma aplicação com GANs para transferência de estilo. Você conseguirá criar um modelo que pode pegar o conteúdo de uma foto e, do mesmo modo, redesenhá-lo no estilo de um pintor famoso, como Van Gogh, uma demonstração visualmente impressionante do poder desses modelos. Ah, a discussão sobre direitos autorais não entra aqui no jogo!</p>
<p><strong>Capítulo 14: Deep fake with GANs</strong></p>
<p>Apesar do nome remeter à coisas ruins (principalmente por influência dos portais de notícias que vendem caos pra conseguir uns cliques a mais nas matérias), a tecnologia de deepfake tem aplicações legítimas. Este capítulo permite entender a arquitetura por trás da troca de rostos em vídeos. Ele aborda a tecnologia de forma teórica, mas, mostrando como as GANs são usadas para manipulação de imagem em um nível avançado e também discutindo as implicações éticas. Tem parte de código para você reproduzir no seu ambiente com GPUs.</p>
<h4>Parte 5.2 &#8211; Arquitetura Diffusion</h4>
<p><strong>Capítulo 15: Diffusion modelos and AI art</strong></p>
<p>Este capítulo aborda a tecnologia por trás de geradores de imagem como DALL-E 2 e arquitetura <em>Stable Diffusion</em>. Contudo, o mais interessante é desmistificar o processo de difusão, que funciona &#8220;destruindo&#8221; e depois &#8220;reconstruindo&#8221; uma imagem. Ele traz a teoria e a prática dos modelos que definem o estado da arte na geração de imagens no período de escrita do livro (publicado em março/2025).</p>
<h2>Para encerrar</h2>
<p>Minha impressão do livro é grande, principalmente, porque cobre muitas técnicas e apresenta código para reproduzir nos nossos ambiente. Com isso, você aprende a usar LLM com Python.  Apresenta técnicas para texto, bem como, para imagem.</p>
<p>A versão digital deste livro, na Amazon, está um pouco menos de <a href="https://amzn.to/44sYDAh" target="_blank" rel="noopener">R$200</a>. Mas na Packt, você consegue comprá-lo por volta de <a href="https://www.packtpub.com/en-br/product/generative-ai-with-python-and-pytorch-9781835884454" target="_blank" rel="noopener">R$80</a>.</p>
<p>Bons estudos e que sua jornada de aprendizado seja tão enriquecedora quanto as soluções que você pode criar com IA Generativa!</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2025/07/review-do-livro-generative-ai-with-python-and-pytorch-2nd-edition/">Review do Livro “Generative AI with Python and PyTorch – 2nd edition”</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<title>Avaliação de agentes e sistemas multiagentes de LLM</title>
		<link>https://diegonogare.net/2025/02/avaliacao-de-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 02:12:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho]]></category>
		<category><![CDATA[IA Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Multiagentes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A crescente adoção de Large Language Models (LLMs) está impactando o mercado, todos profissionais de TI que não estivessem presos em uma caverna sem internet nestes últimos meses tendem a concordar com isso. No entanto, a combinação de múltiplos agentes baseados em LLMs levanta desafios únicos, e por sinal, bem complexos! No modelo tradicional de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente adoção de <em>Large Language Models</em> (LLMs) está impactando o mercado, todos profissionais de TI que não estivessem presos em uma caverna sem internet nestes últimos meses tendem a concordar com isso. No entanto, a combinação de múltiplos agentes baseados em LLMs levanta desafios únicos, e por sinal, bem complexos! No modelo tradicional de Machine Learning sempre validamos os modelos com métricas de avaliação de performance como a <a href="https://diegonogare.net/2020/04/performance-de-machine-learning-matriz-de-confusao/" target="_blank" rel="noopener">matriz de confusão</a>, mas, como medir a eficiência desses sistemas de agentes ou multiagentes de LLM?</p>
<p>Avaliar um único LLM já exige métricas robustas, porém um sistema multiagente adiciona ainda mais camadas de complexidade. <a href="https://diegonogare.net/2025/01/o-que-sao-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/" target="_blank" rel="noopener">Cada agente pode desempenhar papéis diferentes</a>, interagir de formas variadas e impactar o resultado final do sistema.</p>
<p>Quero explorar, e te apresentar, por que a medição é fundamental, além de comentar sobre os desafios envolvidos e as diferenças entre um LLM isolado e um sistema multiagente, como também, falar das principais métricas de avaliação formais e também dos métodos empíricos.</p>
<h3>Por que medir a eficiência de sistemas multiagentes?</h3>
<p>Medir o desempenho de sistemas multiagentes baseados em LLMs é peça importante para validar sua eficácia em aplicações reais. Diferente de um único modelo de linguagem, um sistema multiagente pode envolver diversos componentes colaborativos. Contudo, se não forem avaliados corretamente, esses sistemas podem apresentar problemas como redundância, latência e inconsistências nos resultados.</p>
<p>Outro fator crítico é a otimização de recursos computacionais. Sistemas multiagentes podem consumir alto poder computacional, demandando otimização para evitar desperdício de capacidade de processamento, e afinal, jogar dinheiro fora.<br />
O impacto na experiência do usuário também é relevante. <em>Chatbots</em> avançados, assistentes de IA e automação de processos já usam sistemas multiagentes. Se a colaboração entre agentes não for fluida e eficaz, os usuários podem enfrentar respostas incoerentes, atrasos ou falhas no fluxo da interação. Além dos riscos que citei no  finalzinho do primeiro parágrafo.</p>
<h3>Desafios na avaliação de sistemas multiagentes</h3>
<p>Um dos principais desafios é a complexidade das interações entre agentes. Ao contrário de um LLM isolado, um sistema multiagente precisa considerar não apenas a precisão das respostas, mas, também, a fluidez da comunicação entre os agentes. Existem várias <a href="https://diegonogare.net/2025/01/estrategias-para-construir-agentes-e-sistemas-multiagentes/" target="_blank" rel="noopener">estratégias que ajudam a criar</a> sistemas multiagentes.</p>
<p>Outro desafio é a variabilidade dos cenários de teste. Diferentes aplicações exigem diferentes abordagens de avaliação. Por exemplo, a consistência das respostas e capacidade de adaptação ao contexto devem ser testados em sistemas voltados para atendimento ao cliente. Já agentes usados para geração de código precisam ser avaliados pela exatidão e eficiência na colaboração além de entregar código que compila.</p>
<p>A escalabilidade também é um ponto crítico, contudo, a medida que mais agentes são adicionados no fluxo, o desempenho pode ser impactado de maneiras imprevisíveis. Uma medição eficaz precisa metrificar como a escalabilidade afeta latência, uso de memória e qualidade das respostas.</p>
<h3>Diferenças entre medir um único LLM e um sistema de multiagentes</h3>
<p>A avaliação de um único LLM geralmente se concentra na precisão das respostas, fluência textual e eficiência computacional, contudo, deixa outras métricas de fora. Por exemplo, as métricas tradicionais incluem perplexidade, <a href="https://arxiv.org/abs/1509.09088" target="_blank" rel="noopener"><em>Bilingual Evaluation Understudy</em> (BLEU)</a> e <a href="https://arxiv.org/pdf/1601.02789" target="_blank" rel="noopener"><em>Metric for Evaluation of Translation with Explicit Ordering</em> (METEOR)</a>, que analisam a qualidade do texto gerado. No entanto, esses critérios não são suficientes para um sistema multiagente.</p>
<p>Em um sistema de agentes colaborativos, a interdependência entre agentes deve ser considerada. Isso significa que métricas como tempo de resposta em interações múltiplas, coerência global da conversa e resiliência a falhas se tornam mais importantes. Se um agente falha ou gera uma resposta inconsistente, a avaliação precisa medir como o sistema como um todo reage e compensa essas falhas.<br />
Além disso, o comportamento emergente é um fator relevante. Em sistemas multiagentes, os agentes podem desenvolver padrões de interação que não foram necessariamente previstos. Garantir a adaptabilidade do sistema é essencial para assegurar que as respostas geradas sejam úteis e confiáveis.</p>
<h2>Mas afinal, e as métricas de avaliação?!</h2>
<h2>Principais métricas para avaliação formal</h2>
<p>Diferentes métricas são utilizadas para avaliação de sistemas multiagentes de LLM, contudo, algumas das mais relevantes são:</p>
<ul>
<li><strong>Latência</strong>: Mede o tempo de resposta do sistema ao longo de múltiplas interações.</li>
<li><strong>Coerência conversacional</strong>: Avalia se as respostas entre diferentes agentes mantêm um fluxo lógico e coerente.</li>
<li><strong>Taxa de erro</strong>: Identifica falhas na comunicação e respostas inconsistentes geradas pelos agentes.</li>
<li><strong>Uso de recursos computacionais</strong>: Monitora a eficiência em termos de  poder computacional, medindo consumo de CPU, GPU, memória, etc.</li>
<li><strong>Capacidade de Escalabilidade</strong>: Analisa como o desempenho do sistema se altera conforme novos agentes são adicionados.</li>
<li><strong>Resiliência</strong>: Avalia a capacidade do sistema de se adaptar a falhas de agentes individuais.</li>
</ul>
<h3>Métodos para avaliação empírica</h3>
<p>As avaliações empíricas consistem principalmente em testes simulados e avaliações em ambientes reais, e em algumas situações pontuais, podem considerar benchmarks específicos de nicho.</p>
<p>Os testes simulados permitem modelar interações entre agentes em cenários controlados, entretanto, esses testes ajudam a identificar falhas antes da implementação prática.</p>
<p>Já a avaliação em ambiente real é usada para validar a aplicabilidade e integração do sistema. Testes com usuários reais, análise de feedback e monitoramento contínuo ajudam a garantir que o desempenho se mantem adequado ao longo do tempo.</p>
<p>Por fim, os benchmarks específicos de nicho oferecem comparações padronizadas entre diferentes soluções de vários outros sistemas, permitindo identificar os pontos fortes e fracos de cada abordagem, possibilitando comparar a avaliação de sistemas multiagentes de LLM que você está fazendo com outros sistemas do mesmo contexto.</p>
<h3>Para encerrar</h3>
<p>É fundamental lembrar que não existe uma única métrica mágica que resolva tudo! Você tem as métricas formais, como correspondência exata e distâncias de string, que são ótimas para obter medições claras e objetivas, especialmente quando você precisa verificar se uma resposta é factualmente correta ou quão próximos dois textos estão.</p>
<p>Depois, também tem as métricas empíricas, que mergulham nas coisas mais interpretativas, como o quão bem uma IA segue instruções, quão relevantes e coerentes são suas respostas e até mesmo se ela está usando linguagem tóxica.</p>
<p>Como estamos falando de sistemas multiagentes, você pode até mesmo colocar uma IA como jurada para fazer as coisas rapidamente. Mas mesmo assim, é importante estar ciente de que até os agentes de IA podem ter vieses e impactar seu projeto!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para aprofundar nas coisas que escrevi no texto, recomendo a leitura do capítulo 12 do livro <a href="https://amzn.to/3WKtlSj" target="_blank" rel="noopener">Generative AI on Google Cloud with LangChain</a>; e o Capítulo 3 do livro <a href="https://amzn.to/4jzjZ5A" target="_blank" rel="noopener">AI Engineering</a>;</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Imagem de capa <a href="https://x.com/i/grok?conversation=1886235212428013735" target="_blank" rel="noopener">criada com Grok</a>, a partir do prompt: &#8220;Gere uma imagem onde o Agente Smith do filme Matrix está fazendo uma avaliação em um tablet, ele está com expressão de preocupado. Utilize o cenário apropriado, destaque o rosto do agente e dê ênfase para a avaliação que ele está fazendo. Utilize estilo de ilustração digital de cartoon&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Estratégias de construção de agentes e sistemas multiagentes com LLM</title>
		<link>https://diegonogare.net/2025/01/estrategias-para-construir-agentes-e-sistemas-multiagentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 04:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes]]></category>
		<category><![CDATA[LangChain]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Multiagentes]]></category>
		<category><![CDATA[OpenAI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A construção de agentes e sistemas multiagentes com LLM tem atraído atenção significativa na indústria de tecnologia. Porém, tão promissores quanto desafiadores, esses sistemas estão dominando as estratégias de grandes empresas para aplicações que vão de assistentes virtuais inteligentes a robôs autônomos em ambientes complexos. Para criar soluções robustas, é essencial entender as metodologias, ferramentas...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="https://diegonogare.net/2025/01/o-que-sao-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/" target="_blank" rel="noopener">construção de agentes e sistemas multiagentes com LLM</a> tem atraído atenção significativa na indústria de tecnologia. Porém, tão promissores quanto desafiadores, esses sistemas estão dominando as estratégias de grandes empresas para aplicações que vão de assistentes virtuais inteligentes a robôs autônomos em ambientes complexos.</p>
<p>Para criar soluções robustas, é essencial entender as metodologias, ferramentas e frameworks que possibilitam sua implementação. Além disso, é necessário lidar com desafios de coordenação entre agentes, segurança e escalabilidade. Neste texto, trago algumas das principais técnicas, recursos disponíveis no mercado e casos práticos públicos que ilustram o potencial e as dificuldades do desenvolvimento de sistemas de agentes e multiagentes baseados em LLM.</p>
<h2>Construção de agentes e sistemas multiagentes</h2>
<p>A criação de sistemas de agentes e multiagentes exige técnicas robustas que garantam que vários agentes interajam de forma eficiente e coordenada. Entre as abordagens mais comuns, é possível encontrar:</p>
<ul>
<li><strong>Aprendizado por Reforço MultiAgente (MARL)</strong>: Essa técnica permite que os agentes aprendam por meio de interações com o ambiente e uns com os outros. Li (<em>desculpe, não lembro onde foi</em>) que sistemas como o Google DeepMind utilizam MARL para coordenar múltiplos agentes em jogos e simulações.</li>
<li><strong>Planejamento Distribuído</strong>: Usado em situações onde os agentes devem trabalhar em conjunto para atingir objetivos comuns. Isso é visto em sistemas como redes de drones, que inclusive são lindos. Se não sabe do que estou falando, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=J6QE1U6KiqM" target="_blank" rel="noopener">veja esse vídeo de um show recente em BH com direito a queijo e cafézin</a>!</li>
<li><strong>Teoria dos Jogos:</strong> Frequentemente aplicada para modelar e prever comportamentos de agentes em cenários competitivos ou cooperativos.</li>
<li><strong>NLP Avançado:</strong> Modelos como GPT-4, Llama e demais LLMs de mercado facilitam a interação linguística entre agentes, permitindo comunicação clara e compreensão contextual.</li>
</ul>
<p>Essas técnicas, apesar de algumas não serem exclusivamente pertencentes à sistemas de agentes ou multiagentes, permitem criar projetos que não apenas funcionam de forma independente, mas também colaboram para resolver problemas complexos.</p>
<h2>Ferramentas e frameworks populares</h2>
<p>O ecossistema de ferramentas para construir sistemas de agentes e multiagentes com LLM é diversificado, existem váriuas opções para estudar, o que incluem:</p>
<ul>
<li><strong>LangChain</strong>: Este framework é amplamente usado para criar cadeias de agentes que processam e interpretam dados com base em LLMs.</li>
<li><strong>Hugging Face</strong>: Fornece uma ampla biblioteca de modelos de linguagem prontos para integração em sistemas.</li>
<li><strong>OpenAI API</strong>: Acessar modelos como o GPT-4 via API permite desenvolver agentes personalizados com capacidades linguísticas sofisticadas.</li>
</ul>
<h2>Desafios no desenvolvimento de agentes e multi-agentes</h2>
<p>Apesar dos avanços, criar agentes ou sistemas multiagentes baseados em LLM ainda apresenta desafios significativos:</p>
<ul>
<li><strong>Coordenação de agentes</strong>: Garantir que os agentes trabalhem em harmonia, sem redundâncias ou conflitos, afinal, é um problema complexo de se resolver.</li>
<li><strong>Custo computacional</strong>: O treinamento e a execução de sistemas com LLM exigem recursos computacionais caros, o que, definitivamente, pode ser uma barreira para startups e pequenos desenvolvedores.</li>
<li><strong>Segurança</strong>: Agentes mal projetados podem ser vulneráveis a ataques ou mal uso, comprometendo a privacidade e a integridade dos dados e atividades que são planejados para realizar.</li>
<li><strong>Interpretação e transparência</strong>: Garantir que as decisões dos agentes sejam compreensíveis é peça chave para aplicações críticas, como as áreas da saúde ou setor financeiro.</li>
</ul>
<h2>Casos práticos de sucesso</h2>
<p>Diversos projetos públicos demonstram o potencial dos sistemas multiagentes com LLM:</p>
<ul>
<li><a href="https://deepmind.google/discover/blog/alphastar-grandmaster-level-in-starcraft-ii-using-multi-agent-reinforcement-learning/" target="_blank" rel="noopener">AlphaStar (DeepMind)</a>: Esse sistema multiagente usa LLM e aprendizado por reforço para jogar StarCraft II em nível profissional. Ele destaca o poder da coordenação entre agentes em cenários complexos.</li>
<li><a href="https://www.microsoft.com/en-us/microsoft-copilot/blog/copilot-studio/enabling-agents-in-microsoft-365-copilot-chat/" target="_blank" rel="noopener">Assistentes Virtuais (Microsoft 365 Copilot)</a>: Utilizando sistemas multiagentes para compreender comandos e executar tarefas em aplicativos do pacote office que ajudam a melhorar a produtividade em atividades do cotidiano.</li>
<li><a href="https://www.pathai.com/about-us/" target="_blank" rel="noopener">Aplicativos de Saúde (PathAI)</a>: Agentes colaboram para analisar dados médicos, auxiliando no diagnóstico de doenças.</li>
</ul>
<h2>Para encerrar</h2>
<p>Só pra resumir tudo&#8230; primeiramente, a construção de agentes e sistemas multiagentes com LLM representam um dos maiores avanços na automação e inteligência artificial destes últimos tempos, muito influenciado pelas tecnologias de GPT.</p>
<p>Em segundo lugar, ao combinar aprendizado por reforço, ferramentas apropriadas, boas práticas de NLP/LLM e um problema bem definido, é possível superar desafios e criar soluções transformadoras.</p>
<p>No entanto, não podemos deixar de lado aspectos como transparência, segurança e escalabilidade para garantir a adoção ampla e confiável dessas tecnologias.</p>
<p>Quer fazer um <a href="https://blog.futuresmart.ai/multi-agent-system-with-langgraph" target="_blank" rel="noopener">Agente usando LangGraph e API da OpenAI</a>? Este link tem um tutorial que ensina o passo-a-passo.</p>
<p>Bons estudos!</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Imagem de capa: Fiz um recorte do filme Matrix Reloaded, onde os clones do Agente Smith estão enfrentando o desafio de lutar todos contra Neo</p></blockquote>
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		<title>O que são agentes e sistemas multiagentes de LLM?</title>
		<link>https://diegonogare.net/2025/01/o-que-sao-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 11:30:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes]]></category>
		<category><![CDATA[IA Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Modelos de Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Multiagentes]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas multiagentes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os agentes e sistemas multiagentes baseados em LLM (Large Language Models) estão redefinindo a IHC (Interação Humano-Computador). Muito por causa dos avanços significativos em Inteligência Artificial e Machine Learning, esses sistemas estão sendo usados para resolver problemas complexos, desde recomendações personalizadas até a simulação de comportamentos humanos. Mas o que são, de fato, esses agentes?...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2025/01/o-que-sao-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/">O que são agentes e sistemas multiagentes de LLM?</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-pm-slice="1 1 []">Os agentes e sistemas multiagentes baseados em LLM (<em>Large Language Models</em>) estão redefinindo a IHC (Interação Humano-Computador). Muito por causa dos avanços significativos em Inteligência Artificial e Machine Learning, esses sistemas estão sendo usados para resolver problemas complexos, desde recomendações personalizadas até a simulação de comportamentos humanos.</p>
<p data-pm-slice="1 1 []">Mas o que são, de fato, esses agentes? Em sua essência, agentes são entidades autônomas projetadas para realizar tarefas específicas em um ambiente dinâmico. Quando integrados em sistemas multiagentes, eles colaboram para atingir objetivos mais amplos e complexos. Neste texto, quero compartilhar contigo características desses agentes, como autonomia, reatividade, proatividade e capacidade de socialização, além de destacar aplicações em sistemas de recomendação, simulações, logística e otimização.</p>
<h2>Características dos Agentes</h2>
<h3>Autonomia</h3>
<p>A autonomia é uma característica que dá vida aos agentes. Um agente autônomo trabalha de forma independente, tomando decisões sem necessariamente a intervenção humana. Por exemplo, em um sistema de recomendação, o agente pode analisar o histórico do usuário e sugerir conteúdo relevante automaticamente (muito parecido como um <a href="https://diegonogare.net/2020/05/algoritmo-apriori-para-sistemas-de-recomendacao/" target="_blank" rel="noopener">modelo a priori</a>, né!). Essa independência não apenas reduz a necessidade de supervisão, mas também aumenta a eficiência, permitindo que o sistema se adapte rapidamente a novas condições.</p>
<p>Talvez esse exemplo da recomendação não tenha sido o melhor, mas imagine um agente trabalhando como um revisor de código em Python. Limite a sua atuação de forma automática para revisar um código que um dev enviou para garantir que segue as regras de codificação da empresa. Ele terá esse, e apenas esse, papel. Nada a mais, nada a menos.</p>
<p>Os modelos de linguagem, com tecnologias de GPT, são outros excelentes exemplos de agentes autônomos. Eles conseguem gerar respostas contextualizadas com base em entradas textuais, sem necessitar de comandos específicos para cada situação. Além disso, a autonomia desses agentes pode ser ajustada para se alinhar a diferentes objetivos de negócios ou necessidades dos usuários.</p>
<h3>Reatividade</h3>
<p>Reatividade se refere à habilidade do agente de perceber e responder a mudanças em seu ambiente. Isso é fundamental para tarefas que exigem interação em tempo real, como a otimização logística. Imagine um sistema que gerencia o transporte de mercadorias. Um agente reativo pode ajustar rotas com base em trânsito ou condições climáticas em tempo real, otimizando custos e tempo de entrega.</p>
<p>Modelos de LLM podem atuar como agentes reativos ao analisar grandes volumes de dados em tempo real e fornecer insights acionáveis. Por exemplo, em um cenário de simulação de comportamento humano, esses modelos podem ajustar os comportamentos de diferentes entidades virtuais para refletir novas informações ou eventos inesperados.</p>
<h3>Proatividade</h3>
<p>A proatividade (em contrapartida da reatividade) é a capacidade de um agente de antecipar necessidades ou problemas e agir antes que eles ocorram. Em sistemas de recomendação, por exemplo, a proatividade permite que um agente sugira produtos antes mesmo que o usuário perceba a necessidade. Esse recurso melhora significativamente a experiência do usuário, criando um ambiente mais intuitivo.</p>
<p>No âmbito da IA, a proatividade muitas vezes depende de algoritmos preditivos e análise de dados. Um agente em um sistema logístico pode prever aumentos na demanda e preparar os recursos necessários, evitando atrasos e interrupções.</p>
<h3>Capacidade de Socialização</h3>
<p>A capacidade de socialização permite que os agentes interajam e colaborem com outros agentes e sistemas, formando redes inteligentes. Essa característica é essencial em sistemas multiagentes, onde o trabalho em equipe pode aumentar a eficiência e resolver problemas mais complexos.</p>
<p>Um exemplo claro está na simulação de comportamentos humanos. Agentes podem interagir de maneira realista, recriando dinâmicas de grupos e comunidades. Isso é útil em estudos de urbanismo, economia e psicologia. Em um nível mais próximo da nossa realidade, LLMs podem ser integrados para facilitar a comunicação entre diferentes sistemas, criando um sistema computacional mais fluído.</p>
<p>A socialização (socialização sistêmica, oi?!), é mais fácil de entender quando estamos pensando em cada agente realizando parte de uma determinada tarefa e passando a demanda para frente, onde outro agente pega aquilo e faz a sua parte. Para exemplificar, pense em um time multidisciplinar que <a href="https://diegonogare.net/2020/04/processo-ciclico-de-machine-learning" target="_blank" rel="noopener">desenvolve modelos</a>. Um agente pode fazer o trabalho de recuperar os dados, outro agente faz o trabalho de preparar os dados, outro faz a exploração&#8230; assim segue até um agente colocar o modelo em produção e outro agente ficar monitorando o comportamento do modelo publicado.</p>
<h2>Pra fechar!</h2>
<p data-pm-slice="1 1 []">Os agentes e sistemas multiagentes baseados em LLM estão transformando várias áreas, e, por nossa sorte, não é exclusividade de TI. Características como autonomia, reatividade, proatividade e socialização tornam esses sistemas flexíveis, fluídos e eficazes.</p>
<p data-pm-slice="1 1 []">Com avanço de IA e ML, o céu não é mais o limite. No entanto, também é preciso abordar questões <a href="https://diegonogare.net/2024/04/ia-etica-ia-responsavel-e-explicabilidade-de-ia" target="_blank" rel="noopener">éticas e garantir que esses sistemas sejam usados de forma responsável</a>. O futuro dos agentes de LLM promete ser tão fascinante quanto desafiador, exigindo um esforço conjunto entre pesquisadores, desenvolvedores e usuários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Imagem de capa: Fiz um recorte do filme Matrix, onde os três agentes estão conversando sobre a humanidade com o Morpheus preso no prédio antes de ser resgatado de helicóptero</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2025/01/o-que-sao-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/">O que são agentes e sistemas multiagentes de LLM?</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<item>
		<title>Review do livro &#8220;The LLM Engineer&#8217;s Handbook&#8221;</title>
		<link>https://diegonogare.net/2024/12/review-do-livro-the-llm-engineers-handbook/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 14:03:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Review de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia de Machine Learning]]></category>
		<category><![CDATA[IA Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[MLOps]]></category>
		<category><![CDATA[python]]></category>
		<category><![CDATA[RAG]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fiz mais um review, desta vez, do livro &#8220;The LLM Engineer&#8217;s Handbook&#8221; escrito por Paul Iusztin e Maxime Labonne e publicado pela Packt. A obra aborda um assunto que vem crescendo muito nos ultimos meses que é a Engenharia LLM para implementar, otimizar e implantar grandes modelos de linguagem em situações do mundo real. Tem...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz mais um review, desta vez, do livro &#8220;The LLM Engineer&#8217;s Handbook&#8221; escrito por Paul Iusztin e Maxime Labonne e publicado pela Packt. A obra aborda um assunto que vem crescendo muito nos ultimos meses que é a Engenharia LLM para implementar, otimizar e implantar grandes modelos de linguagem em situações do mundo real. Tem como objetivo fornecer um guia abrangente para as melhores práticas neste campo, cobrindo de ponta a ponta o ciclo de vida de desenvolvimento de IA Generativa, passando desde a aquisição e preparação dos dados à implantação em produção.</p>
<p>Ele também destaca a importância do Machine Learning Operations (MLOps) para gerenciar a complexidade e a escala dos projetos LLM. Para minha surpresa positiva, o livro também fornece uma base inicial nos princípios de MLOps (no apêndice do livro).</p>
<p>O livro foi escrito com uma abordagem prática, desenvolvendo um projeto de ponta a ponta chamado LLM Twin, que é um aplicativo que imita o estilo de escrita e a personalidade de uma pessoa. Este projeto serve como um exemplo do mundo real ao longo do livro para solidificar os principais conceitos e técnicas estudados, além de ter o objetivo fornecer práticas e dicas de especialistas para cada estágio do ciclo de vida do LLM.</p>
<h2>Review dos capítulos do livro</h2>
<p>São 11 capítulos mais o apêndice, e aqui está um review do livro separado pelo que é abordado em cada capítulo:</p>
<ul>
<li>O <strong>Capítulo 1</strong> apresenta o projeto LLM Twin e primeiramente define a arquitetura FTI (Feature, Train, Inference) para construir sistemas ML escaláveis.</li>
<li>O <strong>Capítulo 2</strong> apresenta as ferramentas essenciais para construir aplicativos LLM. Inclui Python, ferramentas MLOps e recursos de nuvem (mas até nos orienta a instalá-los localmente para teste e desenvolvimento).</li>
<li>O <strong>Capítulo 3</strong> se concentra na engenharia de dados, embora ensine como implementar um pipeline de coleta de dados de várias fontes. Ele destaca a importância de coletar dados dinâmicos do mundo real.</li>
<li>O <strong>Capítulo 4</strong> apresenta os fundamentos da Retrieval-Augmented Generation (RAG), incluindo embeddings, bancos de dados vetoriais e estratégias de otimização.</li>
<li>O <strong>Capítulo 5</strong> explora de fato o ajuste fino supervisionado, abrangendo a criação de conjuntos de dados de alta qualidade e técnicas de ajuste fino, como ajuste fino completo, LoRA e QLoRA. Ele também inclui uma demonstração prática usando um modelo Llama 3.1 8B.</li>
<li>O <strong>Capítulo 6</strong> se aprofunda no ajuste fino com alinhamento de preferências, focando especificamente na Otimização de Preferência Direta (DPO). Ele inclui como criar conjuntos de dados de preferências personalizados e uma demonstração prática do alinhamento do modelo TwinLlama-3.1-8B.</li>
<li>O <strong>Capítulo 7</strong> detalha vários métodos para avaliar o desempenho do LLM, abrangendo avaliações de uso geral e específicas de domínio. Mas também demonstra uma avaliação do modelo Llama 3.1 8B ajustado.</li>
<li>O <strong>Capítulo 8</strong> abrange estratégias de otimização de inferência, como decodificação especulativa, paralelismo de modelo e quantização de peso para melhorar a velocidade e reduzir a latência.</li>
<li>O <strong>Capítulo 9</strong> explora técnicas avançadas de RAG implementando métodos como, por exemplo, autoconsulta, reclassificação e pesquisa vetorial filtrada.</li>
<li>O <strong>Capítulo 10</strong> apresenta estratégias de implantação de ML, incluindo inferência online, assíncrona e em lote. Embora também mostra como implantar o modelo no <a href="https://diegonogare.net/2024/04/temos-mais-de-3200-usuarios-no-sagemaker-studio/" target="_blank" rel="noopener">Sagemaker</a>, construir um microsserviço FastAPI para expor o pipeline de inferência do RAG.</li>
<li>O <strong>Capítulo 11</strong> explica o LLMOps, começando com suas raízes no DevOps e MLOps, incluindo como implantar o projeto LLM Twin na nuvem. Embora também explique como conteinerizar o código usando o Docker e construir um pipeline de CI/CD/CT (Integração, Implantação e Treinamento Contínuos), além do mais, também ensina como adicionar uma camada de monitoramento rápido ao pipeline.</li>
</ul>
<h2>Minhas impressões</h2>
<p>Se você estudar seriamente, ao final do livro, de fato entenderá como coletar e preparar dados para LLMs, ajustar modelos, otimizar inferência e implementar pipelines RAG. Mas também aprenderá como avaliar desempenho, alinhar modelos com preferências humanas e implantar aplicativos baseados em LLM. Mesmo eu considerando que é util ter o básico de Python, o livro explica conceitos do zero, fazendo a leitura ser acessível para todos, inclusive os que são novos em IA e machine learning.</p>
<p>Não posso deixar de mencionar que a qualidade da produção é realmente bonita e útil. As imagens coloridas nos ajudam a entender melhor os diagramas e o design da arquitetura.</p>
<p>A versão digital do livro está na Amazon por volta de 250 reais reais: <a href="https://amzn.to/4a16Deg" target="_blank" rel="noopener">https://amzn.to/4a16Deg</a>. Já na Packt você consegue por menos de 10 dólares: <a href="https://www.packtpub.com/en-us/product/llm-engineers-handbook-9781836200062" target="_blank" rel="noopener">https://www.packtpub.com/en-us/product/llm-engineers-handbook-9781836200062</a></p>
<p>Bons estudos!</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2024/12/review-do-livro-the-llm-engineers-handbook/">Review do livro &#8220;The LLM Engineer&#8217;s Handbook&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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