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	<title>Arquivos Inteligência Artificial - Diego Nogare</title>
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	<description>Consultor Executivo de IA &#38; ML</description>
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	<title>Arquivos Inteligência Artificial - Diego Nogare</title>
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		<title>Embeddings e Vector Database &#8211; Como os LLMs representam e encontram conhecimento</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/08/embeddings-e-vector-database-como-os-llms-representam-e-encontram-conhecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 12:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Embeddings]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Modelos de Embedding]]></category>
		<category><![CDATA[Similaridade Semântica]]></category>
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		<category><![CDATA[Vetorização de Texto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No post anterior desta série, expliquei que os modelos semânticos e ontologias definem o significado dos dados de um negócio. Eles, de fato, ajudam a responder a pergunta: O que significa receita líquida para a nossa empresa? Mas mesmo assim surge uma nova questão que é igualmente importante: Como um LLM armazena e encontra esse...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/embeddings-e-vector-database-como-os-llms-representam-e-encontram-conhecimento/">Embeddings e Vector Database &#8211; Como os LLMs representam e encontram conhecimento</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No post anterior desta série, expliquei que os <a href="https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/" target="_blank" rel="noopener">modelos semânticos e ontologias</a> definem o significado dos dados de um negócio. Eles, de fato, ajudam a responder a pergunta: <strong>O que significa <em>receita líquida</em> para a nossa empresa?</strong></p>
<p>Mas mesmo assim surge uma nova questão que é igualmente importante: <strong>Como um LLM armazena e encontra esse significado internamente?</strong></p>
<p>Como ele sabe que &#8220;cachorro&#8221; está mais próximo de &#8220;gato&#8221; do que de &#8220;maçã&#8221;? Como ele encontra, entre centenas ou milhares de documentos, exatamente o parágrafo apropriado para responder a uma pergunta específica que fazemos? A resposta está em dois outros conceitos que formam a base técnica de qualquer sistema de IA Generativa. Os <strong>Embeddings</strong> e os <strong>VEctor Databases</strong>. Juntos, eles são o mapa e o arquivo que permitem uma LLM navegar com precisão pela base de conhecimento de uma organização.</p>
<h2>O que são os <em>Embeddings</em>?</h2>
<p>De forma pragmática, os embeddings são representações numéricas vetoriais de palavras ou frases que capturam seus significados e relacionamentos, ajudando os modelos de machine learning a entender o texto com mais eficiência.</p>
<p>Pense num mapa, aqueles da disciplina de Geografia. Cada cidade tem coordenadas de latitude e longitude. Essas coordenadas dizem onde a cidade fica e, consequentemente, quais cidades estão próximas dela e próximas entre si. Os embeddings funcionam da mesma forma, só que para conceitos. Imagine cada valor deste vetor de conceitos como um ponto em um espaço de várias dimensões, onde a posição deste vetor contém informações sobre a palavra ou os dados representados.</p>
<p>A proximidade dos pontos indica similaridade semântica, ou seja, palavras com significados relacionados são posicionadas mais próximas umas das outras nesse espaço vetorial. Assim, &#8220;cachorro&#8221; e &#8220;gato&#8221; ficam próximos. &#8220;Automóvel&#8221; e &#8220;veículo&#8221; também. Mas &#8220;cachorro&#8221; e &#8220;automóvel&#8221; estão distantes.</p>
<p>Esse espaço não tem dezenas de dimensões&#8230; ele tem centenas ou até milhares delas. <a href="https://learn.microsoft.com/pt-br/azure/foundry/foundry-models/concepts/models-sold-directly-by-azure?pivots=azure-openai" target="_blank" rel="noopener">Os embeddings de modelos do Azure OpenAI, por exemplo, têm 1.536 dimensões</a>. Cada uma destas dimensões captura uma nuance diferente do significado.</p>
<p>Quem já fez aulas comigo nestes ultimos anos deve se lembrar do exemplo clássico que ilustra esta visao dos embeddings:</p>
<blockquote><p><strong>rei &#8211; homem + mulher = rainha</strong></p></blockquote>
<p>Isso não é coincidência ou senso comum. É evidência de que o modelo aprendeu relações semânticas reais, não apenas palavras isoladas.</p>
<h2>O que são os bilhões (ou até trilhões) de parâmetros?</h2>
<p>Quando você ouve que o <a href="https://openai.com/index/language-models-are-few-shot-learners/" target="_blank" rel="noopener">GPT-3 tem 175 bilhões de parâmetros</a>, ou que modelos mais recentes podem chegar a trilhões, é natural ficar na duvida do que é exatamente esse parâmetro que tanto falam.</p>
<p>Tentar explicar de forma não técnica é dificil, mas vamos lá. A resposta direta é que parâmetros são os números que o modelo aprende durante o treinamento e que determinam como ele se comporta. São valores que codificam tudo o que o modelo sabe sobre linguagem, contexto, significado, relações entre conceitos e o mundo em geral.</p>
<p>Os parâmetros de um LLM podem ser classificados em três categorias principais: <strong>embeddings</strong>, <strong>pesos</strong> e <strong>vieses</strong>. Cada uma delas é configurada automaticamente pelo algoritmo de treinamento, não por humanos&#8230;</p>
<h3>Embeddings também são parâmetros</h3>
<p>Os embeddings não são apenas uma técnica separada de vetorização. Eles são, em si, também um tipo de parâmetro do modelo.</p>
<p>Já comentei mais acima que um embedding é a representação matemática de uma palavra, ou de parte de uma palavra (chamada de token) no vocabulário de um LLM. Não vou ficar chovendo no molhado, mas é interessante saber que eles também são parametros para a contagem nos LLMs.</p>
<h3>Pesos e vieses</h3>
<p>Pesos são valores numéricos que representam a importância que o LLM atribui a uma entrada específica. Quanto maior o peso de uma entrada, mais relevante ela é para a saída do modelo. Dentro das <a href="https://diegonogare.net/2025/12/funcao-de-ativacao-o-cerebro-matematico-das-redes-neurais-artificiais/" target="_blank" rel="noopener">redes neurais artificiais</a>, os pesos são multiplicadores que determinam a intensidade do sinal de uma camada de neurônio para a próxima.</p>
<p>Vieses, por sua vez, são valores constantes adicionados ao sinal das camadas anteriores. Eles permitem que os neurônios sejam ativados sob condições em que os pesos sozinhos não seriam suficientes para produzir uma resposta.</p>
<p>Juntos, pesos e vieses definem como o modelo processa cada palavra em relação a todas as outras palavras de uma frase ou documento. Isso, é claro, considerando o contexto de um LLM. Mas os Pesos e Vieses estão atribuídos em qualquer outra aplicação que utilize uma rede neural.</p>
<p>A combinação de embedding, pesos e vieses nos LLMs é o que resulta em modelos com bilhões ou trilhões de parâmetros.</p>
<h3>A escala de bilhões a trilhões</h3>
<p>O número de parâmetros em um LLM cresce à medida que o modelo se torna mais capaz de capturar nuances da linguagem. O GPT-3, lançado em 2020, tinha centenas de bilhões de parâmetros. Modelos mais recentes podem ter trilhões de parâmetros!</p>
<p>Durante o processo de treinamento, as centenas de bilhões de parâmetros de um LLM de tamanho médio como o GPT-3 são atualizados dezenas de milhares de vezes. No total, isso soma na casa de quatrilhões de cálculos individuais. É por isso que treinar um LLM consome tanta energia e poder computacional. Estamos falando de milhares de computadores especializados, com GPU de ultima geração e  de alta velocidade funcionando sem parar por meses. Por isso, se você ouvir alguém te dizendo para fazer a sua própria LLM, tente entender melhor o que querem te dizer.</p>
<h3>Por que isso importa para Embeddings e Vector Database?</h3>
<p>Entender parâmetros é fundamental para entender embeddings. Quando você usa o modelo text-embedding-3-large da Azure OpenAI para vetorizar os documentos da sua organização, você está aproveitando toda a inteligência codificada nesses parâmetros. São bilhões de ajustes finos feitos durante o treinamento, para transformar suas palavras em coordenadas precisas no espaço vetorial.</p>
<p>Quanto mais parâmetros um modelo de embedding tem, mais rico e contextualizado é o espaço vetorial que ele cria. Isso significa que documentos semanticamente relacionados ficam mais próximos no espaço vetorial, e a busca por similaridade no banco de dados vetorial se torna mais precisa.</p>
<h2>Como embeddings são criados</h2>
<p>Embedding é um método para representar vetores de dados, e não etá limitado somente à texto, pode-se utilizar também para imagens e áudios. Diferentemente de outras técnicas de Machine Learning, os embeddings são aprendidos a partir dos dados por meio de algoritmos como redes neurais, em vez de exigir que especialistas humanos definam manualmente suas características.</p>
<p>O processo é direto. Modelos de embedding são redes neurais baseadas em <a href="https://diegonogare.net/2026/01/a-ia-nao-e-inteligente-e-eu-te-mostro/" target="_blank" rel="noopener">transformers</a> que transformam partes de documentos em uma representação numérica ou vetor. O conteúdo com significado ou semântica semelhante é mapeado para uma representação semelhante no espaço amostral.</p>
<p>No ecossistema Microsoft, os modelos disponíveis no Azure OpenAI incluem o text-embedding-3-small com 1.536 dimensões e o text-embedding-3-large com 3.072 dimensões. Para cenários multilíngues, o <a href="https://www.microsoft.com/en-us/research/publication/multilingual-e5-text-embeddings-a-technical-report/?msockid=28b28135abe768d509869601aaa86985" target="_blank" rel="noopener">modelo multilingual-e5-large</a>, desenvolvido pela própria Microsoft, <a href="https://github.com/microsoft/unilm/tree/master/e5" target="_blank" rel="noopener">suporta até 100 idiomas com 1.024 dimensões</a>.</p>
<p>Um ponto crítico que você deve considerar é que os embeddings criados pelo modelo de um provedor não podem ser compreendidos por outro. Por exemplo, um embedding de um modelo OpenAI não é compatível com um da Anthropic e vice-versa. Cada modelo tem seu próprio algoritmo de embedding.</p>
<h2>O que é um banco de dados vetorial?</h2>
<p>Um banco de dados vetorial é um repositório especializado que armazena, gerencia e busca embeddings vetoriais de alta dimensão para permitir a busca por semelhança semântica. Os vctor databases indexam e armazenam embeddings densos e esparsos para recuperação rápida, e geralmente servem como uma base de conhecimento externa que um LLM pode consultar para fundamentar suas respostas em dados confiáveis e mitigar o risco de alucinações.</p>
<p>Ele vai muito além de um simples índice. Os bancos de dados de vetores fornecem recursos adicionais como gerenciamento de dados, tolerância a falhas, autenticação e controle de acesso, bem como um mecanismo de consulta. São plataformas robustas que se adaptaram ao momento do mundo e permitem armazenamento vetorial em seus ambientes.</p>
<p>Um diferencial importante é a busca híbrida. A pesquisa híbrida combina os pontos fortes da busca em vetores e da pesquisa por palavras-chave. A vantagem da busca em vetores é encontrar informações conceitualmente semelhantes à consulta de pesquisa, mesmo que não haja correspondências de palavra-chave no índice. A vantagem da pesquisa por palavras-chave é a precisão, com a capacidade de aplicar classificação semântica opcional que melhora a qualidade dos resultados iniciais.</p>
<p>Entre os principais players do mercado estão Pinecone, Weaviate e FAISS&#8230; Bancos de dados tradicionais também evoluíram, como o próprio SQL Server 2025, PostgreSQL com a extensão PGVector e Cosmos DB. Todos estes SGDB já oferecem suporte nativo a vetores, permitindo que os projetos tenham capacidade vetorial sem migrar toda sua infraestrutura existente.</p>
<h2>Busca vetorial</h2>
<p>Agora que já sabemos o que são os vetores de embeddings e armazenamos eles em vector databases, a próxima pergunta lógica é: como encontrar o mais relevante entre milhares deles?</p>
<p>É ai que entra a busca vetorial Ela é uma técnica que encontra dados similares representando-os como vetores numéricos de alta dimensão. O conceito fundamental envolve transformar dados em um espaço vetorial em que a distância geométrica entre vetores indica sua semelhança semântica.</p>
<p>Existem três métricas principais para medir essa proximidade:</p>
<ul>
<li><strong>Similaridade de cosseno</strong>: mede o cosseno do ângulo entre dois vetores para determinar se eles apontam em uma direção semelhante, independentemente de sua magnitude. Uma pontuação de 1 indica vetores idênticos, enquanto –1 indica vetores opostos. É uma escolha comum para espaços de embedding normalizados, como os dos modelos OpenAI;</li>
<li><strong>Distância Euclidiana</strong>: a métrica mais comum, representa a distância em linha reta entre dois pontos vetoriais;</li>
<li><strong>Produto escalar</strong>: considera tanto o ângulo quanto a magnitude dos vetores. É equivalente à similaridade de cosseno para vetores normalizados, mas geralmente é mais eficiente em termos computacionais.</li>
</ul>
<h3>E os algoritmos de busca?</h3>
<p>Para encontrar os vetores mais próximos, o algoritmo padrão é o kNN (k-Nearest Neighbors). A busca pelos k vizinhos mais próximos é a operação central por trás da busca por similaridade vetorial. Dado um vetor de consulta, ela encontra os k vetores no banco de dados que são mais próximos, de acordo com uma métrica de distância escolhida. Igual é feito com o <a href="https://diegonogare.net/2024/03/machine-learning-meu-repositorio-no-github/" target="_blank" rel="noopener">algoritmo de machine learning</a>, só que para vetores.</p>
<p>O problema é que o kNN exato, em escala, é caro computacionalmente. O kNN exato compara um vetor de consulta com todos os vetores do conjunto de dados para garantir que ele retorne as correspondências mais próximas possíveis. Se você tem milhões de valores no seu vetor, toda consulta faz um scan e calcula a distância para todos estes milh&#8217;ões de valores. É preciso, mas caro em termos computacionais, e a latência cresce linearmente com o tamanho do índice.</p>
<p>Em produção, então, o padrão acabou sendo uma variação mais level, o ANN (Approximate Nearest Neighbor). A busca aproximada do vizinho mais próximo diminui um pouco da precisão para obter ganho de velocidade, restringindo a busca a um subconjunto promissor de vetores. Na prática, o <a href="https://diegonogare.net/2020/04/performance-de-machine-learning-matriz-de-confusao/" target="_blank" rel="noopener">recall</a> de ANN é suficientemente alto para que a maioria dos sistemas de busca vetorial de produção o utilize por padrão.</p>
<h2>Para resumir tudo em uma única sentença</h2>
<p>Os parâmetros são o conhecimento. Os embeddings são como esse conhecimento é expresso matematicamente. E o vector database é onde esse conhecimento fica armazenado, indexado e disponível para consulta dentro da sua organização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bons estudos!</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Imagem de capa gerada no M365</strong>: Capa premium para blog técnico Microsoft. Fundo azul petróleo escuro, iluminação cinematográfica, visual sofisticado e futurista. Grande espaço vetorial tridimensional no centro contendo milhares de pontos luminosos organizados em clusters semânticos. Conexões neurais em azul elétrico, laranja vibrante e rosa neon. Fluxos de dados entrando pela esquerda transformando documentos em embeddings; fluxo saindo pela direita representando busca semântica, RAG e agentes de IA. Núcleo central brilhante simbolizando inteligência semântica. Elementos visuais remetendo a embeddings, vector databases, similarity search, semantic retrieval, knowledge discovery e IA generativa. Painéis holográficos laterais com matrizes vetoriais, clusterização e busca KNN. Estilo Microsoft Design moderno, premium, executivo, extremamente limpo, alta densidade informacional, sem aparência de marketing genérico. Título grande: &#8220;EMBEDDINGS e VECTOR DATABASE&#8221;.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/embeddings-e-vector-database-como-os-llms-representam-e-encontram-conhecimento/">Embeddings e Vector Database &#8211; Como os LLMs representam e encontram conhecimento</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<title>Modelos semânticos, ontologia e LLMs &#8211; a fundação do contexto da GenAI</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Contexto]]></category>
		<category><![CDATA[GenAI]]></category>
		<category><![CDATA[IA Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Microsoft IQ]]></category>
		<category><![CDATA[Modelo Semântico; Ontologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagina o cenário onde implantamos um LLM na nossa empresa. As respostas são fluentes, o modelo impressiona nas demos. Mas, na prática, ele não sabe o que churn significa para o nosso negócio. Não entende que receita líquida e faturamento ajustado são termos distintos na nossa empresa. E quando perguntamos sobre o pipeline de vendas,...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/">Modelos semânticos, ontologia e LLMs &#8211; a fundação do contexto da GenAI</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagina o cenário onde implantamos um LLM na nossa empresa. As respostas são fluentes, o modelo impressiona nas demos. Mas, na prática, ele não sabe o que <em>churn</em> significa para o nosso negócio. Não entende que receita líquida e faturamento ajustado são termos distintos na nossa empresa.</p>
<p>E quando perguntamos sobre o pipeline de vendas, ele responde com base em probabilidades estatísticas (<a href="https://diegonogare.net/2026/01/a-ia-nao-e-inteligente-e-eu-te-mostro/" target="_blank" rel="noopener">lembra, o LLM é uma grande calculadora estatística</a>), não com base no que realmente acontece nos nossos sistemas.</p>
<p>Esse é o problema central dos LLMs em ambientes corporativos: eles são poderosos, mas cegos ao contexto do negócio.</p>
<p>A questão que precisamos responder, então, é direta: o que determina a qualidade do que um LLM entende sobre uma organização?</p>
<p>A resposta está em dois conceitos que a engenharia de dados conhece bem, e que agora a era dos agentes de IA está resgatando com urgência: modelos semânticos e ontologias.</p>
<h2><span data-teams="true">O que é um modelo semântico?</span></h2>
<p>Um modelo semântico é uma representação estruturada do significado dos dados de um negócio. Importante saber que ele não armazena os dados brutos, em vez disso, define o que esses dados significam. Ou seja, quais são as entidades do negócio, quais métricas importam, como elas se relacionam e quais regras as governam.</p>
<p>Pense nele como um dicionário vivo do negócio. Nesse dicionário, cliente ativo tem uma definição precisa. Margem operacional é calculada de uma única forma. Pedido em aberto não se confunde com pedido em processamento. Todos na organização, e todos os sistemas, falam a mesma coisa.</p>
<p>Quando um sistema de IA opera sobre um modelo semântico, ele não precisa adivinhar o que estes termos significam. Ele acessa essas definições confiáveis, específicas da organização, e raciocina a partir delas. Mas isso por si só não é suficiente, precisa dar um passo além. É ai que entra a ontologia.</p>
<h2>O que é ontologia?</h2>
<p>Uma ontologia, no contexto de IA, é uma estrutura que organiza conhecimento de forma hierárquica e semântica, definindo relações claras entre conceitos, entidades e suas propriedades. Ela funciona como um mapa conceitual que ajuda os sistemas a entender não apenas o que algo é, mas como se relaciona com outros elementos do conhecimento.</p>
<p>A diferença em relação a um simples glossário é fundamental. Um glossário diz o que algo é. Uma ontologia diz como tudo se conecta e por quê. No sentido de ciência da computação, uma ontologia é uma descrição da estrutura de dados: classes, propriedades e relações dentro de um domínio de conhecimento.</p>
<p>Com isso, se o modelo semântico define o <em><strong>o quê</strong></em> alguma coisa é (as entidades, métricas e regras), a ontologia define o <em><strong>como se relaciona e por quê. </strong></em>A lógica que conecta cliente a pedido, pedido a produto, e produto a categoria&#8230; A ontologia codifica o raciocínio sobre o domínio, não apenas o vocabulário.</p>
<p>Lembro na época do mestrado que fiz uma disciplina onde estudamos modelos semânticos e ontologia, utilizando este material de <a href="https://protege.stanford.edu/publications/ontology_development/ontology101.pdf" target="_blank" rel="noopener">Stanford</a>.</p>
<h2>A Web Semântica &#8211; A visão certa na hora errada</h2>
<p>Essa ideia não é nova&#8230; A ideia da Web Semântica surgiu em 2001, onde o artigo intitulado &#8220;The Semantic Web&#8221;, escrito por Tim Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila, foi publicado na revista impressa Scientific American.</p>
<p><a href="https://www.scientificamerican.com/issue/sa/2001/05-01/" target="_blank" rel="noopener"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft" src="https://i0.wp.com/static.scientificamerican.com/sciam/cache/file/04F7CC84-62DC-4DA1-B5C13DD1817F7C00_source.jpg?resize=200%2C265&#038;ssl=1" alt="Scientific American Magazine Vol 284 Issue 5" width="200" height="265" /></a></p>
<p>A visão era ambiciosa e daria às pessoas a capacidade de criar repositórios de dados na Web, construir vocabulários e escrever regras para operar com esses dados, usando tecnologias como RDF, SPARQL, OWL e SKOS.</p>
<p><em><strong>Se tiver curiosidade, leia o material de <a href="https://protege.stanford.edu/publications/ontology_development/ontology101.pdf" target="_blank" rel="noopener">Stanford</a> que compartilhei, ele ensina a usar o Protégé-2000 e criar ontologias no padrão OWL com exemplo de vinhos.</strong></em></p>
<p>Máquinas não iriam apenas exibir conteúdo, elas iriam compreendê-lo. Mas a Web Semântica não pegou como esperado. A ideia nunca decolou de verdade.</p>
<p>O calcanhar de Aquiles foi a manutenção&#8230; manter ontologias atualizadas era trabalhoso e caro (<del>bom, ainda é!</del>). A complexidade técnica era alta demais para adoção em massa.</p>
<p>Os padrões eram rígidos e o ecossistema de ferramentas, imaturo. A real é que a visão estava correta, mas o momento não era apropriado.</p>
<p>Hoje, os LLMs têm o poder computacional de processamento para dar vida à visão de Berners-Lee lá de 2001. Mas precisam de modelos semânticos e ontologias para raciocinar com precisão dentro de um contexto específico. A Web Semântica estava à frente do seu tempo. Os agentes de IA são a infraestrutura que ela sempre esperou.</p>
<h2>No fim, por que Modelos Semânticos e Ontologias melhoram os LLMs?</h2>
<p>Modelos de linguagem são ótimos em gerar texto fluente, mas frequentemente produzem  informações incorretas, inexistentes ou inconsistentes porque dependem apenas de padrões estatísticos aprendidos durante o treinamento, isso é conhecido como alucinação!</p>
<p>Ontologias corrigem isso fornecendo uma bússola conceitual que ancora as respostas do modelo em estruturas de conhecimento verificadas, reduzindo possíveis alucinações e trazendo coerência lógica nas respostas geradas.</p>
<blockquote><p>Dá para melhorar ainda mais o contexto e o grounding com RAG, mas isso fica para uma próxima publicação!</p></blockquote>
<p>Sem contexto semântico, o LLM responde com base em probabilidade, e ele escolhe a próxima palavra mais provável sem saber o que o termo significa dentro do seu negócio. Com modelos semânticos e ontologias, acontece algo diferente. O LLM passa a operar sobre o mesmo vocabulário compartilhado que os humanos da organização usam.  O nome técnico desta característica é grounding semântico.</p>
<p>O resultado prático é direto e apresenta menos ambiguidade, menos alucinações, respostas mais consistentes&#8230; e por fim, os negócios se beneficiam por projetos que realmente entendem o negócio que estão servindo.</p>
<h2>Para finalizar, como você pousa isso nos seus projetos?</h2>
<p>É exatamente aqui que o Microsoft IQ entra como solução concreta para esse desafio!</p>
<p>O Microsoft IQ é a camada de inteligência em nível empresarial da stack da Microsoft, que trás um entendimento compartilhado e atualizado continuamente da sua organização onde o Copilot e cada  outro agente herdam por padrão.</p>
<p>Ele se baseia nos comportamentos já presentes em todo o seu ambiente Microsoft: como as pessoas trabalham no Microsoft 365, como o negócio é modelado no Fabric e o conhecimento distribuído entre seus dados, aplicativos e até a web.</p>
<p>É importante destacar que o Microsoft IQ não é um modelo de IA nem um LLM. Isso é uma camada de solução que aplica modelos de IA a cenários reais de negócios ao combinar insights, fluxos de trabalho, governança e contexto empresarial confiável. Enquanto os LLMs geram inteligência, o Microsoft IQ se concentra em transformar essa inteligência em resultados mensuráveis para os negócios.</p>
<p>O Microsoft IQ é composto por quatro camadas integradas. Cada uma resolve uma dimensão diferente do problema de contexto:</p>
<h3>Work IQ — A inteligência de quem trabalha</h3>
<p>O Work IQ fornece uma compreensão dinâmica de como os funcionários trabalham, com contexto sobre pessoas, colaboração e fluxos de trabalho. Em outras palavras, ele entende como as pessoas trabalham no dia a dia, analisando suas reuniões, documentos, e-mails, decisões (claro, considerando e herdando a questões de segurança inserida por padrão nas ferramentas da Microsoft utilizada na gestão da empresa) e transforma esse fluxo em contexto estruturado para os agentes. Um agente de vendas que opera sobre o Work IQ sabe, por exemplo, que o cliente foi contatado na semana passada, que houve uma reunião de follow-up, e que a proposta ainda está aguardando resposta.</p>
<h3>Fabric IQ — A Base semântica do negócio</h3>
<p>O Fabric IQ é a camada que mais diretamente materializa o conceito de modelo semântico. O Fabric IQ fornece a base semântica compartilhada do seu negócio, alinhando dados, entidades e regras para que os agentes raciocinem de forma consistente e tomem decisões precisas e contextuais. Os agentes entendem as entidades empresariais, suas relações, propriedades, ações e regras.</p>
<p>O ponto de partida é prático e imediato. Por exemplo, o Power BI responde por mais de 90% dos modelos semânticos em produção da empresa. Os usuários podem inicializar uma ontologia diretamente desses modelos com apenas alguns cliques, acelerando o tempo para obtenção de valor ao reutilizar instantaneamente lógica e definições confiáveis.</p>
<p>Isso significa que, para a maioria das organizações, a base semântica já existe. Ela só precisa ser conectada aos agentes.</p>
<h3>Foundry IQ — O conhecimento institucional governado</h3>
<p>O Foundry IQ fornece conhecimento institucional coletado sobre o contexto de políticas, documentos corporativos e bases de dados de conhecimento reutilizáveis. Ele transforma documentos,  manuais, políticas internas, contratos, bases de conhecimento, tudo vira conhecimento governado e reutilizável.</p>
<p>Um agente de atendimento que opera sobre o Foundry IQ não &#8220;inventa&#8221; uma política de devolução. Ele consulta o documento autorizado e responde com precisão. O Foundry provê o grounding de forma nativa, indo além de um RAG programático.</p>
<h3>Web IQ — A inteligência em tempo real</h3>
<p>Por fim, o quarto pilar é o Web IQ. Ele garante que os agentes não fiquem limitados ao conhecimento interno da empresa. O Web IQ fornece contexto novo e real, consumindo de toda a internet, incluindo páginas da Web, notícias, imagens e vídeos.</p>
<p>Com latência baixa e com ótima eficiência de tokens, ele busca completar as respostas com o menor custo calculado.</p>
<p>Um agente de análise competitiva, por exemplo, combina o modelo semântico do negócio via Fabric IQ com notícias em tempo real via Web IQ e entrega insights que nenhuma das duas fontes, isoladamente, conseguiria oferecer.</p>
<h2>Pra finalizar</h2>
<p>Modelos semânticos e ontologias são, digamos, estruturas de dados compartilhados que permitem à LLMs e AI Agents a raciocinar com precisão dentro de um negócio. Sem essa estrutura, o agente mais sofisticado do mundo ainda responderá de forma genérica. Não porque ele é ruim, mas porque ele simplesmente não sabe o que seus dados significam.</p>
<p>O Microsoft IQ é a materialização concreta dessa visão no ecossistema corporativo moderno, reunindo os quatro IQ em uma camada de inteligência unificada, e nativa, para seu negócio.</p>
<p>Pra encerrar, posso dizer que empresas que investirem hoje em definir bem seus modelos semânticos terão agentes mais inteligentes, mais precisos e mais confiáveis amanhã. Um LLM sem contexto é apenas um gerador de texto muito bem treinado, e não um parceiro de negócio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Imagem de capa feito no M365 com o prompt: Crie uma imagem de capa para um blogpost técnico com visual moderno, técnico e sofisticado. Fundo azul petróleo com elementos em azul elétrico, laranja elétrico e rosa elétrico. Os elementos visuais devem remeter a grafos de conhecimento, redes semânticas, nós e conexões, fluxos de dados estruturados e ontologia visual (hierarquia de conceitos interligados). Inclua de forma discreta referências visuais às quatro camadas do Microsoft IQ: Work IQ, Fabric IQ, Foundry IQ e Web IQ. A composição deve transmitir estrutura, conhecimento profundo, precisão técnica e visão estratégica.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/08/modelos-semanticos-ontologia-e-llms-a-fundacao-do-contexto-da-genai/">Modelos semânticos, ontologia e LLMs &#8211; a fundação do contexto da GenAI</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<title>[Micro-blog] Concluí meu curso de IA Agêntica no MIT&#8230; e foi bléh</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/07/micro-blog-conclui-meu-curso-de-ia-agentica-no-mit-e-foi-bleh/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 12:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Micro-blog]]></category>
		<category><![CDATA[IA Agêntica]]></category>
		<category><![CDATA[inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu estava super animado, empolgado de verdade, por finalmente ter a chance de fazer um curso no MIT&#8230; Paguei uma pequena fortuna e o curso foi&#8230; bléh (não sei como representar uma onomatopéia mais realista)! Bom, não foi exatamente tudo ruim, mas a minha expectativa estava muito alta e a entrega não chegou nem perto&#8230; Mas,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava super animado, empolgado de verdade, por finalmente ter a chance de fazer um curso no MIT&#8230; Paguei uma pequena fortuna e o curso foi&#8230; bléh (não sei como representar uma onomatopéia mais realista)!</p>
<p>Bom, não foi exatamente tudo ruim, mas a minha expectativa estava muito alta e a entrega não chegou nem perto&#8230; Mas, é uma conquista pessoal participar de um curso de IA Agêntica do MIT, e acho que é interessante compartilhar com vocês.</p>
<p>O curso se chama <a href="https://online.professionalprogramsmit.com/inteligencia-artificial-agentica-transformacao" target="_blank" rel="noopener"><strong>Applied Agentic AI for Organizational Transformation</strong></a>, pela MIT Professional Education. São 8 semanas, 8 módulos e mais de 70 horas de estudos&#8230; No programa diz que o curso foi feito pelo Dr. Abel Sánchez e o Dr. John R. Williams, do Massachusetts Institute of Technology. De fato tiveram duas palestras/aulas deles, mas o restante foi material textual e vídeos externos. Conteúdo deles foi beeeeem pouco.</p>
<p>As aulas sincronas foram entregues por tutores licenciados, mas não são professores do institulo. Não estou fazendo juizo de valor dos tutores, longe disso, inclusive pareceram conhecer bem do assunto&#8230; Mas este foi outro ponto que não ficou tão claro pra mim durante o processo de matrícula do curso e ajudou a deixar a frustração maior.</p>
<p>Um ponto positivo é que o pessoal de suporte da plataforma do MIT respondem com rapidez os chamados que abrimos. Em todos os módulos eu abri chamado apontando erros de conceito ou de falha no material. Todos foram resolvidos e eles enviavam as evidências do conteúdo corrigido (poderiam me enviar uma camiseta do MIT, eu ficaria muito feliz. rss)</p>
<h2>Mas e o curso?</h2>
<p>O curso foi desenhado para tomadores de decisão que reconhecem o poder transformador da IA. Embora seja voltado para gestores, líderes, executivos e C-level, cada módulo apresenta perspectivas que se conectaram com problemas comuns de quem está començando a ouvir assuntos de IA Generativa e precisa implementar projetos desta natureza nas empresas. É bem teórico, diria que nada prático! Este foi outro ponto de frustração.</p>
<p>O curso é dividido em 8 módulos, sendo o último praticamente só para fazer o envio do trabalho final.</p>
<h3>Os módulos</h3>
<ol>
<li>Fundamentos de IA Generativa e agêntica com história, chatbots, modelos de linguagem e aplicações avançadas de IA Generativa;</li>
<li>A ascensão da IA Agêntica com arquiteturas single agent vs. multi-agent e o debate entre sistemas open-source e proprietário;</li>
<li>Conectando agentes a ecossistemas digitais, discutindo a integração de IA agêntica com sistemas legados, o protocolo MCP e como ajustar agentes com empatia para o cliente;</li>
<li>Riscos, desinformação e impacto sistêmico, com foco em ameaças de cibersegurança impulsionadas por IA, desinformação, deepfakes, alucinações e os limites da percepção da IA;</li>
<li>Agentes por função de negócio, onde entra o ciclo de maturidade de IA agêntica no desenvolvimento de produto e os agentes por função na empresa;</li>
<li>Da prova de conceito à prática, discutindo por que projetos piloto de IA não escalam, como enfrentar a resistência interna e como monitorar performance com KPIs e feedback loops;</li>
<li>Governança, compliance e testes, apresentando frameworks regulatórios como GDPR, CCPA e HIPAA, estratégias de teste de agentes e o equilíbrio entre velocidade e supervisão;</li>
<li>Ética na IA (bem pouco, tipo, 1 página de conteúdo) e o Capstone, que é o desenvolvimento e avaliação do projeto final (envio de um relatório em PDF).</li>
</ol>
<h2>Minha conclusão</h2>
<p>Hoje, sabendo disso, eu faria o curso? Talvez não! Mas isso é comigo&#8230; Outras pessoas estão em momentos diferentes de carreira, contudo, precisam deste conteúdo. É uma formação do MIT, isso é bem interessante!</p>
<p>O curso termina na criação de um plano de adoção de IA, onde é aplicado tudo que aprendemos para otimizar operações e impulsionar a inovação dentro da própria organização. Então, de forma pragmática, tem seu valor sim. Não é algo que deveria ser desprezado por completo.</p>
<p>Ah, antes que alguém pense que eu poderia ter ido atrás deles para falar da minha percepção ao invés de escrever no blog, eu fui&#8230; Na avaliação de NPS do curso eu fiz o meu relato sincero, apontando o que descrevi aqui. Inclusive passei meu e-mail e telefone nas respostas. Até agora nenhum contato para discutirmos isso <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quero reforçar que esta foi a minha percepção pessoal do curso. Não tenho interesse em ser um detrator do material, de forma alguma. Lembre-se que é um curso do MIT!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para quem tiver interesse em fazer o curso, Bons Estudos!</p>
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		<title>A importância das certificações oficiais para validar expertise em IA</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/04/a-importancia-das-certificacoes-oficiais-para-validar-expertise-em-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 01:59:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes]]></category>
		<category><![CDATA[AI Business Professional]]></category>
		<category><![CDATA[AI Transformation Leader]]></category>
		<category><![CDATA[certificacao]]></category>
		<category><![CDATA[IA Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[Microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[Microsoft Certification]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O crescimento absurdo das ferramentas de IA nos últimos anos criou um fenômeno bizarro curioso nas redes sociais. Diariamente, surgem novos influenciadores prometendo o domínio de ferramentas complexas em poucas horas de conteúdo. Vendem milagres sem nunca terem colocado nada em produção! O que não contam é que o desenvolvimento de soluções de Machine Learning...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/04/a-importancia-das-certificacoes-oficiais-para-validar-expertise-em-ia/">A importância das certificações oficiais para validar expertise em IA</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="8">O crescimento absurdo das ferramentas de IA nos últimos anos criou um fenômeno <del>bizarro</del> curioso nas redes sociais. Diariamente, surgem novos influenciadores prometendo o domínio de ferramentas complexas em poucas horas de conteúdo. Vendem milagres sem nunca terem colocado nada em produção!</p>
<p data-path-to-node="9">O que não contam é que o desenvolvimento de soluções de <b data-path-to-node="9" data-index-in-node="45">Machine Learning</b> e <b data-path-to-node="9" data-index-in-node="64">IA Generativa</b> exige um entendimento profundo de fundamentos técnicos. Vender &#8220;milagres tecnológicos&#8221; sem nunca ter implementado uma solução real em ambiente de produção prejudica o setor. Mas o que vale pra essa galera é o hype, e eles estão surfando essa onda e ganhando dinheiro. Isso porque muitos desses cursos superficiais custam pequenas fortunas e entregam pouco valor prático para os negócios.</p>
<p data-path-to-node="9">Em contrapartida, as próprias criadoras das tecnologias disponibilizam recursos de altíssima qualidade de forma gratuita. Só que isso não é tão divulgado. Empresas líderes como a <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="24">Microsoft</b> e a <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="38">Anthropic</b> investem pesado em documentação e trilhas de aprendizado acessíveis. Além disso, plataformas como a <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="148">DeepLearning.AI</b> oferecem cursos ministrados por ícones da área, como Andrew Ng. O grande diferencial desses treinamentos é a conexão direta com as necessidades reais das arquiteturas de software modernas. Eles não ensinam apenas a usar uma ferramenta, mas explicam a lógica por trás dos modelos.</p>
<h3 data-path-to-node="9">E como validar isso?</h3>
<p data-path-to-node="13">Para o profissional que busca seriedade, o próximo passo lógico após o estudo gratuito é a <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="91">certificação</b>. O exame de certificação (as vezes gratuitos com ondas de promoção das empresas) serve como uma auditoria externa do seu conhecimento, garantindo que você compreende as nuances da tecnologia. O legal é que nós fazemos o exame aqui no Brasil, que é igual ao do Charlie nos Estados Unidos, o do Manoel em Cabo Verde ou do Franz na Alemanhã. Temos uma validação global do nosso entendimento sobre aquele assunto.</p>
<p data-path-to-node="14">Recentemente, a Microsoft lançou duas credenciais focadas em liderança e implementação de agentes de IA. A primeira é a certificação de <a href="https://learn.microsoft.com/pt-br/credentials/certifications/ai-transformation-leader/?practice-assessment-type=certification" target="_blank" rel="noopener"><b data-path-to-node="14" data-index-in-node="136">AI Transformation Leader</b></a>, voltada para quem gerencia a mudança tecnológica nas organizações. A segunda é a de <a href="https://learn.microsoft.com/pt-br/credentials/certifications/ai-business-professional/?practice-assessment-type=certification" target="_blank" rel="noopener"><b data-path-to-node="15" data-index-in-node="17">AI Business Professional</b></a>, que foca em como aplicar a IA para gerar valor de negócio real. Ambas as provas são fundamentais para balizar o mercado e estabelecer um padrão de qualidade aceitável.</p>
<h3 data-path-to-node="14">Ainda não está satisfeito?</h3>
<p data-path-to-node="16">Instituições renomadas como <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="28">Harvard</b> e <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="38">MIT</b> também democratizaram o acesso aos seus laboratórios virtuais. Essas universidades oferecem cursos que cobrem desde a ética na IA até o desenvolvimento de redes neurais complexas. O investimento em educação deve ser direcionado para fontes que possuem autoridade científica comprovada. O domínio técnico não vem de atalhos, mas sim de uma base sólida construída com ferramentas oficiais e prática constante.</p>
<p data-path-to-node="18">Desenvolvedores e arquitetos de soluções precisam ignorar as promessas de ganhos fáceis e focar na construção de um portfólio robusto. As certificações funcionam como um selo de qualidade que abre portas em grandes corporações globais. Além disso, o processo de preparação para uma prova de certificação força o estudante a cobrir lacunas de conhecimento. Frequentemente, descobrimos funcionalidades que ignoraríamos em um aprendizado puramente informal e autodidata.</p>
<p data-path-to-node="18"><em><strong>E ai, qual vai ser o seu próximo passo?!</strong></em></p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="18">A imagem de capa eu fiz no Canva, com os 2 emblemas destas novas provas de AI da Microsoft. Eu fiz os exames e fui aprovado nas duas.</p>
</blockquote>
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		<title>O que deve ter no seu projeto de Agentes de IA</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/04/o-que-deve-ter-no-seu-projeto-de-agentes-de-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:20:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes de IA]]></category>
		<category><![CDATA[AgentOps]]></category>
		<category><![CDATA[Automação de Codificação]]></category>
		<category><![CDATA[Governança de IA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É saudável, e até intelectualmente respeitoso, começar este texto dizendo que você não precisa usar Agentes de IA para tudo. Mas, para o que realmente faz sentido, ai sim os projetos de AI Agents trazem resultados muito satisfatórios. Desde 2025 estamos enfrentando uma enxurrada de direcionamento de projetos para Agentes de IA. E olhando para...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/04/o-que-deve-ter-no-seu-projeto-de-agentes-de-ia/">O que deve ter no seu projeto de Agentes de IA</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É saudável, e até intelectualmente respeitoso, começar este texto dizendo que você não precisa usar Agentes de IA para tudo. Mas, para o que realmente faz sentido, ai sim os projetos de AI Agents trazem resultados muito satisfatórios. Desde 2025 estamos enfrentando uma enxurrada de direcionamento de projetos para Agentes de IA. E olhando para isso de forma pragmática, a implementação detalhada de como usar Agentes de IA de verdade é um desafio operacional, além de escalabilidade técnica.</p>
<p>Também é importante dizer que, na minha visão, este movimento não tem objetivo de substituição de profissionais qualificados por algoritmos, mas sim a integração de agentes autônomos em fluxos de trabalho específicos que tragam ROI. Muito se foca em automatizar tarefas repetitivas e complexas, como a reconciliação financeira em tempo real ou a triagem avançada de suporte técnico para direcionar somente o que é realmente complexo para os atendentes humanos. Mas veja, o humano continua no processo de forma mais estratégica e menos operacional.</p>
<h2>O panorama dos Agentes em 2026</h2>
<p>Indo contra o senso comum, de forma prática, os agentes de IA não substituíram os engenheiros de software ou analistas de negócios. Pelo contrário, eles se tornaram ferramentas autônomas especializadas que operam dentro de domínios específicos para garantir precisão e velocidade excepcionais. É possível observar uma aplicação massiva de projetos de AI Agents em setores que exigem alta conformidade, como a processos financeiros. Nesses cenários, os agentes processam volumes massivos de dados, identificando discrepâncias que levariam dias para serem notadas por humanos. Vou me dar o direito de repetir o que já escrevi antes, essa automação é tirar trabalho que nem é trabalho. Gastar tempo de uma pessoa fazendo um &#8220;cara-crachá&#8221; é jogar dinheiro fora!</p>
<p>Em outras áreas, como a de TI, a triagem de suporte técnico foi acelerada por sistemas que não apenas categorizam tickets, mas resolvem problemas simples e rotineiros de forma autônoma. Essa abordagem libera os profissionais para focarem em problemas complexos, além de  poder trabalhar com o que é estratégico para a empresa. A integração desses sistemas nas operações de negócios ocorre de forma modular e focada no ROI imediato. Assim, pelo que me parece, o mercado parou de buscar uma &#8220;Super IA Generalista&#8221; para investir em múltiplos agentes coordenados que resolvem dores latentes do cotidiano corporativo. É mais apropriado ter um batalhão de especialistas do que um monolito único que se propõe a fazer tudo.</p>
<h2>A automação da codificação</h2>
<p>Não vou fazer juízo de valor sobre o tanto de Layoffs que estão acontecendo na área de TI nos últimos anos atribuídos, principalmente, à uso da IA para substituir devs e afins. Contudo, é nítido que uma das atividades que mais impactam o mercado de TI hoje é a automação de codificação através de agentes especializados. Recentemente li que o Spotify e a Anthropic não tem mais &#8220;gente codificando&#8221;, tudo é feito com IA. Também vejo diversas notícias, além das conversas que tenho com outros executivos, que as áreas de negócios estão investindo em fazer os sistemas sem depender da TI. Tenho um monte de ressalvas com isso, <a href="https://exame.com/bussola/vibe-coding-como-programar-sem-saber-codigo-e-os-riscos-que-isso-traz-para-empresas/" target="_blank" rel="noopener">já falei sobre elas em outras situações</a>, mas que isso muda o jogo é real!</p>
<p>Bom, esses Agentes de IA para codificação transformaram profundamente a percepção sobre o trabalho dos engenheiros de software modernos. Diferente dos antigos assistentes de preenchimento automático (como os Code-Snippets ou Auto-Complete), os agentes de codificação atuais conseguem entender o contexto completo de um repo do Git. Eles realizam refatorações mais amplas, escrevem testes unitários e sugerem melhorias de performance de forma proativa e consistente. Conseguem construir documentação de ponta a ponta.</p>
<p>Com isso, o papel do desenvolvedor mudou de um &#8220;escritor de código&#8221; para um &#8220;revisor e arquiteto de soluções&#8221;. Esta mudança de paradigma permite que equipes menores entreguem produtos com uma complexidade que anteriormente exigiria times muito maiores. Manter o time de dev do tamanho que tinha antes, e utilizando essas ferramentas que dão produtividade, podem aumentar a velocidade das suas entregas de forma absurda. Isso porque o uso de agentes de codificação reduz drasticamente o tempo de lançamento para o mercado (time-to-market). Como resultado, as empresas conseguem validar hipóteses de produto com uma velocidade que redefine os padrões de agilidade da indústria de software.</p>
<h2>Governança e observabilidade com AgentOps</h2>
<p>Para que essa autonomia seja segura, a implementação de práticas de AgentOps (eu sei, ninguém aguenta mais um Ops para nos preocuparmos!) tornou-se obrigatória nas operações para garantir essas infraestruturas modernas de tecnologia. Sem uma operação estruturada, o uso de agentes pode gerar riscos de segurança e custos inesperados para a organização. Similar ao que já estudamos há anos como DevOps, MLOps, AIOps, <del>LavaSecaCozinhaConstroiVendeOps</del>, o conceito de AgentOps foca em manter os ambientes de execução sob rigorosa governança corporativa. Isso inclui o monitoramento em tempo real de cada ação tomada pelo agente, garantindo que ele não exceda seus limites de autorização. Isso ajuda, inclusive, a evitar erros de <a href="https://www.tecmundo.com.br/software/275314-chatgpt-vende-carro-us-80-mil-us-1-atender-cliente.htm" target="_blank" rel="noopener">vender um carro de 80 mil dólares por apenas 1 dólar</a>!</p>
<p>De forma complementar, a observabilidade permite rastrear o raciocínio da IA, facilitando a depuração de falhas em sistemas autônomos. Ferramentas de AgentOps fornecem logs detalhados e métricas de desempenho que são essenciais para auditorias de conformidade e segurança. O controle de custos, na vertente do FinOps, é um pilar que não pode ser desprezado dentro das operações de agentes autônomos. Através de dashboards integrados, os gestores conseguem visualizar o consumo de tokens e o processamento computacional de cada agente individualmente.</p>
<h2>A importância das métricas de Autonomia</h2>
<p>O sucesso de uma estratégia de IA depende diretamente da capacidade da empresa em medir a eficácia dessas ferramentas. Sem as métricas de performance não se sabe onde há gargalo, e não é de agora que se fala: &#8220;Só conseguimos evoluir o que é medido&#8221;. Sem metrificações apropriadas, o impacto dos agentes nos negócios pode ser negativo ou mascarar ineficiências graves. A avaliação da autonomia dos agentes deve ser feita através de critérios que se alinhem entre as necessidades de negócios e as possibilidades de TI. É necessário medir, por exemplo, quantas tarefas o agente concluiu sem intervenção humana e qual foi a precisão final dessas entregas em produção. Também é interessante entender até que ponto a autonomia do agente resolveu problemas dos clientes.</p>
<p>Se um agente requer supervisão constante para tarefas simples, ele deixa de ser um ganho de produtividade, ancorando a produtividade ao invés de impulsioná-la. Por isso, medir a taxa de sucesso por tarefa é interessante para justificar o investimento tecnológico. Diversas empresas utilizam frameworks de pesquisa para testar os limites de seus agentes antes de escalá-los. Essa prática diminui alucinações de modelos e, de certa forma, garante que a automação contribua efetivamente para o crescimento sustentável da organização.</p>
<h2>Para fechar</h2>
<p>Resumindo&#8230; Vou separar em grupos a minha forma de ver/ler o cenário atual.</p>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;"><strong>Devs</strong></span>, o domínio e gestão dessas ferramentas não é mais opcional, mas um requisito para manter o emprego. Reparem que o mercado passou a valorizar a orquestração de sistemas acima da execução manual.</li>
<li>Para a <span style="text-decoration: underline;"><strong>sociedade</strong> </span>isso trás serviços digitais mais rápidos e precisos, em contra partida, exige mais uma camada de responsabilidade técnica das empresas que estão fornecendo.</li>
<li>O impacto no <span style="text-decoration: underline;"><strong>mercado de trabalho</strong></span> é claro: <a href="https://diegonogare.net/2025/06/a-ia-vai-tomar-o-meu-emprego/" target="_blank" rel="noopener">Já há mudanças</a>! É saudável ter profissionais que saibam desenhar fluxos onde a IA e o humano colaboram de forma conjunta e segura.</li>
</ul>
<p>Em geral, a implementação de agentes de IA exige equilíbrio entre autonomia técnica e controle operacional. Parece clichê, mas desafio de negócio hoje não é mais &#8220;se&#8221; devemos usar IA, mas sim como medir e governar esses sistemas para evitar que a automação se transforme em um custo invisível e descontrolado. Sem estratégias de AgentOps e métricas de desempenho validadas, as empresas correm o risco de implementar soluções que aumentam a complexidade sem resolver o problema central de eficiência. É o que falo de Tech-by-Tech, e isso geralmente joga grana pelo ralo. Investir na compreensão profunda de como esses agentes operam é o único caminho para garantir que a tecnologia sirva ao propósito de crescimento e inovação sustentável da organização.</p>
<p>E lembre-se, nem sempre você precisa de um Agente de IA para seu projeto. Mas, para o que realmente faz sentido, vai te trazer benefícios absurdos!</p>
<blockquote><p>&nbsp;</p>
<p>Imagem de capa criada com Nano Banana 3, utilizando o prompt: Um retrato suave e cinematográfico de um escritório de engenharia de software moderno e sofisticado em 2026. No centro da composição, um engenheiro e uma engenheira de software conversam de forma colaborativa, gesticulando em direção a uma projeção holográfica de um agente de IA representado por uma forma fluida e luminosa. Ao fundo, em uma parede de concreto aparente, há um grande monitor de alta resolução exibindo painéis de métricas complexas, gráficos de autonomia, logs de AgentOps e indicadores de ROI em tempo real. O estilo é &#8220;Retrato Suave&#8221;, com uma iluminação difusa vinda de janelas laterais, criando um contraste elegante entre a luz natural e o brilho tecnológico azulado. A atmosfera transmite profissionalismo, harmonia e foco, mostrando que a IA é uma ferramenta de suporte integrada ao trabalho humano, e não uma substituta. Renderização fotorrealista com profundidade de campo rasa para destacar a interação humana.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/04/o-que-deve-ter-no-seu-projeto-de-agentes-de-ia/">O que deve ter no seu projeto de Agentes de IA</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<title>Agentes de IA em 2026 &#8211; A evolução da programação e autonomia</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/03/agentes-de-ia-em-2026-a-evolucao-da-programacao-e-autonomia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 12:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes de IA]]></category>
		<category><![CDATA[GenAI]]></category>
		<category><![CDATA[IA Agêntica]]></category>
		<category><![CDATA[IA Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[Multiagentes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 2026 Agentic Coding Trends Report, da Anthropic, revela como a transição de assistentes para sistemas agênticos está redefinindo a produtividade e a economia de avanço global. Este movimento tecnológico surge em um cenário onde o desenvolvimento de software tradicional, conhecidamente determinístico, cede espaço para abordagens probabilísticas e sistemas de IA que não apenas respondem,...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/03/agentes-de-ia-em-2026-a-evolucao-da-programacao-e-autonomia/">Agentes de IA em 2026 &#8211; A evolução da programação e autonomia</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://resources.anthropic.com/hubfs/2026%20Agentic%20Coding%20Trends%20Report.pdf" target="_blank" rel="noopener">2026 Agentic Coding Trends Report</a>, da Anthropic, revela como a transição de assistentes para <a href="https://diegonogare.net/2026/02/arquitetura-de-ia-agentica-guia-de-implementacao-e-frameworks/" target="_blank" rel="noopener">sistemas agênticos</a> está redefinindo a produtividade e a economia de avanço global. Este movimento tecnológico surge em um cenário onde o desenvolvimento de software tradicional, conhecidamente determinístico, cede espaço para abordagens probabilísticas e sistemas de IA que não apenas respondem, mas agem de forma autônoma.</p>
<p>Há um movimento de parte do mercado que segue abandonando modelos de interação passiva em favor de equipes coordenadas de agentes. Processos esses que gerenciam ciclos de vida inteiros de aplicações, desde a concepção até a manutenção.</p>
<p>O principal motivo para essa mudança refletir nos projetos reside na capacidade desses sistemas de reduzir o tempo de entrega de meses para dias. Essa mudança trás vários benefícios, mas o que gosto de destacar é que especialistas foquem na estratégia e na arquitetura. A parte operacional, e muitas veze repetitiva, é realizada por ferramentas especializadas nestas tarefas.</p>
<h2>Da lógica determinística à fluidez da GenAI</h2>
<p>O desenvolvimento de software tradicional sempre se baseou em uma lógica determinística, onde entradas específicas geram saídas previsíveis através de regras rígidas. De maneira análoga, os projetos de dados evoluíram para organizar grandes volumes de informação, buscando padrões claros para suportar decisões de negócio. Contudo, a introdução de ferramentas de Inteligência Artificial mudou essa dinâmica, movendo a computação para um campo onde a flexibilidade dos dados substitui as regras engessadas nas camadas de negócios.</p>
<p>Fazendo uma rápida linha do tempo, há poucos anos, interagimos com <a href="https://diegonogare.net/2020/03/projeto-com-interpretacao-de-linguagem-natural/" target="_blank" rel="noopener">chatbots passivos</a>. Estes eram limitados a fluxos de perguntas e respostas pré-programadas que frequentemente frustravam o usuário por sua falta de contexto. Mais recentemente, surgiram os chatbots conversacionais, que trouxeram maior fluidez na linguagem natural e uma interação mais humana.</p>
<p>Enquanto isso, projetos de <a href="https://diegonogare.net/2024/03/machine-learning-para-quem-nao-e-de-ti/" target="_blank" rel="noopener">Machine Learning</a> consolidaram o paradigma probabilístico, focando em prever resultados com base em estatísticas e dados históricos. Atualmente, a IA Generativa representa o ápice desse interesse, sendo a tecnologia mais procurada por sua capacidade de criar conteúdo inédito e complexo.</p>
<h2>Aplicações reais e a hierarquia da IA</h2>
<p>A IA Generativa expandiu as fronteiras do possível, permitindo aplicações que vão desde a automação de revisões jurídicas até a criação de plataformas de B2B2C complexas. Para navegar nesse novo ecossistema, é fundamental distinguir as diferentes categorias de ferramentas disponíveis no mercado atual.</p>
<ul>
<li>Um <strong>Assistente de IA</strong> atua como um colaborador que sugere melhorias ou completa tarefas simples sob demanda direta;</li>
<li>Já um <strong>Agente de IA</strong> possui maior autonomia, sendo capaz de planejar e executar fluxos de trabalho completos para atingir um objetivo;</li>
<li>A evolução natural desse conceito nos leva à <strong>IA Multiagente</strong>, onde diferentes especialistas digitais trabalham em paralelo, coordenados por um orquestrador central;</li>
<li>Por fim, a <strong>IA Agêntica</strong> descreve sistemas de longo prazo que operam por dias ou semanas, mantendo a coerência e adaptando-se a falhas sem intervenção constante.</li>
</ul>
<p>Conhecer essa estrutura de ferramentas permite que engenheiros atuem como orquestradores, focando em &#8220;o que&#8221; construir, enquanto a IA cuida do &#8220;como&#8221; implementar. Esta mudança de papel aumenta o volume de entrega e permite que empresas corrijam pequenas falhas que antes seriam ignoradas por falta de tempo.</p>
<p>Já falei disso outras vezes, mas nunca é demais relembrar. A IA é uma ferramenta, trate ela como tal. Dependendo do tipo de projeto que está desenvolvendo, é fundamental ter um Human-in-the-Loop para &#8220;aprovar&#8221; ou &#8220;rejeitar&#8221; uma determinada ação que a ferramenta tomou. Volto a falar destas questão de risco mais pra frente neste texto.</p>
<h2>A Importância das métricas e do ROI</h2>
<p>Para que esses projetos agênticos tragam resultados positivos, a implementação de métricas de acompanhamento rigorosas são prioridades estratégicas. Não basta medir apenas a velocidade de execução, as organizações precisam avaliar a autonomia do agente e a precisão de suas decisões.</p>
<p>Um estudo da Harvard Busines Review (que está referenciado no relatório da Anthropic) mostrou que, embora a IA seja usada em 60% do trabalho, a taxa de delegação total (% de quanto os devs delegam para IA fazer) ainda é baixa, variando entre 0% e 20%. Isso reforça a necessidade de métricas que quantifiquem a eficácia da colaboração humano-IA e o tempo economizado por interação.</p>
<p>A atenção deve estar voltada para a criação de sistemas de controle de qualidade que identifiquem vulnerabilidades antes que elas cheguem à produção. Empresas que ignoram essa etapa correm o risco de criar gargalos técnicos ou introduzir falhas de segurança críticas em seus sistemas.</p>
<p>Monitorar o volume de tarefas &#8220;totalmente delegadas&#8221; versus tarefas &#8220;colaborativas&#8221; ajuda a ajustar as expectativas de produtividade do time. Inclusive, recomendo a leitura deste outro material da Anthropic, <a href="https://www.anthropic.com/research/measuring-agent-autonomy" target="_blank" rel="noopener">Measuring AI agent autonomy in practice</a>.</p>
<h2>Preocupações críticas de segurança e supervisão humana</h2>
<p>Voltando ao ponto dos riscos, a implementação de agentes exige uma postura de segurança em primeiro lugar, dado que a tecnologia possui natureza de uso duplo. O mesmo agente que automatiza defesas pode, se mal configurado, ser explorado por atacantes para escalar ameaças em velocidade de máquina.</p>
<p>Além disso, a supervisão humana não deve ser negligenciada, mas sim escalada através de sistemas de revisão automatizados. O objetivo é fazer com que a expertise humana conte onde ela é mais valiosa: em decisões estratégicas e casos de complexos.</p>
<p>Outra preocupação essencial é evitar que a autonomia dos agentes crie uma &#8220;caixa preta&#8221; organizacional, onde ninguém compreende as decisões tomadas pelo sistema. Agentes sofisticados devem ser projetados para reconhecer incertezas e pedir ajuda quando o impacto nos negócios for elevado. Sem esse guardrail, o risco operacional pode anular os ganhos de produtividade obtidos com a automação.</p>
<h2>O impacto na sociedade e no mercado</h2>
<p><a href="https://diegonogare.net/2025/06/a-ia-vai-tomar-o-meu-emprego/" target="_blank" rel="noopener">A IA vai tomar meu emprego? Bom, já falei disso algumas vezes. Te convido a ler o que penso sobre o assunto aqui neste post</a>.</p>
<p>A transição para sistemas agênticos não é apenas uma mudança de ferramenta, mas uma reconfiguração da economia do desenvolvimento de software. Projetos que antes eram inviáveis devido ao alto custo de manutenção ou débito técnico acumulada, agora tornam-se factíveis através do trabalho autônomo de agentes.</p>
<p>Isso democratiza o acesso à tecnologia, permitindo que área de negócios que são especialistas de domínios como jurídico, marketing e vendas construam suas próprias soluções sem depender exclusivamente de equipes de engenharia, que muitas vezes, estão atolados até o pescoço em demandas represadas.</p>
<p>Para os desenvolvedores, o impacto é uma evolução forçada para o papel de arquiteto e orquestrador. A capacidade de aprender novos contextos em horas, em vez de semanas, permite uma alocação de talentos muito mais dinâmica e resiliente.</p>
<p>Na sociedade, isso se traduz em serviços digitais mais eficientes, como triagens em poucas horas e respostas jurídicas quase em tempo real. A medição de sucesso, contudo, dependerá de como as empresas gerenciam o paradoxo da colaboração: usar a <a href="https://hsmmanagement.com.br/a-economia-do-obvio-como-a-ia-commoditiza-conteudo-e-recoloca-o-humano-no-centro/" target="_blank" rel="noopener">IA para o trabalho tático enquanto preservam o julgamento humano para o que realmente importa</a>.</p>
<p>Não precisamos de agentes para &#8220;tudo&#8221;, mas sim para as tarefas que escalam nossa capacidade de resolver problemas reais. O grande desafio de negócio não é a substituição do capital humano, mas a superação da ineficiência operacional que consome o tempo estratégico das lideranças.</p>
<p>Pense nisso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Imagem de capa feita utilizando Google Nano Banana, com o prompt: Crie uma imagem com qualidade de foto 4k, de retrato suave, com iluminação de estúdio. A composição deve ter uma aura de orquestra contendo 7 robôs regida por um ser humano. O humano e os robôs estão vestidos apropriadamente, só que ao invés de tocarem instrumentos os robôs estão realizando tarefas em uma linha de produção. Todos robôs estão conectados por fios em um computador a frente do regente humano. A foco é explicar a ideia de IA Agêntica</p></blockquote>
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		<title>Arquitetura de IA Agêntica &#8211; Guia de implementação e Frameworks</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/02/arquitetura-de-ia-agentica-guia-de-implementacao-e-frameworks/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 15:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Automação de Processos]]></category>
		<category><![CDATA[IA Agêntica]]></category>
		<category><![CDATA[inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[LLM]]></category>
		<category><![CDATA[Machine Learning]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Arquitetura de IA Agêntica representa um salto necessário para que empresas transformem modelos de linguagem estáticos em sistemas dinâmicos capazes de executar ações complexas com autonomia. Já cansei de falar disso, mas no cenário atual, onde a tecnologia avança rapidamente, entender essa tendência é ponto central porque ela diferencia o simples processamento de dados...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Arquitetura de IA Agêntica</strong> representa um salto necessário para que empresas transformem modelos de linguagem estáticos em sistemas dinâmicos capazes de executar ações complexas com autonomia. Já cansei de falar disso, mas no cenário atual, onde a tecnologia avança rapidamente, entender essa tendência é ponto central porque ela diferencia o simples processamento de dados da execução estratégica de tarefas operacionais ponta a ponta. Diferente dos sistemas tradicionais, a Arquitetura de IA Agêntica integra <strong>planejamento</strong>, <strong>memória</strong> e uso de <strong>ferramentas</strong> para resolver problemas de negócio sem intervenção humana constante. Neste texto quero lhe apresentar alternativas de frameworks, tanto da Microsoft quanto alternativas de código aberto, para guiar os times de desenvolvedores e gestores na implementação prática dessas IA Agênticas.</p>
<h3>A diferença entre Agentes de IA e IA Agêntica</h3>
<p>Muitas pessoas confundem o termo <strong>Agente de IA</strong> com o conceito mais amplo de <strong>IA Agêntica</strong>, mas conhecer essa distinção técnica é fundamental. Bom, um agente individual é, geralmente, uma implementação de um modelo de linguagem (LLM) configurado com instruções específicas para uma tarefa única (expliquei sobre isso <a href="https://diegonogare.net/2025/01/o-que-sao-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>, <a href="https://diegonogare.net/2025/01/estrategias-para-construir-agentes-e-sistemas-multiagentes/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> e <a href="https://diegonogare.net/2025/02/avaliacao-de-agentes-e-sistemas-multiagentes-de-llm/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>). Em contrapartida, a IA Agêntica refere-se ao design de sistemas onde múltiplos agentes trabalham em conjunto e colaboração, planejam e utilizam ferramentas externas de forma orquestrada.</p>
<p>Enquanto o primeiro funciona como um assistente de chat aprimorado, a arquitetura agêntica opera como uma equipe de especialistas digitais coordenados. Essa é a principal diferença. Esses sistemas elaborados possuem ciclos de raciocínio, onde avaliam o resultado de suas próprias ações antes de prosseguirem para o próximo passo. Consequentemente, a robustez dessa abordagem permite que as empresas automatizem processos que exigem julgamento e adaptação em tempo real. Não podemos ser ingênuos em pensar que é só dar controle total para um Agente ou conjunto deles que tudo estará seguro. Não, não está! É preciso monitorar e controlar as ações para que nada saia do controle. Inclusive, em situações mais delicadas como processos financeiros, é recomendado ter uma supervisão humana.</p>
<p>O mercado está migrando rapidamente para essa visão mais sistêmica, pois ela resolve as limitações de contextos curtos e respostas puramente textuais. Para implementar uma Arquitetura de IA Agêntica, deve-se ter um pensamento estruturado sobre como os componentes de software se comunicam entre si. Essa maturidade arquitetural é o que separa um protótipo experimental de uma solução de nível empresarial confiável. E aqui entra um outro risco. Muitas pessoas sem conhecimento de Tecnologia estão fazendo seus <a href="https://exame.com/bussola/vibe-coding-como-programar-sem-saber-codigo-e-os-riscos-que-isso-traz-para-empresas/" target="_blank" rel="noopener">produtos com Vibe Coding</a> e acabam abrindo brechas de segurança por desconhecimento da área.</p>
<h3>A arquitetura de referência da Microsoft, o Framework AutoGen</h3>
<p>Para materializar esses conceitos, a <a href="https://github.com/microsoft/autogen" target="_blank" rel="noopener">Microsoft Research introduziu o framework AutoGen lá em 2024</a>. Ele se tornou a principal referência acadêmica e prática para sistemas multiagentes. A arquitetura original do AutoGen propõe que os agentes sejam entidades capazes de conversar entre si para resolver desafios específicos. Segundo a documentação oficial da Microsoft, esse modelo permite que desenvolvedores criem fluxos de trabalho onde um agente &#8220;programador&#8221; escreve código e um agente &#8220;revisor&#8221; valida a execução.</p>
<p>A implementação dessa solução começa com a definição de funções claras para cada agente dentro do ecossistema corporativo. Você deve configurar um orquestrador que gerencie o histórico da conversa e a transferência de contexto entre as diferentes personas de IA. Além disso, a arquitetura da Microsoft enfatiza a importância de permitir a intervenção humana em pontos críticos, garantindo segurança e supervisão.</p>
<p>Inclusive, mais recentemente, a Microsoft criou o Agent Framework para ser o substituto natural do AutoGen. Eles <a href="https://learn.microsoft.com/pt-br/agent-framework/migration-guide/from-autogen/" target="_blank" rel="noopener">publicaram um guia completo de migração</a> para ajudar os desenvolvedores nesta jornada.</p>
<p>Implementar o AutoGen (ou o Agent Framework) envolve o uso de Python para definir as capacidades de cada componente, conectando-os a APIs de modelos como os mais modernos da OpenAI. As empresas utilizam essa estrutura para acelerar o desenvolvimento de software e a análise de dados complexos de forma automatizada. Como há uma padronização nesta tarefa, a sacada da Microsoft foi oferecer um caminho seguro para empresas que buscam alta performance com integração nativa no Azure.</p>
<h3>Alternativas e o ecossistema Open Source</h3>
<p>Embora a Microsoft esteja liderando essas discussões com soluções robustas e integradas nativamente ao Office, o universo de código aberto oferece alternativas poderosas para quem busca flexibilidade e controle total. Frameworks como <a href="https://www.crewai.com/" target="_blank" rel="noopener">CrewAI</a> e <a href="https://www.langchain.com/langgraph" target="_blank" rel="noopener">LangGraph</a> ganharam tração por simplificar a orquestração de agentes em ambientes de produção. O CrewAI, por exemplo, foca na criação de &#8220;equipes&#8221; onde cada agente possui um papel, um objetivo e uma história de fundo específica. O LangGraph, que faz parte do ecossistema LangChain, permite criar grafos de estado cíclicos, o que é essencial para processos que exigem repetição e refinamento.</p>
<p>Essas ferramentas permitem que os desenvolvedores evitem o lock-in de algum fornecedor, além de personalizar totalmente o comportamento dos sistemas.  Ao adotar essas bibliotecas, as equipes técnicas conseguem iterar rapidamente sem depender exclusivamente de infraestruturas proprietárias caras.</p>
<p>A comunidade Open Source também disponibiliza modelos de linguagem menores (Small Language Models &#8211; SLM) que podem ser executados localmente para tarefas agênticas específicas. Geralmente os SLM são focados em uma vertical ou nicho, se tornando super especializados naquela tarefa. Essa abordagem reduz custos de API e aumenta a privacidade dos dados sensíveis da organização durante o processamento.</p>
<h3>Implementação prática com os desafios de engenharia</h3>
<p>Para implementar uma <strong>Arquitetura de IA Agêntica</strong> com sucesso, a equipe de desenvolvimento deve focar na construção de ferramentas que os agentes possam consumir. Um agente só é útil se ele puder acessar bancos de dados, APIs de terceiros, sistemas de arquivos internos de forma segura, ou outra fonte de dados que possa fazer sentido para o trabalho. O desenvolvimento de &#8220;skills&#8221;, ou funções bem documentadas, é o que dá poder de execução aos modelos de inteligência artificial. Além disso, o monitoramento e o debugging de sistemas multiagentes apresentam uma complexidade muito superior aos chatbots tradicionais.</p>
<p>É necessário rastrear não apenas a resposta final, mas toda a sequência de interações e raciocínios que levaram a essa conclusão. Sem ferramentas de observabilidade adequadas, os sistemas agênticos podem entrar em loops infinitos de execução ou gerar custos inesperados de processamento. Isso é um risco, uma vez que o custo marginal de uso dos agentes está totalmente conectado à quantidade de tokens utilizados. Outro ponto crítico é o gerenciamento da memória de longo prazo, permitindo que os agentes &#8220;lembrem&#8221; de interações passadas para melhorar decisões futuras. A integração de bancos de dados vetoriais torna-se indispensável para fornecer esse contexto histórico de forma eficiente e rápida.</p>
<h3>O impacto no mercado e na sociedade</h3>
<p>Para os desenvolvedores que irão trabalhar em projetos de IA Agêntica, isso significa uma mudança de paradigma. Eles saem do papel de codificadores de lógica explícita para orquestradores de inteligência distribuída. O impacto no mercado de trabalho será profundo, pois tarefas de coordenação rotineira serão delegadas a esses ecossistemas de agentes autônomos. Muita coisa que é burocrática ou que &#8220;não é trabalho&#8221;, vai passar para esses agentes. Mas o processo intelectual, de pensar no projeto de ponta a ponta, ainda é uma tarefa exclusiva de humanos.</p>
<p>No setor financeiro, por exemplo, sistemas agênticos já realizam análises de risco, auditorias de conformidade e execuções de ordens simultaneamente. Na saúde, eles podem coordenar o histórico do paciente com as últimas pesquisas científicas para sugerir protocolos de tratamento personalizados. Essa capacidade de agir sobre a informação, e não apenas resumi-la, aumenta muito o valor do uso de IA. Mas veja, tanto no setor financeiro quanto na saúde, a supervisão humana para determinadas atividades ainda é fundamental para garantir segurança, auditoria e transparência para os usuários.</p>
<p>Entretanto, esse avanço traz responsabilidades éticas e de segurança cibernética para os times de tecnologia. É desafiador garantir que agentes autônomos não tomem decisões prejudiciais para o cliente ou para o negócio, como também não acessem informações privilegiadas ou sensíveis indevidamente. Este é o novo grande desafio da segunrança/governança de TI.</p>
<h3>Comparativo de esforço entre solução proprietária vs. Open Source</h3>
<p>A decisão entre utilizar produtos proprietários ou investir em frameworks Open Source passa por uma análise criteriosa de custo total (Total Cost of Ownership &#8211; TCO), retorno sobre o investimento (Return on Investment &#8211; ROI) e tempo para colocar o produto na rua (Time to Market).</p>
<p>As soluções da Microsoft, que são proprietárias, oferecem um tempo de lançamento mais curto devido à integração pronta com o Office e suporte técnico. O investimento inicial pode ser maior em termos de licenciamento, mas o custo operacional é reduzido pela facilidade de manutenção e escalabilidade automática. Por outro lado, o uso de ferramentas Open Source, como CrewAI ou LangGraph, demandam um time técnico mais sênior e especializado, além de um esforço maior para construir e manter a infraestrutura própria.</p>
<p>O TCO pode parecer menor inicialmente, mas os custos ocultos de integração, segurança e atualizações constantes devem ser considerados no longo prazo. Contudo, o ROI de soluções abertas pode ser superior para empresas que possuem casos de uso altamente específicos e necessitam de personalização extrema. É a aplicação na prática da <a href="https://doi.org/10.1590/0001-3765202520240924" target="_blank" rel="noopener">Estratégia de Make or Buy</a>.</p>
<p>Pra resumir&#8230; Se o objetivo é uma implementação rápida e segura em um ambiente corporativo já estabelecido, a Microsoft tem vantagem. Se a prioridade é o controle total da propriedade intelectual e a economia em escala de tokens, o caminho Open Source pode ser o mais indicado. O problema de negócio central hoje não é apenas adotar IA, mas escolher a arquitetura que equilibre agilidade operacional com sustentabilidade financeira para garantir que a inovação não se torne um passivo técnico. <a href="https://hsmmanagement.com.br/ia-generativa-comece-pelo-problema-nao-pela-solucao/" target="_blank" rel="noopener">Comece pelo problema, não pela solução</a>!</p>
<blockquote><p>Imagem de capa criado com o Google Nano Banana 3, com o prompt: Faça um diagrama representando a Arquitetura de IA Agêntica em um ambiente corporativo moderno em formato de Doogle. Utilize uma folha de caderno como background e os traços devem ser de caneta esferográfica azul. A composição deve mostrar um diagrama de fluxo sofisticado e minimalista, onde módulos geométricos representam agentes especializados (Planejador, Executor, Revisor). Linhas de dados finas conectam esses módulos a um núcleo central de memória, deve ter a ícones discretos de ferramentas externas (nuvem, bancos de dados, código) desenhados no estilo Doogle. Não devem haver textos além dos agentes especialisados de Planejador, Executor e Revisor. Garanta um estilo de Technical Art, mantendo o rigor científico e técnico do diagrama.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/02/arquitetura-de-ia-agentica-guia-de-implementacao-e-frameworks/">Arquitetura de IA Agêntica &#8211; Guia de implementação e Frameworks</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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		<title>It&#8217;s Dr. actually</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/02/its-dr-actually/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 11:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura de Referência]]></category>
		<category><![CDATA[Deep Learning]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia de Machine Learning]]></category>
		<category><![CDATA[Machine Learning]]></category>
		<category><![CDATA[MLOps]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de vários anos de estudo, stress e aprendizados, finalmente conquistei em 03/02/2026 o título de Doutor em Engenharia Elétrica e Computação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. E por coincidência, foi exatamente 6 anos após a defesa do meu mestrado. Consequentemente, ganhei o &#8220;passe livre&#8221; para brincar com o meme &#8220;It&#8217;s Dr. Actually&#8221; (e se preparem,...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/02/its-dr-actually/">It&#8217;s Dr. actually</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de vários anos de estudo, stress e aprendizados, finalmente conquistei em 03/02/2026 o título de <strong>Doutor</strong> em Engenharia Elétrica e Computação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. E por coincidência, foi exatamente <a href="https://diegonogare.net/2020/02/mestrado-em-inteligencia-artificial-e-astrofisica/" target="_blank" rel="noopener">6 anos após a defesa do meu <strong>mestrado</strong></a>. Consequentemente, ganhei o &#8220;passe livre&#8221; para brincar com o meme &#8220;<strong>It&#8217;s Dr. Actually</strong>&#8221; (e se preparem, vou usar pra caramba agora! rss)</p>
<p>Esse meme é comum em fóruns de tecnologia e até no LinkedIn. Geralmente, as pessoas o utilizam para celebrar a conclusão do doutorado de forma leve e bem-humorada (alguns são arrogantes e espero não ficar assim!). A brincadeira marca o momento em que o aluno recebe o reconhecimento formal por seu esforço acadêmico intenso. Além disso, a brincadeira serve como uma ferramenta de quebra de gelo em ambientes técnicos muito sérios. No caso da minha pesquisa, resultados operacionais reais no setor financeiro validam essa nova autoridade técnica. Afinal, propor uma nova arquitetura de referência para plataformas de MLOps é uma proeza digna de um legítimo &#8220;Doutor&#8221;. rss</p>
<h2>Um pouco da minha pesquisa</h2>
<p>A jornada para colocar um modelo de Machine Learning em produção enfrenta obstáculos no ambiente corporativo. Muitos projetos de ML não atingem a fase operacional ou falham em entregar o valor esperado para o negócio. Isso por si só, já é ruim! Além disso, os profissionais de ciência de dados, frequentemente, focam na matemática dos algoritmos e acabam desprezando aspectos da computação como a Engenharia de Software. Elementos como qualidade, performance e confiabilidade acabam negligenciados durante o ciclo de desenvolvimento. E isso não é exatamente um problema, visto que a área de Ciência de Dados é bem plural e tem profissionais de muitas formações distintas.</p>
<p>E para ajudar, equipes de ciência de dados sofrem com a falta de infraestrutura automatizada e processos manuais lentos. Por exemplo, no Itaú Unibanco S.A., <a href="https://aws.amazon.com/pt/solutions/case-studies/itau-ml-case-study/" target="_blank" rel="noopener">cientistas chegavam a esperar seis meses por recursos computacionais</a>. Essa demora gerava um backlog crítico de mais de 100 modelos aguardando publicação. Entretanto, a instabilidade dos dados e a complexidade das dependências de entrada tornam o fluxo de trabalho manual altamente propenso a erros.</p>
<p>A área de MLOps surge justamente para automatizar esse ciclo de vida de desenvolvimento de modelos de ML iterativo. No entanto, a literatura acadêmica ainda apresenta poucas pesquisas sobre as técnicas de implementação prática e publicação, dando muito mais foco na parte de desenvolvimento/experimentação.</p>
<h3>Metodologia baseada em dados e o rigor científico</h3>
<p>Para dar fundamentação metodológica para a pesquisa, segui para uma abordagem de Pesquisa Aplicada, que trás em seu processo um alto rigor científico. Primeiramente, segui para uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL) analisando 131 artigos primários publicados entre 2018 e 2024. Estes foram os artigos que li de fato, mas a pesquisa começou com mais de 2.800 publicações científicas. Essa análise permitiu identificar 12 categorias temáticas essenciais que orbitam a a área de MLOps.</p>
<p>Além da base teórica, também conduzi uma pesquisa anônima com 25 profissionais e executivos brasileiros. Essa etapa revelou os desafios reais enfrentados pelas indústrias, como a dificuldade de integração com sistemas legados. Os entrevistados apontaram que ferramentas existentes são complexas e exigem alta especialização técnica, o que impacta os projetos como um todo. Essa coleta de respostas foi fundamental para embasar o desenvolvimento da nova arquitetura que desenvolvi.</p>
<p>O terceiro pilar da metodologia eu investiguei a estratégia de &#8220;construir versus comprar&#8221; soluções de tecnologia. Construí um guia de suporte à tomada de decisão rigoroso baseado na maturidade da empresa e na vantagem competitiva do projeto. Se o MLOps for atividade central para o negócio, o desenvolvimento interno torna-se o caminho recomendado. Caso contrário, a aquisição de ferramentas de mercado pode acelerar a integração da IA nos produtos&#8230; Mas vale dar uma olhada com calma nessa publicação porque ela pode ser extrapolada para outras ferramentas e áreas. Ficou bem robusta <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h3>A solução que apresentei é de uma Arquitetura de Referência modular</h3>
<p>A solução central da tese é uma Arquitetura de Referência composta por quatro estágios interconectados e modulares. O Estágio 1 foca na <strong>Engenharia de Dados</strong>, defendendo a centralidade e governança das fontes de informação. Nesta camada, processos de aquisição, preparação e validação garantem que os dados tenham a qualidade necessária para o treinamento. Consequentemente, o versionamento de dados torna-se peça-chave para a reprodutibilidade dos experimentos.</p>
<p>O Estágio 2 abrange o <strong>Ambiente de Desenvolvimento</strong>, onde ocorre a construção cíclica do modelo de ML. Detalho as etapas de ajuste de hiperparâmetros, seleção de algoritmos e avaliação de performance. Além disso, a arquitetura prevê a manutenção constante do código para evitar o acúmulo de débitos técnicos. Já o Estágio 3 foca no <strong>Ambiente de Produção</strong>, gerenciando as esteiras de inferência e publicação.</p>
<p>Finalmente, o Estágio 4 aborda as <strong>Preocupações Transversais</strong>, que permeiam todo o ciclo de vida do modelo. Este estágio inclui segurança cibernética, monitoramento contínuo e a flexibilidade do poder computacional. Dou destaque que o monitoramento deve registrar logs operacionais e detectar desvios estatísticos, como o data-drift. Essa estrutura modular mitiga a complexidade e permite que múltiplos times descentralizados colaborem de forma eficiente.</p>
<h3>Escalabilidade e gestão de modelos de Deep Learning</h3>
<p>Um diferencial importante desta Tese é o suporte explícito para esteiras de Deep Learning. Uma das soluções é o uso de contêineres e tecnologias de nuvem para garantir a portabilidade dos modelos. Assim, o sistema consegue processar predições em tempo real com baixa latência para o usuário final. A arquitetura detalha processos de Continuous Training (CT), permitindo o retreinamento automático dos modelos quando necessário. Isso é importante porque o desempenho de um modelo de IA pode degradar rapidamente no mundo real. Através da observabilidade, os engenheiros conseguem investigar comportamentos históricos e diagnosticar problemas silenciosos. Além disso, a transparência e a explicabilidade da IA são pilares fundamentais para garantir um processamento ético.</p>
<p>O fluxo operacional apresentado na Tese guia o desenvolvedor desde a definição de requisitos até a predição final. O uso de padrões como o &#8220;Modelo Campeão/Desafiante&#8221; permite testar novos algoritmos em paralelo sem afetar a produção. Se parar para ver com calma, a solução oferece um roteiro técnico preciso para evitar falhas comuns no desenvolvimento de projetos de IA, ML e DL.</p>
<h3>It&#8217;s Dr. Actually</h3>
<p>Já que chegou até aqui e investiu tempo lendo um pouco do trabalho que demorei 4 anos para concluir, te convido a gastar mais tempo e acompanhar as publicações que fiz em periódicos e congressos científicos. Afinal (tentando fazer a brincadeira do começo do post) It&#8217;s Dr., actually!</p>
<ul>
<li>2022 &#8211; <a href="https://sol.sbc.org.br/index.php/cbsoft_estendido/article/view/22303" target="_blank" rel="noopener">Automação no processo de publicação de modelos de Ciência de Dados</a></li>
<li>2024 &#8211; <a href="https://arxiv.org/abs/2408.11112" target="_blank" rel="noopener">Experimentation, Deployment and Monitoring Machine Learning Models: Approaches for applying MLOps</a></li>
<li>2024 &#8211; <a href="https://sol.sbc.org.br/index.php/latinoware/article/view/31526" target="_blank" rel="noopener">Machine Learning Model: Perspectives for quality, observability, risk and continuous monitoring</a></li>
<li>2025 &#8211; <a href="https://www.techrxiv.org/users/883822/articles/1312655-mlops-for-machine-learning-model-lifecycle-automation-a-systematic-literature-review" target="_blank" rel="noopener">MLOps for Machine Learning Model Lifecycle Automation &#8211; A Systematic Literature Review</a></li>
<li>2025 &#8211; <a href="https://journals.cypedia.net/rwas/article/view/29/53" target="_blank" rel="noopener">Interpersonal Trust in the Era of Scientific Communication with Artificial Intelligence &#8211; An Essay</a></li>
<li>2025 &#8211; <a href="https://www.scielo.br/j/aabc/a/qWrmjCbprBGzJdLB9STpx7P/?format=html&amp;lang=en" target="_blank" rel="noopener">Make or buy strategy for Machine Learning Operations – MLOps</a></li>
<li>2025 &#8211; <a href="https://aisel.aisnet.org/isla2025/8/" target="_blank" rel="noopener">Experimentation, deployment, and monitoring of machine learning models: How MLOps enhances AI productization</a></li>
<li>2025 &#8211; <a href="https://aisel.aisnet.org/relcasi/vol17/iss1/5/" target="_blank" rel="noopener">How MLOps boosts AI productization with experimentation, deployment, and monitoring of machine learning models</a></li>
<li>2026 &#8211; Towards a New MLOps Architecture: A Methodological Approach Driven by Business and Scientific Requirements (<em>ainda não está indexado no portal da SBC</em>)</li>
</ul>
<h2>Muito obrigado!</h2>
<p>Um doutorado não se faz da noite para o dia, foi uma construção de anos de dedicação, estudos e stress para criar essa Arquitetura de Referência de MLOps para projetos de Machine Lerning e Deep Learning&#8230; E, assim como a ciência, um doutorado não se faz sozinho. Quero aproveitar esse finalzinho do texto para agradecer todas pessoas que participaram comigo das publicações, todos que assistiram as apresentações ou leram os <em>papers</em>, todos que de forma direta ou indireta contribuíram para este trabalho. Vocês são parte disso, queria que a alegria desta titulação também se estendesse até vocês! E, claro, quero deixar um agradecimento especial à meus orientadores (Leandro Augusto da Silva e Ismar Frango Silveira) e aos avaliadores da banca (Marcelo Nogueira, Alexandra Aparecida de Souza, Gustavo Scalabrini Sampaio e Fabio Silva Lopes), suas sugestões e ensinamentos contribuíram com o resultado final deste trabalho.</p>
<p>MUITO OBRIGADO!</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>A foto de capa foi gerada com o Google Nano Banana 3, usando o prompt: Foto ultra-realista, com iluminação de estúdio, de uma mesa de trabalho de um profissional da computação com um teclado e mouse sem fio e um monitor ultra-wide curvo. A organização da mesa é bagunçada, mas em destaque tem uma xícara de café com o texto &#8220;It&#8217;s Dr. Actually&#8221; em letras pixealizadas como um terminal de computador.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/02/its-dr-actually/">It&#8217;s Dr. actually</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A crise de identidade na pesquisa científica</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/01/a-crise-de-identidade-na-pesquisa-cientifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 09:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Descoberta Científica]]></category>
		<category><![CDATA[inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial Generativa]]></category>
		<category><![CDATA[Peer review]]></category>
		<category><![CDATA[Revisão por pares]]></category>
		<category><![CDATA[Rigor científico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No artigo Interpersonal Trust in the Era of Scientific Communication with Artificial Intelligence &#8211; An Essay, que publiquei com meu orientador original do doutorado, relatamos que a ciência enfrenta um dilema ético sem precedentes, onde a produção de conhecimento de alta qualidade exige tempo e recursos, mas esbarra na pressão por velocidade. Bom, porque comentei...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/01/a-crise-de-identidade-na-pesquisa-cientifica/">A crise de identidade na pesquisa científica</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No artigo <a href="https://journals.cypedia.net/rwas/article/view/29/53" target="_blank" rel="noopener"><strong>Interpersonal Trust in the Era of Scientific Communication with Artificial Intelligence &#8211; An Essay</strong></a>, que publiquei com meu orientador original do doutorado, relatamos que <span data-path-to-node="1,1"><span class="citation-71">a ciência enfrenta um dilema ético sem precedentes, onde a produção de conhecimento de alta qualidade exige tempo e recursos, mas esbarra na pressão por velocidade</span></span><span data-path-to-node="1,3">.</span></p>
<p>Bom, porque comentei do nosso ensaio? Principalmente porque este assunto<span data-path-to-node="1,5"><span class="citation-70"> ganhou novos contornos com o lançamento do </span><a href="http://prism.openai.com/" target="_blank" rel="noopener"><b data-path-to-node="1,5" data-index-in-node="54"><span class="citation-70">Prism</span></b></a><span class="citation-70">, o novo <a href="https://techcrunch.com/2026/01/27/openai-launches-prism-a-new-ai-workspace-for-scientists/" target="_blank" rel="noopener">espaço de trabalho da </a></span><b data-path-to-node="1,5" data-index-in-node="90"><span class="citation-70">OpenAI</span></b><span class="citation-70"> para cientistas, e o <a href="https://ai.gopubby.com/ai-peer-review-crisis-iclr-2026-344407b13818" target="_blank" rel="noopener">aumento exponencial de submissões em conferências</a> como a </span><b data-path-to-node="1,5" data-index-in-node="175"><span class="citation-70">ICLR 2026</span></b><span class="citation-70">, que atingiu volumes recordes de artigos</span></span><span data-path-to-node="1,7">.</span></p>
<p>O cenário atual preocupa a comunidade acadêmica devido ao uso desenfreado de IA para gerar conteúdo e realizar a revisão por pares, uma etapa fundamental que garante a qualidade e veracidade das descobertas antes de chegarem à sociedade. Embora ferramentas como o Prism prometam otimizar a escrita, o nosso ensaio já alertava para o risco de erosão da confiança pública e a criação de um ecossistema de &#8220;artigos slop&#8221;. PRecisamos, enquanto sociedade, ficar de olho nisso! Temos que, de alguma forma, assegurar <span data-path-to-node="1,17"><span class="citation-67">a manutenção da curadoria humana e da transparência no uso dessas tecnologias para evitar que o progresso científico seja sufocado por automações superficiais e enviesadas que só sabem encontrar a próxima palavra apropriada para o contexto que estão gerando</span></span><span data-path-to-node="1,19">.</span></p>
<h3>O valor invisível da pesquisa rigorosa</h3>
<p>Muitas pessoas utilizam tecnologias avançadas diariamente sem perceber que elas são frutos de décadas de rigor científico. O GPS do seu smartphone, por exemplo, só funciona devido a estudos complexos sobre a teoria da relatividade lá do Einstein. Da mesma forma, a tecnologia de telas OLED que você vai utilizar para ver a Copa do Mundo deste ano, resultaram de investimentos massivos em energia e intelecto humano. E veja, não estou fazendo juízo de valor se a pesquisa é originária da indústria ou de órgãos públicos, meu ponto é a pesquisa em si. Com isso, quando buscamos atalhos na produção científica, colocamos em xeque a qualidade desses produtos finais, que consequentemente, transformam a nossa vida em sociedade.</p>
<p>Não sei se é de conhecimento geral, mas a pesquisa científica não é apenas um exercício acadêmico. Ela consome recursos financeiros e mentais significativos. Por sua vez, o processo de revisão por pares atua como um filtro crítico contra o erro. São nestas duas etapas que a automação excessiva desse pode deixar passar falhas graves. Isso sem contar que a confiança interpessoal é um dos pilares do aprendizado. Se o público percebe que o conteúdo não nasce do conhecimento humano, surge um sentimento de decepção e traição. Ao invés de trazer o leitor para perto, vcoê o afasta.</p>
<h3>O boom das publicações e o &#8220;Slop&#8221; científico</h3>
<p>O volume de publicações científicas tem batido recordes anuais, mas a qualidade nem sempre acompanha a quantidade. Em um sub do Reddit, no <a href="https://www.reddit.com/r/MachineLearning/comments/1qno68x/advice_for_phd_students_in_this_al_slop_paper_era/" target="_blank" rel="noopener">r/MachineLearning</a>, estudantes de doutorado discutem a dificuldade de navegar na &#8220;era dos artigos slop&#8221;. Este termo descreve textos gerados por IA que parecem técnicos, muito bem elaborados, mas carecem de profundidade ou originalidade. Infelizmente, essa tendência sobrecarrega os revisores humanos, que muitas vezes recorrem à própria IA para dar conta da demanda. Olha o problema que temos, a IA gera o conteúdo, a IA revisa o conteúdo, a IA usa esse conteúdo para aprender e depois gerar mais conteúdo com base no que aprendeu. É por isso que o termo Slop remete à esse desperdício. E inclusive o termo Slop foi escolhida como a <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/slop-palavra-do-ano-do-dicionario-merriam-webster-critica-conteudo-de-ia/" target="_blank" rel="noopener">palavra do ano pelo dicionário Merriam-Webster</a>.</p>
<p>A transparência é a única saída para preservar a autoridade dos comunicadores de ciência. Por respeito e consciência limpa, os leitores devem ser informados quando a IA gera ou auxilia o conteúdo (<em>repare que nos meus textos, no final do post, eu compartilho o prompt que uso para fazer a imagem de capa quando uso IA Generativa para isso</em>). Além disso, grandes editoras como Elsevier e IEEE já estabeleceram que o autor humano é o único responsável final pelo conteúdo. Sem essa responsabilidade, o risco de perpetuar vieses e informações falsas aumenta drasticamente.</p>
<h3>Prism: A promessa da OpenAI para aumentar a produtividade</h3>
<p>Recentemente, a OpenAI lançou o Prism, uma plataforma desenhada especificamente para auxiliar pesquisadores na organização e redação de textos científicos. A ferramenta promete integrar busca bibliográfica e síntese de dados de forma fluida. Embora o potencial de otimização seja claro, a comunidade precisa se manter cética sobre como isso afetará a autenticidade das publicacões científicas futuras.</p>
<p>Mais uma vez volto ao ensaio, a IA deve agir como uma ferramenta de suporte, não como um substituto integral para o trabalho intelectual humano. A curadoria humana garante que a ética e a sensibilidade do pesquisador permaneçam no centro do trabalho. Afinal, a ciência é baseada na credibilidade dos resultados apresentados.</p>
<p>Veja, a importância de manter o rigor científico nas pesquisas é tanto econômica quanto social. Se a base do conhecimento for corrompida por processos de revisão superficiais, o desenvolvimento de novos remédios, materiais de uso primários e tecnologias será mais lento e perigoso. O Prism pode ser um ótimo aliado para eliminar tarefas burocráticas, mas apenas se for utilizado sob uma governança ética rigorosa. Lembre-se, as ferramentas de IA são ferramentas. Use-as como tal, não como substitutos.</p>
<h3>É complicado!</h3>
<p>A ciência brasileira e internacional precisa equilibrar a eficiência da IA com a profundidade da mente humana para garantir que a inovação continue servindo ao bem comum. O uso da tecnologia para mascarar a falta de esforço intelectual é um problema de negócio latente, pois decisões corporativas baseadas em pesquisas &#8220;automatizadas&#8221; e sem validação podem levar a investimentos desastrosos. Além, é claro, de encolhimento do mercado por desacreditarem nos resultados práticos aplicados.</p>
<p>Ainda não testei o Prism, afinal, ele foi lançado há poucos dias. Mas farei em breve para avaliar se ele realmente preserva o rigor esperado ou se apenas facilita o &#8220;slop&#8221;. Publicarei os resultados e minha impressão sobre a ferramenta aqui no blog!</p>
<p>Bons estudos!</p>
<blockquote><p>Imagem de capa gerada com o Nano Banana 3, com esse prompt: Ilustração digital de um cientista humano caricato, revisando uma pilha de manuscritos, contrastando com hologramas da OpenAI Prism gerando fluxos digitais de <strong>&#8220;AI slop&#8221;</strong>. A cena deve simbolizar a pressão por produtividade e a crise de integridade na ciência, destacando o papel vital da curadoria humana e da transparência.</p></blockquote>
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		<title>Priorize seus dados nos projetos de IA e ML</title>
		<link>https://diegonogare.net/2026/01/priorize-seus-dados-nos-projetos-de-ia-e-ml/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Nogare]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 08:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Data Augmentation]]></category>
		<category><![CDATA[Data Drift]]></category>
		<category><![CDATA[inteligencia artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Machine Learning]]></category>
		<category><![CDATA[MLOps]]></category>
		<category><![CDATA[Model Drift]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade de Dados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado de tecnologia passa por um momento decisivo onde a eficácia dos modelos de Inteligência Artificial não é medida apenas pela arquitetura do algoritmo, mas pela robustez de sua operação em escala para atender o cliente. Priorizar seus dados em projetos de IA e ML se mostrou ser uma forte aliada para evitar problemas...</p>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/01/priorize-seus-dados-nos-projetos-de-ia-e-ml/">Priorize seus dados nos projetos de IA e ML</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de tecnologia passa por um momento decisivo onde a eficácia dos modelos de Inteligência Artificial não é medida apenas pela arquitetura do algoritmo, mas pela robustez de sua operação em escala para atender o cliente. Priorizar seus dados em projetos de IA e ML se mostrou ser uma forte aliada para evitar problemas nos seus produtos.</p>
<p>Quero destacar neste texto quem são os profissionais impactados por essa mudança e por que a negligência na qualidade dos dados estruturados pode levar ao fracasso de projetos em produção. Falo sobre o uso estratégico de Data Augmentation em séries temporais e os perigos silenciosos dos dados ruins, conhecidos como &#8220;Garbage In &#8211;&gt; Garbage Out&#8221;. Além disso, conto como o MLOps surge como uma resposta factível para mitigar Drifts e garantir a escalabilidade.</p>
<h3>Estratégias de <em>Data Augmentation</em> em dados estruturados</h3>
<p>A técnica de <em><strong>Data Augmentation</strong></em> é amplamente difundida em projetos de <a href="https://diegonogare.net/2020/03/5-passos-da-visao-computacional/" target="_blank" rel="noopener">visão computacional</a>, <a href="https://diegonogare.net/2020/03/permitindo-interpretacao-e-geracao-de-fala-em-projetos/" target="_blank" rel="noopener">audio analytics</a> e <a href="https://diegonogare.net/2020/03/projeto-com-interpretacao-de-linguagem-natural/" target="_blank" rel="noopener">mineração de texto</a>, porém, sua aplicação em dados estruturados exige uma abordagem muito mais cautelosa e científica. Especialmente em cenários de <strong>Análise de Séries Temporais Históricas</strong>, a geração de dados sintéticos não pode ser aleatória. Contudo, para garantir que o aumento de dados beneficie o modelo, devemos seguir princípios eficientes.</p>
<ul>
<li>O primeiro deles é o <strong>Princípio da Preservação</strong>. Este conceito dita que devemos preservar o significado semântico dos dados originais durante qualquer transformação. Se uma alteração modifica o rótulo ou a essência da informação, não estamos aumentando os dados, mas sim corrompendo ou envenenando aquele dado;</li>
<li>Além disso, temos o <strong>Princípio da Distribuição</strong>. As variações introduzidas no conjunto de treinamento devem representar flutuações realistas que o modelo encontrará no ambiente de produção. Criar cenários impossíveis apenas confunde o algoritmo e degrada sua capacidade de generalização;</li>
<li>Por fim, aplicamos o <strong>Princípio da Medição</strong>. Modelos de aprendizado profundo submetidos a um aumento de dados correto devem apresentar métricas superiores. Portanto, esperamos melhorias tangíveis na perda de treinamento, na precisão e na validação geral em comparação com modelos treinados sem essa técnica.</li>
</ul>
<h3>O custo oculto da baixa qualidade dos dados</h3>
<p>Muitas equipes de ciência de dados concentram seus esforços excessivamente na seleção de arquiteturas complexas de redes neurais e negligenciam a matéria-prima básica: os dados. Esse descuido resulta em um fenômeno perigoso conhecido como <em><strong>GIGO &#8211; Garbage In: Garbage Out</strong></em>. Basicamente, se um modelo consome dados ruins durante o treinamento, ele inevitavelmente gerará previsões ruins, independentemente da sofisticação do algoritmo. O problema se agrava porque existe, frequentemente, uma discrepância significativa entre os dados limpos usados em ambiente controlado de desenvolvimento e os dados caóticos do mundo real.</p>
<p>Essa diferença de ambiente propicia o surgimento de falhas críticas. O <em><strong>Data Drift</strong></em> ocorre quando as propriedades estatísticas dos dados de entrada mudam ao longo do tempo, tornando o modelo obsoleto. Similarmente, o <em><strong>Model Drift</strong></em> acontece quando a relação entre as variáveis de entrada e a saída desejada se altera. Além disso, existe o risco de <em><strong>Data Poisoning</strong></em>, onde dados corrompidos são inseridos intencionalmente ou acidentalmente no fluxo de treinamento. Portanto, sem um monitoramento constante da qualidade dos dados rotulados, as métricas de sucesso obtidas no treinamento tornam-se irrelevantes quando o sistema entra em produção.</p>
<h3>MLOps: Uma resposta para escalar com segurança</h3>
<p>Diante dos riscos apresentados pelo aumento de dados mal executado e pela degradação da qualidade dos dados, a adoção de <strong>Machine Learning Operations (MLOps)</strong> torna-se quase que mandatória! Cientistas de dados, por natureza, focam na precisão estatística e na descoberta de padrões. No entanto, eles raramente priorizam questões de infraestrutura, como latência, aumento de chamadas de sistema ou escalabilidade de <em>endpoints</em>. É aqui que o MLOps atua, criando uma base sólida para que a ciência de dados atenda a demanda de negócio, em conjunto com as questões de operações de TI e da engenharia de software.</p>
<p>Empresas maduras utilizam MLOps para automatizar o ciclo de vida do modelo. Isso inclui pipelines automatizados que validam a qualidade dos dados antes mesmo do retreino começar. Dessa forma, garantimos que os princípios de preservação e distribuição do <em>Data Augmentation</em> sejam respeitados em cada iteração.</p>
<p>Além disso, sistemas de MLOps implementam monitoramento em tempo real para detectar <em>drifts</em> imediatamente. Assim, quando o modelo em produção começa a divergir do comportamento esperado devido a mudanças no comportamento do consumidor ou do mercado, o sistema pode alertar a equipe ou até iniciar um retreino automático. Consequentemente, a aplicação ganha estabilidade e capacidade de atender a uma demanda crescente de usuários sem colapsar.</p>
<h3>Contexto de mercado</h3>
<p>A refatoração de modelos estáticos para sistemas dinâmicos gerenciados por MLOps não é apenas uma capricho técnico, mas uma necessidade de sobrevivência corporativa. Não podemos nos dar o luxo de subir modelos em produção que respondam errado para nossos clientes.</p>
<p>Grandes players do mercado já demonstraram que a gestão eficiente de dados e modelos é o segredo para a liderança. Um exemplo disso foi o projeto que atuei no Itaú por alguns anos, para a construção da <a href="https://aws.amazon.com/pt/solutions/case-studies/itau-ml-case-study/" target="_blank" rel="noopener">plataforma de MLOps em parceria com a AWS</a>. Os resultados foram significativos e mudaram o patamar da plataforma de ciência de dados do banco.</p>
<p>Outro exemplo, a Uber, com sua <a href="https://www.uber.com/en-BR/blog/michelangelo-machine-learning-platform/" target="_blank" rel="noopener">plataforma Michelangelo</a>, estabeleceu um padrão ouro ao permitir que modelos de previsão de demanda e tempo de chegada fossem atualizados e monitorados em escala global. Sem essa infraestrutura de MLOps, a Uber não conseguiria lidar com o<em> Data Drift</em> causado por eventos de trânsito em tempo real ou mudanças climáticas repentinas.</p>
<p>Outro exemplo notável é a Netflix. O <a href="https://netflixtechblog.medium.com/recsysops-best-practices-for-operating-a-large-scale-recommender-system-95bbe195a841" target="_blank" rel="noopener">sistema de recomendação</a> da empresa depende inteiramente de dados comportamentais que mudam a cada segundo. Eles utilizam práticas avançadas de MLOps para garantir que o &#8220;envenenamento&#8221; de dados ou anomalias isoladas não afetem a experiência de milhões de usuários.</p>
<p>Para os desenvolvedores e a sociedade, isso significa serviços mais confiáveis e personalizados. O impacto no mercado é claro, empresas que insistem em tratar IA como um projeto artesanal, introduzindo tarefas <em>Data Augmentation</em> de forma incorreta e sem monitoramento de dados, perderão competitividade rapidamente para aquelas que profissionalizam seus processos de IA.</p>
<h3>Priorize seus dados nos projetos de IA e ML</h3>
<p>Na minha visão, a implementação de modelos de IA e ML em produção exige muito mais do que código limpo, algoritmos modernos e um time de ciência de dados para chamar de seu. Entendo que isso exige uma mudança de mentalidade voltada para a governança de dados. Comentei mais acima que as técnicas de <em>Data Augmentation</em> em dados estruturados podem ser poderosas, desde que respeitem os princípios de preservação e distribuição. Contudo, mesmo assim, o risco do <em><strong>GIGO</strong></em> permanece como uma ameaça constante que pode destruir o valor de negócio de qualquer iniciativa de IA. Priorize seus dados nos projetos de IA e ML!</p>
<p>A adoção de MLOps não deve ser vista como um custo adicional de infraestrutura, mas como um seguro contra a obsolescência, o erro e o caos dos sistemas em produção. A capacidade de detectar <em>drifts</em> nos dados e escalar operações de forma automatizada é o que separa provas de conceito interessantes de produtos digitais lucrativos e resilientes. E sem contar, é claro, que irá economizar rios de dinheiro ao se implementar de forma correta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>A imagem de capa foi feita com o Google Nano Banana 3, com o prompt:<em> Na esquerda mostra um laboratório caótico com lixo &#8220;GIGO&#8221; e gráficos de erro vermelhos. Centro traz uma ponte tecnológica com uma placa &#8220;MLOps&#8221; filtrando e organizando dados. Direita revela um data center futurista e limpo com métricas de sucesso verdes. A composição da imagem deve ser fluída e contínua, indicando que a saída do caos da esquerda para chegar ao sossego do lado direito, é através da ponte de MLOps do centro. Aplique estilo fotorrealista, iluminação cinematográfica, simbolizando a transformação de dados ruins em IA escalável.</em></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://diegonogare.net/2026/01/priorize-seus-dados-nos-projetos-de-ia-e-ml/">Priorize seus dados nos projetos de IA e ML</a> apareceu primeiro em <a href="https://diegonogare.net">Diego Nogare</a>.</p>
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